Tenho uma neta que vai fazer cinco anos em agosto,sou avó dela ela mora comigo dês de os cinco meses

Tenho uma neta que vai fazer cinco anos em agosto,sou avó dela ela mora comigo dês de os cinco meses,ela é muito agitada o tempo todo não para esquece muito as coisas tem muita nesse idades em repetir sempre as mesmas coisas todos os dias tipo brincadeiras manias programa de televisão todos os dias ela repete as mesmas brincadeiras e eu tenho que brincar com ela e tenho que dizer as mesmas coisas todos os dias nas brincadeiras se eu digo que não posso brincar com ela naquele momento por estar ocupada ela fica muito brava não consegue formar frases não consegue acompanhar na escola e nem fazer atividade sozinha faz uns barulhos com a boca,perde todas as coisas dela e quando pergunto algo que aconteceu no mesmo dia ela não sabe dizer, dificilmente ela senta em uma cadeira de maneira correta sempre fica de cócoras em cima dos lugares,queria saber se esses comportamentos dela é normal da idade ou não

2 respostas


Entendo sua preocupação. Pelo que a senhora descreve, não parece apenas “coisa normal da idade”. Crianças pequenas podem ser agitadas, insistentes, esquecidas e ter birras quando contrariadas. Isso faz parte do desenvolvimento. O que chama atenção, no caso da sua neta, é o conjunto dos sinais: muita agitação, dificuldade de permanecer sentada, repetição rígida das mesmas brincadeiras, irritação intensa quando a rotina muda, dificuldade para formar frases, dificuldade importante na escola, barulhos com a boca, perda frequente de objetos e dificuldade para contar algo que aconteceu no mesmo dia. Aos quase 5 anos, espera-se que a criança consiga conversar com frases mais completas, contar pequenas histórias, participar de brincadeiras com outras crianças, seguir combinações simples e começar a realizar atividades escolares com algum grau de autonomia. O CDC descreve que os marcos do desenvolvimento nessa idade envolvem linguagem, interação social, aprendizagem, comportamento e coordenação motora; quando há atraso ou perda nessas áreas, a orientação é procurar avaliação profissional. Isso não significa que sua neta tenha necessariamente um diagnóstico grave. Mas significa que ela precisa ser avaliada. Esses comportamentos podem aparecer em diferentes situações, como atraso de linguagem, Transtorno do Espectro Autista, TDAH, dificuldades cognitivas, alterações auditivas, problemas de sono, ansiedade, dificuldades escolares ou uma combinação de fatores. A repetição insistente de brincadeiras, a dificuldade com mudanças, os barulhos repetitivos e o atraso na linguagem são sinais que merecem atenção especial, pois podem estar presentes em quadros do desenvolvimento, inclusive no autismo. A Academia Americana de Pediatria destaca que alterações na comunicação social e padrões repetitivos de comportamento podem ser sinais de alerta e devem ser investigados. Também é importante lembrar que agitação e desatenção em criança pequena não devem ser vistas apenas como “falta de educação” ou “manha”. Criança que não consegue parar, perde tudo, não sustenta atenção e não acompanha a escola pode estar sofrendo mais do que desobedecendo. O TDAH, por exemplo, envolve sintomas persistentes de desatenção, hiperatividade e impulsividade, presentes em mais de um ambiente, como casa e escola. O caminho mais seguro é marcar uma avaliação com pediatra, neuropediatra ou profissional com experiência em desenvolvimento infantil. Leve informações da escola, exemplos concretos do comportamento, vídeos curtos das brincadeiras repetitivas, relatos sobre fala, sono, alimentação, socialização e birras. Pode ser necessário solicitar avaliação fonoaudiológica, psicológica, neuropsicológica, terapia ocupacional, avaliação auditiva e relatório escolar. Quanto mais cedo a criança for avaliada, maior a chance de receber ajuda adequada e desenvolver melhor sua comunicação, autonomia e aprendizagem. Enquanto aguarda a consulta, tente manter uma rotina previsível, avisar antes das mudanças, usar frases curtas, evitar longas broncas e reforçar quando ela conseguir esperar, pedir ajuda ou brincar de outro modo. Isso não substitui tratamento, mas ajuda a reduzir conflitos. O mais importante é não esperar “passar com a idade” quando há atraso de fala, prejuízo escolar e comportamento repetitivo importante. Em uma teleconsulta é possível ouvir a história com calma, orientar os próximos passos, revisar vídeos, analisar relatórios da escola, levantar hipóteses e indicar os encaminhamentos necessários. A telemedicina também permite segunda opinião de forma conveniente, rápida, segura e discreta, inclusive com médicos bem avaliados na plataforma Doctoralia. O atendimento online reduz deslocamentos, evita tempo em trânsito e salas de espera e pode diminuir a exposição da família a infecções respiratórias e outras doenças contagiosas, embora consultas presenciais e exames físicos continuem necessários em algumas situações. A plataforma Doctoralia ajuda o paciente a conhecer perfis médicos, experiência, avaliações e satisfação de outros pacientes. Caso tenha interesse, basta clicar no perfil do profissional escolhido. Mesmo que a senhora não precise de atendimento neste momento, vale guardar o contato, visitar o perfil e acompanhar as redes sociais, porque informação correta no início da jornada faz diferença para a criança e para toda a família.

Dr. Gustavo Holanda

Dr. Gustavo Holanda

Neurologista pediátrico

Recife

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Olá! Entendo sua preocupação. Alguns desses comportamentos podem acontecer nessa idade, mas quando aparecem juntos, principalmente a dificuldade para formar frases, acompanhar as atividades escolares, muita agitação, esquecimentos e comportamentos muito repetitivos, é importante avaliar com mais atenção. Isso não significa necessariamente que exista algum transtorno, mas não é indicado apenas esperar passar com a idade. O ideal é realizar uma avaliação do desenvolvimento infantil para entender melhor o que está acontecendo e, se necessário, iniciar o acompanhamento adequado o quanto antes.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.