Sou uma pessoa com TAG. Tomei prysma 3gm e desvenlafaxina 50 durante 5 anos, e agora, tanto por ques
Sou uma pessoa com TAG. Tomei prysma 3gm e desvenlafaxina 50 durante 5 anos, e agora, tanto por questões financeiras e quanto por achar que já estou melhor da TAG, decidi, junto a meu médico trocar as duas medicações pelo Trazodona de 50mg à noite. Interrompi abruptamente o uso dos outros medicamentos, não fiz desmame. Tenho sentido sintomas ruins nesse período de troca. É normal? Fiz uma boa troca?
6 respostas
Nenhuma das medicações que você menciona é primeira opção no tratamento do transtorno de ansiedade generalizada (TAG), pois o Prysma* (eszopiclona) é um hipnótico (usado no tratamento de quadros agudos de insônia) e a desvenlafaxina é mais comprovada como antidepressivo do que como medicação para ansiedade (apesar de poder funcionar, como parece ter sido seu caso). Já a trazodona não tem indicação no tratamento do transtorno de ansiedade generalizada, apesar de que, como quase todos os antidepressivos (com exceção da bupropiona) poderem ter algum grau de ação ansiolítica. Não há como saber se, especificamente em seu caso, a troca vai funcionar, sem conhecer você pessoalmente. Infelizmente, a única pessoa que pode confortar e orientar você é seu psiquiatra, que conhece seu caso pessoalmente e sabe dos motivos pelos quais fez as prescrições que você menciona.
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Essa situação pode gerar esse tipo de reação. A interrupção abrupta de medicações como desvenlafaxina e o Prysma pode causar sintomas de retirada, como mal-estar, ansiedade, tontura e desconfortos físicos, já que o organismo estava adaptado ao uso contínuo. Além disso, a trazodona tem um perfil diferente e pode não “substituir” totalmente os efeitos das medicações anteriores, principalmente no controle da ansiedade ao longo do dia. Na prática, esses sintomas são comuns nesse tipo de transição e tendem a melhorar ao longo de dias a algumas semanas, conforme o corpo se ajusta. Se os sintomas estiverem muito intensos ou não estiverem melhorando, é possível ajustar a condução para tornar esse processo m
No geral os paciente toleram bem a interrupção abrupta das medicação que você utilizava, na dose que você utilizava. Entretanto, alguns pacientes podem ser mais sensíveis e necessitar de uma retirada mais gradual para evitar efeitos de retirada. Além disso, os sintomas que tem sentido podem estar relacionados com a introdução da Trazodona também, que nesse caso, costumam ser passageiros. O ideal é conversar com seu médico quais sintomas está sentindo, para que ele realize o manejo adequado.
A troca de medicações em um paciente com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) deve ser realizada com planejamento e acompanhamento médico, pois a interrupção abrupta de medicamentos usados por anos pode causar sintomas de descontinuação, como ansiedade aumentada, irritabilidade, insônia, tontura, mal-estar, alterações de humor e sensação de piora emocional. A desvenlafaxina, especialmente, pode apresentar sintomas de retirada quando suspensa de forma rápida. A trazodona pode ser útil em alguns casos, principalmente para insônia e sintomas ansiosos, mas não possui exatamente o mesmo mecanismo terapêutico dos antidepressivos anteriores. Uma avaliação com o psiquiatra é importante para diferenciar sintomas de retirada, retorno da TAG ou necessidade de ajuste do tratamento, garantindo uma transição mais segura e individualizada.
A interrupção abrupta de antidepressivos como desvenlafaxina pode provocar sintomas de descontinuação, incluindo tontura, ansiedade, irritabilidade, alterações do sono, náuseas, sensação de choque ou piora transitória do humor. Portanto, o fato de você ter apresentado sintomas após interromper o tratamento é compatível com essa possibilidade. Isso não significa necessariamente que a nova medicação esteja causando todos os sintomas. A substituição de antidepressivos deve considerar o medicamento anterior, dose, tempo de uso e quadro clínico. Em muitos casos, a retirada gradual é preferível, mas a estratégia precisa ser individualizada pelo médico. Não retome ou interrompa medicamentos por conta própria. Uma avaliação psiquiátrica permite diferenciar descontinuação, recaída do transtorno de ansiedade e adaptação à trazodona, além de estabelecer uma transição mais segura.
Após cinco anos de tratamento, a interrupção abrupta da desvenlafaxina pode provocar sintomas de descontinuação, como tontura, náusea, ansiedade, irritabilidade, alterações do sono, sensação de “choques”, desequilíbrio e sintomas semelhantes a uma gripe. Dependendo do princípio ativo do Prysma, sua retirada também pode contribuir para o desconforto. A trazodona possui características farmacológicas diferentes e não necessariamente impede sintomas decorrentes da suspensão dos medicamentos anteriores. Como a mudança foi combinada com seu médico, entre em contato com ele para relatar o que está acontecendo e avaliar se o plano precisa ser revisto. Após tratamento prolongado, mudanças costumam exigir acompanhamento próximo.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

