Tenho vício em pornografia e masturbação (pelo menos 1 vez por dia) e sinto que perdi o controle, o

Tenho vício em pornografia e masturbação (pelo menos 1 vez por dia) e sinto que perdi o controle, o que eu faço?

5 respostas


O primeiro ponto importante é que se masturbar uma vez por dia, por si só, não significa necessariamente que exista um vício. A frequência, isoladamente, não é suficiente para determinar se um comportamento é saudável ou problemático. A questão principal está no impacto que a pornografia e a masturbação estão causando na sua vida. Quando a pessoa sente que perdeu o controle, tenta reduzir ou parar e não consegue, passa cada vez mais tempo consumindo pornografia, negligencia relacionamentos, trabalho, estudos ou outras áreas importantes da vida, ou continua o comportamento apesar das consequências negativas, vale a pena olhar para a situação com mais atenção. Também é comum que a pornografia seja utilizada como uma forma de lidar com emoções difíceis, como ansiedade, estresse, solidão, frustração, tristeza ou tédio. Nesses casos, o problema nem sempre está apenas no comportamento sexual, mas na função que ele passou a exercer na vida da pessoa. Por isso, antes de pensar apenas em "parar", pode ser útil observar algumas questões: Em quais momentos surge mais vontade de consumir pornografia? Quais emoções costumam estar presentes antes do comportamento? O que você sente depois? Existe sofrimento, culpa ou prejuízo em outras áreas da sua vida? A boa notícia é que esse tipo de dificuldade pode ser trabalhado. A Terapia Cognitivo-Comportamental e a Terapia Cognitivo-Sexual ajudam a identificar gatilhos, compreender os padrões envolvidos e desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com emoções e impulsos, sem depender exclusivamente da pornografia ou da masturbação. O fato de você reconhecer que sente ter perdido o controle já é um passo importante, pois demonstra consciência do problema e desejo de mudança. Sou Psicóloga Nivia Serra – CRP 05/50281 e trabalho com Terapia Cognitivo-Comportamental e Terapia Cognitivo-Sexual, auxiliando homens e mulheres que enfrentam dificuldades relacionadas ao uso excessivo de pornografia, masturbação compulsiva, ansiedade, sexualidade e relacionamentos. Realizo atendimentos online para brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro – RJ. Espero ter ajudado.

Dra. Nivia Serra

Dra. Nivia Serra

Psicólogo

Rio de Janeiro

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É importante vocÊ procurar ajuda especializada, sendo assim um profissional de sexólogia que irá trazer acolhimento, ética, e humanização;


Olá! O mais importante do seu relato não é a frequência, mas a sensação de que você perdeu o controle. Masturbar-se uma vez por dia, por si só, não caracteriza um vício. No entanto, quando o uso da pornografia e da masturbação se torna difícil de controlar, passa a ocupar grande parte dos pensamentos, interfere nos relacionamentos, no trabalho ou gera sofrimento, é importante buscar ajuda. A boa notícia é que isso tem tratamento. O primeiro passo é compreender quais situações desencadeiam esse comportamento, como ansiedade, estresse, solidão ou outros conflitos emocionais. A partir dessa compreensão, a psicoterapia pode ajudá-lo a recuperar o controle, desenvolver estratégias mais saudáveis e construir uma relação mais equilibrada com a sexualidade. Você não precisa enfrentar isso sozinho.


Quando a pornografia e a masturbação passam a gerar sofrimento, perda de controle ou prejuízos na vida, é importante buscar ajuda. A Sexologia pode auxiliar na compreensão das causas desse comportamento e no desenvolvimento de estratégias para recuperar uma relação mais saudável com a sexualidade.


Masturbar-se uma vez por dia, isoladamente, não significa necessariamente vício. O principal sinal de alerta é a sensação persistente de perda de controle, tentativas frustradas de reduzir o comportamento e prejuízos na rotina, nos relacionamentos, no trabalho ou na vida sexual. Nesses casos, o mais adequado é buscar um psicólogo ou terapeuta com formação em sexualidade humana. O acompanhamento pode ajudar a identificar gatilhos, como ansiedade, solidão, estresse ou tédio, e construir outras formas de regulação emocional e prazer. A meta não precisa ser eliminar toda masturbação, mas recuperar a liberdade de escolha e desenvolver uma sexualidade mais consciente e integrada. Evite soluções rígidas ou promessas de “reboot”. A classificação internacional reconhece o comportamento sexual compulsivo quando existe dificuldade persistente de controle e sofrimento ou prejuízo significativo — não apenas pela frequência.

Vivian Portela

Vivian Portela

Psicanalista

Rio de Janeiro

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Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.