Tive crises de Ansiedade com 15 dias de tratamento isso é normal?
Tive crises de Ansiedade com 15 dias de tratamento isso é normal?
17 respostas
Sim, pode acontecer. Nas primeiras semanas de tratamento com alguns antidepressivos, algumas pessoas apresentam aumento transitório da ansiedade, inquietação ou até crises de ansiedade antes que o efeito terapêutico completo apareça. Com 15 dias, ainda pode ser cedo para avaliar a resposta definitiva ao tratamento. Entretanto, é importante informar ao médico que prescreveu a medicação, principalmente se as crises forem intensas, estiverem piorando ou forem diferentes das anteriores. Não aumente, reduza ou suspenda a medicação por conta própria. Respeitosamente, Prof. Dr. Fábio Silva
Obtenha respostas com a consulta online
Precisa do conselho de um especialista? Agende uma consulta online: receba todas as respostas sem sair de casa.
Sim, isso pode acontecer, dependendo do medicamento iniciado. Durante as primeiras semanas de um antidepressivo, algumas pessoas apresentam aumento transitório de ansiedade, agitação, alterações do sono ou sintomas físicos antes de perceberem melhora mais consistente. Entretanto, crises intensas ou progressivas não devem ser simplesmente consideradas parte da adaptação. É importante avaliar dose, horário, adesão, outros medicamentos, consumo de cafeína e a própria evolução do transtorno de ansiedade. Não suspenda o medicamento abruptamente nem aumente a dose por conta própria. O psiquiatra pode diferenciar efeitos iniciais do tratamento de uma resposta insuficiente e ajustar a estratégia com segurança
Saudações! Muito normal. O medicamento pode levar até 30 dias para começar a fazer efeito, sem falar na possibilidade de ajuste de dose... Espero ter contribuído.
Olá ! Sim, pode ser normal. É comum que no inicio do tratamento da Ansiedade, geralmente no primeiro mês, você possa sentir um aumento dos sintomas ansiosos até a medicação de fato começar a fazer efeito. Ocorre geralmente com medicações que são da classe dos Inibidores Seletivos da Serotonina (ex: fluoxetina, sertralina, escitalopram). Não significa que seu tratamento não está funcionando. Mas como não sei do seu caso especifico, se essa crise estiver te incomodando muito, procure novamente seu médico e tire toas as dúvidas. Você sempre deve ser muito bem informado sobre seu tratamento.
Olá! Algumas medicações, principalmente antidepressivos, podem causar um aumento inicial da ansiedade nas primeiras semanas de uso antes de melhorar o quadro. Além disso, o efeito terapêutico completo desses medicamentos leva mais do que 15 dias. Mas para dar uma resposta mais precisa, precisaria saber qual medicamento está sendo utilizado, se já tinha crises de ansiedade antes de começar o tratamento e o contexto em que esse tratamento iniciou.
Olá! Sim, isso pode acontecer, principalmente nas primeiras semanas de tratamento com alguns antidepressivos usados para ansiedade. No início, algumas pessoas podem perceber uma piora passageira da ansiedade, inquietação ou até novas crises de ansiedade antes de começarem a perceber a melhora. Com 15 dias, ainda pode ser cedo para avaliar o efeito completo do medicamento, que geralmente aparece de forma gradual ao longo das semanas. Isso não significa, porém, que você precise simplesmente suportar os sintomas. Se as crises estão muito intensas, frequentes ou estão piorando, é importante avisar o psiquiatra que prescreveu o tratamento. Às vezes é necessário ajustar a dose, o horário ou fazer alguma estratégia temporária para tornar essa fase inicial mais confortável. Não interrompa o medicamento por conta própria. E se houver piora muito intensa, pensamentos de se machucar ou sensação de que não consegue se manter em segurança, procure atendimento de urgência.
