Tenho ansiedade alta e comecei tomando mirtazapina 15mg por duas semanas e troquei por paroxetina há

Tenho ansiedade alta e comecei tomando mirtazapina 15mg por duas semanas e troquei por paroxetina há 3 dias, estou há dois dias sem dormir, isso nunca aconteceu comigo, isso pode ser um efeito colateral de retirada de um e começo do outro medicamento?

9 respostas


Sim, pode ter relação com a troca. A retirada da mirtazapina pode causar rebote de insônia em algumas pessoas, e o início da paroxetina também pode provocar piora inicial de ansiedade, agitação ou alteração do sono antes de estabilizar. Além disso, quem já tem ansiedade alta pode ficar mais sensível nessa fase de transição. Mesmo assim, ficar dois dias sem dormir não deve ser ignorado. O ideal é avisar o médico que fez a troca para avaliar se isso está dentro do esperado ou se precisa de algum ajuste seguro.

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Parece efeito da paroxetina.


Essa insônia tem explicação, e dá pra entender o susto de duas noites seguidas sem dormir. A mirtazapina ajuda bastante no sono, ainda mais na dose de 15mg, e em duas semanas seu corpo já tinha se adaptado a ela. Quando você troca por outro medicamento, esse efeito de sonolência some e o sono costuma ficar irregular por alguns dias. A paroxetina entra no lugar, mas no início ela tende a fazer o oposto: pode deixar a pessoa um pouco mais agitada antes de o organismo se ajustar. Os dois movimentos juntos explicam bem por que o sono ficou assim agora. De toda forma, duas noites sem dormir já é momento de avisar quem conduziu essa troca, sem esperar muito. Costuma se resolver com um ajuste na forma de fazer a transição ou um apoio para o sono nesses primeiros dias, e quem acompanha seu caso de perto consegue calibrar isso com tranquilidade.


Olá! Sim, isso pode acontecer. Tanto a interrupção da mirtazapina quanto o início da paroxetina podem causar alterações temporárias do sono, principalmente nos primeiros dias da troca. Além disso, a própria ansiedade pode contribuir para a insônia. Como você iniciou a paroxetina há apenas 3 dias, ainda está no período de adaptação. Se a insônia persistir, piorar ou estiver causando grande prejuízo, é importante informar o médico responsável pelo seu acompanhamento para uma reavaliação. Não faça alterações na medicação por conta própria.

Dra. Brenda Paes Bendassoli

Dra. Brenda Paes Bendassoli

Generalista

São Bernardo do Campo

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A troca de mirtazapina por paroxetina pode, em algumas pessoas, estar associada a alterações transitórias do sono, especialmente nos primeiros dias de adaptação. A mirtazapina em doses baixas, como 15 mg, costuma apresentar efeito mais sedativo e sua retirada pode levar à redução desse efeito, enquanto a paroxetina, no início do tratamento, pode causar temporariamente aumento de ansiedade, inquietação, agitação ou insônia em alguns pacientes. Como você está há apenas 3 dias com a paroxetina, ainda é muito cedo para avaliar o efeito terapêutico, que geralmente ocorre após algumas semanas. Entretanto, ficar dois dias sem dormir merece atenção, pois a privação de sono pode intensificar ansiedade, irritabilidade e sintomas físicos. É importante comunicar ao psiquiatra que realizou a troca, pois pode ser necessário ajustar dose, horário de tomada ou a estratégia de transição entre os medicamentos. Não faça alterações por conta própria. Se houver agitação intensa, aceleração incomum dos pensamentos, comportamento muito diferente do habitual ou piora importante dos sintomas, procure avaliação médica.


A troca da mirtazapina pela paroxetina pode, sim, estar relacionada à alteração do padrão de sono, especialmente nos primeiros dias de adaptação. A mirtazapina costuma ter um efeito mais sedativo, principalmente em doses baixas como 15 mg, e sua retirada pode levar à perda desse efeito facilitador do sono. Já a paroxetina, no início do tratamento, pode causar em algumas pessoas aumento de ativação, inquietação, ansiedade, dificuldade para dormir ou sensação de agitação, enquanto o organismo se adapta. Como você tem ansiedade alta e está há 2 dias sem dormir, é importante informar seu psiquiatra para avaliar a melhor conduta, principalmente se a insônia estiver intensa ou acompanhada de piora da ansiedade, irritabilidade ou aceleração dos pensamentos. Não faça mudanças ou suspenda a medicação por conta própria. A paroxetina é utilizada no tratamento de transtorno de ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico e transtorno do pânico, mas o início do efeito terapêutico costuma ocorrer de forma gradual ao longo das semanas. O acompanhamento próximo nesse período de adaptação é fundamental.


