Sou diagnosticado como bipolar do tipo 1 e apresento delírios e alucinações além de mesmo tomando lí

Sou diagnosticado como bipolar do tipo 1 e apresento delírios e alucinações além de mesmo tomando lítio meu humor não estabiliza 100%. Isso significa que a doença chegou a um nível grave? Já tomei vários estabilizadores de humor e nenhum deles somou para minha melhora, agora estou tomando uma remédio chamado clozapina.

10 respostas


Quando uma pessoa com transtorno bipolar tipo 1 apresenta episódios recorrentes, sintomas psicóticos ou resposta insuficiente a vários estabilizadores e antipsicóticos, podemos estar diante de um quadro de difícil tratamento. Isso não significa que não exista possibilidade de estabilização. A clozapina é um medicamento antipsicótico com evidências de utilidade em situações específicas de transtorno bipolar resistente, principalmente quando há sintomas psicóticos persistentes, agressividade ou falha de múltiplos tratamentos. Seu uso exige acompanhamento médico rigoroso, incluindo hemograma periódico e monitoramento de efeitos metabólicos, cardiovasculares e neurológicos. O objetivo não é apenas controlar sintomas, mas alcançar a maior estabilidade possível e reduzir recaídas e hospitalizações.

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A presença de delírios ou alucinações em um paciente com transtorno bipolar tipo 1 pode ocorrer durante episódios de mania ou depressão graves e merece acompanhamento psiquiátrico próximo. A persistência de oscilações apesar do lítio não significa, isoladamente, que a doença seja incurável ou que não exista possibilidade de estabilização. Quando há resposta insuficiente a diferentes tratamentos adequadamente utilizados, o psiquiatra pode considerar estratégias para transtorno bipolar de difícil controle. A clozapina é uma medicação reservada a situações específicas e exige monitorização clínica e laboratorial rigorosa. O objetivo é reduzir recaídas, sintomas psicóticos e prejuízo funcional, buscando a melhor estabilidade possível.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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Entendo sua preocupação, principalmente depois de já ter tentado vários estabilizadores e ainda perceber sintomas. Ter delírios, alucinações e dificuldade de estabilização pode indicar um quadro mais complexo, mas isso não significa necessariamente que a doença “chegou a um estágio grave”. Também é importante entender melhor o que você chama de humor instável: quanto tempo duram essas mudanças, se acontecem ao longo do mesmo dia ou por vários dias, e como ficam sono, energia, irritabilidade e impulsividade. A clozapina costuma ser considerada justamente quando outros antipsicóticos não trouxeram resposta suficiente. Vale revisar com seu psiquiatra os tratamentos anteriores e quais sintomas ainda permanecem, para entender melhor o que ainda precisa ser ajustado.


O que você descreve pode indicar um transtorno bipolar tipo 1 de maior complexidade, especialmente pela presença de delírios e alucinações e pela resposta incompleta a vários estabilizadores. Isso pode ser compatível com bipolaridade resistente ao tratamento, mas não significa que você não possa alcançar uma boa estabilização. A clozapina é utilizada em alguns casos de transtorno bipolar resistente, principalmente quando há sintomas psicóticos persistentes, mesmo sendo mais conhecida pelo tratamento da esquizofrenia resistente. Ela exige acompanhamento médico rigoroso e exames regulares devido a possíveis efeitos adversos importantes. Portanto, a situação merece acompanhamento psiquiátrico próximo, mas a necessidade de clozapina não significa necessariamente que o prognóstico seja ruim.


O quadro que você descreve pode ser considerado de maior complexidade, principalmente pelo histórico de delírios e alucinações e pela persistência de instabilidade apesar de diferentes tratamentos, mas isso não significa que a doença tenha simplesmente “chegado a um nível” irreversível. No transtorno bipolar tipo I, o psiquiatra avalia frequência e intensidade dos episódios, sintomas psicóticos, funcionamento entre as crises, adesão ao tratamento, níveis séricos quando pertinentes e possíveis condições associadas antes de definir se existe resistência ao tratamento. A clozapina é um antipsicótico que pode ser considerada em situações selecionadas e mais complexas, exigindo acompanhamento médico rigoroso e monitorização laboratorial específica devido aos seus possíveis efeitos adversos. Como você relata resposta insuficiente a vários estabilizadores, é particularmente importante manter acompanhamento psiquiátrico regular e não alterar lítio, clozapina ou qualquer outra medicação por conta própria.