Podemos comparar o início do tratamento ao processo de afinar um instrumento musical delicado. Nas primeiras semanas, os circuitos cerebrais e os mensageiros químicos que regulam a tranquilidade estão passando por uma fase ativa de calibração. Enquanto o sistema nervoso aprende a responder a essa nova modulação, o cérebro pode oscilar temporariamente na intensidade das respostas de alarme, gerando momentos pontuais de maior tensão ou desconforto antes de alcançar a harmonia e a estabilidade desejadas. Essas variações nos primeiros quinze dias são frequentes na adaptação terapêutica, mas é fundamental compartilhar detalhadamente essas sensações com o médico que acompanha o seu caso. Ele poderá avaliar com precisão o seu quadro e orientar os próximos passos para garantir a sua segurança e o seu conforto. Cuide-se com atenção e carinho.
Bom dia. Tudo bem? É comum, e nas duas primeiras semanas chega a ser quase a regra em parte dos casos. O corpo reage à medicação antes de o efeito bom aparecer, e isso costuma chegar como inquietação, sono mais leve e crises que não vinham acontecendo. Normal no sentido de conhecido, mas não no sentido de deixar como está. Duas coisas ajudam a separar o que está acontecendo aí. A primeira é o horário. Crise que vem sempre logo depois do comprimido fala do remédio. Crise espalhada pelo dia fala mais do quadro que ainda não foi alcançado pela dose. A segunda é o tipo de desconforto. Se for a angústia que você já conhece, é uma história. Se for uma agitação física, aquela sensação de não conseguir ficar parada, de precisar levantar e andar, é outra bem diferente, e essa não melhora com paciência, melhora com ajuste. Quando alguém chega até mim nessa fase, a primeira coisa que eu faço é reconstruir os últimos dias quase hora a hora, horário da dose, sono, café, quando a crise começou e quanto tempo durou, porque na maior parte das vezes é esse mapa que mostra que o problema foi a velocidade com que o remédio entrou e não o remédio em si. Essa diferença evita abandonar uma medicação que ainda tinha chance de funcionar. Anote isso por três ou quatro dias e leve na próxima consulta. O único caminho que costuma piorar de verdade é parar sozinha.
Sim, pode acontecer, principalmente nas primeiras semanas de tratamento com alguns medicamentos. Entretanto, se as crises forem intensas, frequentes ou estiverem piorando, é importante comunicar o médico para avaliar se é efeito inicial do medicamento ou se há necessidade de ajuste
Sim. Crises de ansiedade podem acontecer até encontrar a dose adequada da medicação, além do tempo necessário pra estabilizar o seu efeito (geralmente de 4 a 8 semanas após atingir a dose correta).
Depende de qual tratamento você está realizando, e quanto de melhoria vem sentindo com ele. O tratamento de Transtorno de Ansiedade Generalizada se dá com antidepressivos, e esses costumam demorar de 15 à 30 dias para surtir efeito completo. Portanto, ainda é um pouco cedo para tirar conclusões sobre o efeito da medicação. O ideal é aguardar pelo menos 30 dias para verificar o efeito, porém é claro que pode ser necessário aumentar a dose ou mudar a medicação caso você persista com sintomas nesse período, ou caso os sintomas venham ocorrendo com muita frequência.
