Tenho uma bebê de 11m e desde os 7/8 começou a demonstrar um medo a sons altos como aspirador, liqui
Tenho uma bebê de 11m e desde os 7/8 começou a demonstrar um medo a sons altos como aspirador, liquidificador, moto muito barulhenta, gritos do nada. Ela assusta, pede colo, não é de chorar se estiver alguém por perto ou se ela estiver no colo, nem tenta tapar os ouvidos. Mas se deixarmos sozinha sem acolher, ela chora. Eu aspiro a casa com ela no colo e ela fica super bem, no máximo deixa a cabeça no meu peito e fica bem. Se passa moto barulhenta demais ela já procura a gente pra chegar perto. Não tem problema com lugares barulhentos, adora rua e pessoas. Desenvolvimento normal, super inteligente, imita absolutamente tudo, obedece comandos, ama interações, olha nos nossos olhos. Mas estou tão preocupada com essa sensibilidade dela a barulhos. Devo procurar ajuda? Até quando isso é normal? Conheço bebês nessa idade que não tem esse tipo de medo.
3 respostas
Pelo que você descreveu, esse comportamento é bastante compatível com o desenvolvimento esperado para a idade e, isoladamente, não sugere um problema neurológico ou um sinal específico de autismo. Entre os 6 e 12 meses é comum que os bebês passem a reagir mais intensamente a sons inesperados ou muito altos. Nessa fase, eles já conseguem antecipar situações, reconhecer estímulos potencialmente desagradáveis e buscar segurança nos pais. O fato de ela procurar colo, se acalmar rapidamente quando acolhida e continuar curiosa e interessada pelo ambiente é um bom sinal. Outro ponto tranquilizador é que ela tolera bem ambientes movimentados, gosta de passeios, interage com as pessoas, mantém contato visual, imita, compreende comandos e apresenta um desenvolvimento adequado. Esses são marcos importantes do neurodesenvolvimento. O ideal é evitar expô-la de forma brusca aos sons, mas também não é necessário impedir completamente esse contato. Aos poucos, com acolhimento e experiências positivas, muitas crianças vão se habituando naturalmente e esse medo tende a diminuir ao longo do segundo ano de vida. Vale a pena procurar uma avaliação se, com o passar dos meses, ela começar a apresentar uma reação muito intensa a sons do dia a dia (inclusive sons comuns e de baixa intensidade), passar a evitar ambientes por causa do barulho, demonstrar sofrimento importante, atraso no desenvolvimento ou perda de habilidades, ou se essa sensibilidade vier acompanhada de outras alterações comportamentais ou de comunicação. Pelo que você descreveu hoje, eu manteria apenas o acompanhamento nas consultas de puericultura e observaria a evolução. Se possível, converse também com o pediatra nas próximas consultas para que ele acompanhe esse comportamento ao longo do desenvolvimento.
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Oi boa noite, pelo que Senhor(a) descreve esse comportamento pode ser compatível com uma fase normal do desenvolvimento. Entre cerca de 7 e 12 meses, muitos bebês começam a demonstrar mais cautela diante de estímulos intensos e inesperados, incluindo sons altos. Medidas que ajudam são acolher quando ela procurar colo, sem forçá-la a enfrentar o barulho sozinha. Mostrar, de forma tranquila, de onde vem o som. Na próxima consulta de puericultura, vale a pena comentar esse comportamento com o pediatra, que poderá avaliá-la no contexto do desenvolvimento global. Att,
Bom dia! Como pediatra certificada em autismo, pós-graduação em psiquiatria da infância e adolescência, atuação em TDAH e formação em pediatria integrativa, posso dizer com que o que você descreve é, algumas vezes, uma fase normal de desenvolvimento. Nessa idade, muitos bebês passam a reagir de forma mais intensa a sons inesperados e altos, e algumas crianças são naturalmente mais sensíveis a estímulos auditivos. O que mais me tranquiliza no seu relato é a forma como ela se recupera: ela busca colo, se acalma, se aproxima para ver o barulho, imita o aspirador brincando, aponta para as coisas, compartilha com você, olha nos seus olhos e se diverte com pessoas. Isso mostra uma criança com boa conexão social e desenvolvimento adequado. Ainda assim, vale algumas providências. Recomendo uma consulta com o pediatra para acompanhar o desenvolvimento, e, se você quiser ter mais segurança, pode ser feito um teste da audição (audiometria de respostas comportamentais ou BERA), para descartar qualquer alteração auditiva. Se o medo ficar mais intenso, passar a atrapalhar as rotinas, levar a criança a evitar ambientes ou durar muito tempo, uma avaliação com terapeuta ocupacional com experiência em integração sensorial de Ayres pode ajudar bastante. Também é importante acompanhar como ela se comporta nas consultas de rotina. Ao longo do segundo ano de vida, o pediatra vai observar sinais de desenvolvimento social e comunicação mais detalhados. Se algo mudar, como perda de habilidades que ela já tinha, pouco contato visual, pouca resposta ao nome ou pouca vontade de interagir, procure uma avaliação mais aprofundada. Você não está exagerando ao se preocupar, e é ótimo que esteja atenta. Acolher o medo, oferecer colo e explicar antes de ligar o aspirador ou o liquidificador já é uma forma de ajudar. Com o tempo, a maioria das crianças aprende a lidar melhor com esses sons.
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