olá, bom dia. a bipolaridade com o passar dos anos pode se agravar e tornando-se refratária a vários medicamentos. consegui estabilizar muitos de meus paciente com essa medicação, porém não apenas a clozapina, mas junto a ela reduzi expressivamente a quantidade de medicamentos anteriormente utilizados. em caso de refratriedade da clozapina que consideram na literatura como o "ultimo" medicamento para melhora, não concordo pois existem exames farmacogenéticos para saber qual medicação seu organismo irá se atualizar. além disso tem a canabis, vendida em farmacias normalmente em gotas, tenho obtiddo bons resultados associados a outros medicamentos e como outras opções a estimulação eletromagnética transcraniana, uso de cetamina (ótimos resultados) e padrão ouro na minha opinião já tendo tratado pacientes a ECT ( eletroconvulsoterapia), muito estigmatizada pela forma que era feita no passado, porém atualmente é feito sob sedação com todo suporte técnico, é micro voltagem e retira rapidamente da crise, o unico ponto negativo é que cada sessão custa em média 2500 reais, e o plano não cobre, precisa entrar na justiça. eu consigo de forma gratuita em um hospital no rj de janeiro, não sei sua localidade mas caso queira fazer uma consulta estou a disposição. espero ter esclarecido o mínimo possível.


Oscilações mesmo com lítio podem acontecer e não significam necessariamente que “não tem jeito”, mas indicam que o tratamento precisa ser reavaliado. A clozapina pode ser usada em alguns casos mais difíceis, sempre com acompanhamento rigoroso e exames regulares.


tem que ver se o lítio esta em uma dose terapêutica certa pra voce, para isso tem que pedir a litemia, alem do mais se houver sintomas psicóticos é interessante entrar com antipsicóticos.


Olá. Precisar de vários estabilizadores sem resposta completa indica um quadro de difícil controle, o que em psiquiatria se chama curso refratário. Isso diz respeito à resposta ao tratamento, e não a um destino traçado: muita gente com curso refratário alcança estabilidade depois de encontrar o esquema certo. A clozapina, inclusive, é justamente o medicamento com melhor evidência para casos resistentes, e funciona em parte importante dos pacientes que não melhoraram com os anteriores. Ela também é o antipsicótico com melhor evidência de redução do risco de suicídio. Em resumo: chegar até ela não significa que acabaram as opções, significa que você chegou à opção mais potente. Quem usa clozapina precisa de alguns cuidados que fazem parte do tratamento e não devem assustar: exames de sangue periódicos para acompanhar os glóbulos brancos, atenção a peso, glicemia e colesterol, e cuidado especial com prisao de ventre, que pode se agravar. Avise seu médico sem demora se surgirem febre, dor de garganta ou infecção, falta de ar, dor no peito, batimentos acelerados ou intestino parado por vários dias. Mantenha também sono regular e evite álcool e outras drogas, porque isso pesa muito na estabilidade. Esta resposta é informativa e não substitui uma avaliação médica individualizada.


Olá! Boa noite! Delírios e alucinações no transtorno bipolar I, sobretudo quando o lítio não estabiliza bem o humor, sugerem um quadro mais complexo e de maior intensidade clínica, que merece reavaliação médica rápida. Isso não quer dizer automaticamente que a doença seja “sem saída” ou permanente, mas indica que o tratamento precisa ser revisto com atenção. Quando há resposta incompleta, vale conferir se o episódio está ativo, se há adesão adequada, nível sérico do lítio, função renal, tireoide, interações e uso de outras substâncias. A clozapina pode ser usada em casos resistentes, porém exige monitorização rigorosa, inclusive de sangue, por riscos relevantes como neutropenia, queda de pressão, convulsões e miocardite. Se houver vozes mandando agir, risco de se machucar, descontrole importante ou dificuldade para se cuidar, procure urgência presencial. Se não houver esse risco imediato, ainda assim é importante avaliação médica breve para revisar a segurança da clozapina e a estratégia para os sintomas psicóticos.

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