Sim, essa alteração do sono pode estar relacionada à troca da mirtazapina pela paroxetina, principalmente por ter ocorrido há poucos dias. A mirtazapina em dose de 15 mg costuma apresentar efeito mais sedativo e pode facilitar o início e a manutenção do sono. Ao interrompê-la, algumas pessoas percebem dificuldade para dormir, ansiedade aumentada ou sensação de maior ativação. A paroxetina, nas primeiras semanas de adaptação, também pode causar em alguns pacientes efeitos como insônia, inquietação, aumento transitório da ansiedade, agitação ou dificuldade para relaxar, antes do início do efeito terapêutico completo. Como você tem ansiedade alta, esse período inicial pode ser mais desconfortável. Entretanto, ficar dois dias praticamente sem dormir merece ser comunicado ao seu psiquiatra, especialmente se vier acompanhado de aceleração dos pensamentos, irritabilidade intensa, sensação de energia aumentada ou piora importante da ansiedade. O médico poderá avaliar se é necessário ajustar o horário, a dose ou a estratégia de transição entre os medicamentos. Não suspenda ou altere a paroxetina por conta própria. O tratamento para transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico e depressão geralmente precisa de um período de adaptação, e o acompanhamento próximo nas primeiras semanas é importante para ajustar a melhor conduta


A mirtazapina e a paroxetina atuam de maneiras muito diferentes nas mensagens químicas do cérebro. Para compreender essa transição, pense no sistema nervoso central como uma casa onde as lâmpadas funcionam sob comandos específicos. A mirtazapina, além de modular a serotonina e a noradrenalina, possui uma forte ação sedativa sobre certos receptores cerebrais, funcionando quase como um interruptor que reduz suavemente a luminosidade e convida ao descanso. Já a paroxetina age focada em elevar a disponibilidade da serotonina nas conexões neurais para tratar a ansiedade, mas nos primeiros dias de uso esse aumento pode gerar um efeito ativador temporário, aumentando a vigília. Ao retirar uma medicação que ajudava a desacelerar e introduzir outra que ainda está se acomodando nas engrenagens neurais, o cérebro passa por uma espécie de descompasso passageiro, o que pode justificar essa insônia repentina. É fundamental que você entre em contato com o médico que orientou a mudança o quanto antes para relatar essas noites em claro e todo o seu desconforto. Cada organismo responde de forma única às transições de tratamento, e apenas o profissional responsável pode avaliar a sua evolução com segurança e propor ajustes no manejo clínico, sem que você faça alterações na rotina das medicações por conta própria. Desejo noites mais tranquilas em breve e muito sucesso na sua recuperação.

Dr. Cyro Masci

Dr. Cyro Masci

Psiquiatra

São Paulo

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Sim, existe uma relação temporal plausível. A mirtazapina, especialmente em doses mais baixas, frequentemente possui efeito sedativo; ao interrompê-la, esse efeito sobre o sono desaparece e algumas pessoas também podem apresentar sintomas de descontinuação. Paralelamente, a paroxetina ainda está apenas no terceiro dia de uso e antidepressivos serotoninérgicos podem, no início, provocar ansiedade, inquietação ou alteração do sono antes que o benefício terapêutico se estabeleça. Portanto, a insônia pode refletir tanto a retirada da mirtazapina quanto a adaptação à paroxetina e ao próprio transtorno de ansiedade. Como ficar duas noites praticamente sem dormir é clinicamente relevante, entre em contato com o médico que realizou a troca para revisar a estratégia; não retome nem aumente medicamentos por conta própria. Se surgirem agitação intensa, pensamento muito acelerado, comportamento incomum ou redução da necessidade de dormir sem sentir cansaço, procure avaliação rapidamente.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.