Ter crises de ansiedade justamente quando já se esperava alguma melhora é frustrante e assusta — mas essa é uma das fases mais mal compreendidas do tratamento. Um ponto importante: avaliar se isso é a curva esperada de resposta ou se pede ajuste depende de qual medicação está em uso, em que dose, e do seu histórico — algo que um médico de sua confiança pode analisar. De forma geral, porém, posso esclarecer o seguinte, e a resposta curta é sim, pode ser esperado. Antidepressivos são o tratamento de primeira linha para transtornos de ansiedade, mas têm uma característica que confunde muita gente: nas primeiras semanas, eles podem aumentar a ansiedade antes de reduzi-la. Esse fenômeno é chamado de ansiedade de ativação, e ocorre porque o aumento inicial da serotonina antecede as adaptações graduais nos receptores cerebrais que produzem o efeito terapêutico. Ou seja, o desconforto vem antes do benefício. Sobre o tempo: 15 dias ainda está dentro dessa janela. Os primeiros sinais de melhora costumam surgir entre 2 e 4 semanas, com efeito pleno em 4 a 8 semanas. Esse período inicial é justamente quando mais pessoas abandonam o tratamento — concluindo que "piorou" ou que "não funciona" —, o que é uma pena, porque muitas dessas pessoas responderiam bem se tivessem atravessado essa fase. Dito isso, há um ponto que merece atenção e não deve ser simplesmente suportado: crises intensas ou frequentes são manejáveis. Existem estratégias reconhecidas para atravessar essa fase — iniciar com dose menor e subir mais devagar, ou usar cobertura temporária enquanto o antidepressivo faz efeito. Se as crises estiverem limitando seu dia a dia, isso merece reavaliação, não paciência silenciosa. O que sugiro na prática: mantenha a medicação com regularidade e não interrompa por conta própria — a piora inicial não é sinal de que o tratamento está errado. Reduza cafeína, que amplifica muito a ansiedade nessa fase. E vale saber que a terapia cognitivo-comportamental tem eficácia de primeira linha para ansiedade e é especialmente útil justamente nesse período. Se surgir crise muito intensa, agitação forte ou pensamentos de se machucar, procure atendimento sem esperar — o CVV atende no 188, 24 horas. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Procure um profissional médico de confiança para esclarecer dúvidas e definir o manejo adequado do tratamento.
Sim, crises de ansiedade ainda podem ocorrer nas primeiras semanas de tratamento, pois muitos medicamentos utilizados para ansiedade, como os antidepressivos, não produzem efeito terapêutico máximo imediatamente. Em alguns pacientes, inclusive, pode haver aumento transitório de ansiedade, inquietação ou alterações do sono no início da adaptação. Entretanto, a persistência ou intensificação das crises precisa ser acompanhada pelo psiquiatra para verificar dose, tempo de tratamento, diagnóstico, adesão e necessidade de ajustes. Psicoterapia, técnicas de respiração, regularização do sono e redução de cafeína também podem auxiliar. Se as crises forem muito intensas, acompanhadas de pensamentos de autoagressão, confusão, sintomas físicos importantes ou comportamento de risco, procure atendimento médico imediatamente.
Sim, pode acontecer. Nas primeiras semanas de tratamento, algumas medicações podem causar aumento transitório da ansiedade antes que o efeito terapêutico esteja completo. Com 15 dias, ainda pode estar dentro do período de adaptação. Se as crises forem intensas, frequentes ou estiverem piorando, converse com seu médico para uma reavaliação.
Isso pode acontecer, dependendo da medicação utilizada e do seu quadro. Algumas medicações psiquiátricas podem, nas primeiras semanas de tratamento, aumentar temporariamente sintomas como ansiedade, inquietação ou agitação, enquanto o organismo se adapta. Além disso, em alguns casos, o efeito terapêutico ainda não está completamente estabelecido após 15 dias. Porém, é importante avaliar a intensidade das crises e qual medicação você está utilizando.
Pode acontecer, sim. Com 15 dias de tratamento ainda pode ser cedo para a medicação controlar totalmente a ansiedade, e algumas medicações podem até aumentar um pouco a ansiedade no início. O mais importante é observar se, ao longo das próximas semanas, as crises vão ficando menos frequentes ou menos intensas. Se estiverem piorando muito ou difíceis de controlar, avise seu médico.
Você pode solicitar uma avaliação médica e, quando clinicamente justificado, um relatório ou laudo referente ao diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA). Entretanto, o laudo neuropsicológico é um elemento importante da avaliação, mas não obriga o médico a simplesmente reproduzir ou assinar o diagnóstico: ele precisa realizar sua própria avaliação clínica e analisar história do desenvolvimento, funcionamento atual e documentação disponível. Leve o relatório neuropsicológico completo e demais documentos à consulta com psiquiatra ou neurologista. Se o documento será utilizado para benefício, trabalho ou outra finalidade específica, informe isso ao médico para que ele avalie quais informações pertinentes precisam constar.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

