Tenho síndrome de Wolff-Parkinson-White e tomo o medicamento de uso contínuo propafenona. Antes, as
Tenho síndrome de Wolff-Parkinson-White e tomo o medicamento de uso contínuo propafenona. Antes, as palpitações eram desencadeadas por situações como esforço e ansiedade, mas estão controladas atualmente devido ao uso do medicamento e também de outros medicamentos para ansiedade. Sei que há uma cura definitiva para isso, mas ainda não pude ir atrás. Pretendo fazer a extração dos sisos. Tenho 4 sisos para retirar. Isso interfere em alguma coisa na cirurgia? É necessário fazer as extrações aos poucos?
6 respostas
A síndrome de Wolff-Parkinson-White **não impede necessariamente a extração dos sisos**, principalmente quando as arritmias estão atualmente controladas. Porém, é importante que o cirurgião-dentista saiba previamente do diagnóstico e do uso contínuo de **propafenona e das demais medicações**. O principal cuidado é com situações que possam desencadear taquicardia, como ansiedade, dor e alguns medicamentos utilizados durante o procedimento. Em pacientes com WPW, recomenda-se atenção especial a substâncias com efeito estimulante do sistema cardiovascular; por isso, o tipo e a quantidade de vasoconstritor, como adrenalina presente em alguns anestésicos locais, devem ser avaliados individualmente. Não existe uma regra dizendo que os quatro sisos precisam obrigatoriamente ser retirados separadamente. A decisão de retirar todos de uma vez ou dividir o procedimento depende da complexidade das extrações, do tipo de anestesia ou sedação necessária e, no seu caso, também da avaliação do risco cardiovascular. Como você tem WPW e utiliza antiarrítmico, eu recomendaria que, **antes da cirurgia**, o dentista/cirurgião bucomaxilofacial tenha uma avaliação recente do seu cardiologista ou eletrofisiologista, principalmente se estiver planejada sedação ou anestesia mais profunda. Não suspenda a propafenona por conta própria. Com planejamento adequado, controle da ansiedade e escolha apropriada da anestesia, procedimentos cirúrgicos podem ser realizados com segurança em muitos pacientes com WPW.
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Com Wolff-Parkinson-White e uso de propafenona, avise o dentista e o cardiologista antes da extração. O procedimento pode exigir planejamento sobre anestesia, monitorização e manutenção dos remédios, mas isso depende do seu caso. Não suspenda medicações por conta própria e peça liberação ao cardiologista ou clínico de confiança.
As arritmias do WPW podem ser desencadeadas com uma série de eventos, inclusive durante uma cirurgia. Se vc considera fazer a ablação (procedimento invasivo que pretende "curar" sua arritmia), eu sugiro que faça antes das extrações. O pós operatório pode ser mais bem controlado, sem o risco das arritmias surgire. Boa sorte!
Caso complicado, mas se a doença estiver controlada, pode ser liberado para retirada dos sisos normalmente. Converse com teu arritmologista e dentista para definirem a melhor conduta
Boa noite, neste caso você deve ser avaliada (pessoalmente ou consulta ON LINE) por especialista em cardiologia para avaliação Pré-operatória, mais conhecido com "risco cirúrgico", onde o médico fará perguntas e recomendará orientações para que a cirurgia da extração dentária ocorra com menor possibilidade de efeitos colaterais. Sucesso ! Espero ter contribuído
Em geral, quem tem síndrome de Wolff-Parkinson-White pode retirar os sisos, mas alguns cuidados são importantes. Avise o dentista sobre o diagnóstico e sobre o uso de propafenona. Estresse, dor e alguns anestésicos com vasoconstritor podem acelerar o coração, por isso o procedimento deve ser planejado com atenção, principalmente se houver necessidade de sedação. Não é obrigatório retirar os 4 sisos separadamente. Isso depende da complexidade da cirurgia, do tempo do procedimento e do tipo de anestesia. Não suspenda a propafenona por conta própria. Se houver histórico de crises importantes, desmaios ou palpitações recentes, vale fazer uma avaliação com o cardiologista antes da cirurgia.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

