Tomo 300 mg de sertralina por dia e meu médico receitou ritalina 30 mg pra tratar o meu TDHA. Há alg

Tomo 300 mg de sertralina por dia e meu médico receitou ritalina 30 mg pra tratar o meu TDHA. Há algum risco???

5 respostas


O risco é baixo, e essa combinação é usada com frequência na prática clínica. Sertralina, mesmo em dose alta, pode ser associada à Ritalina quando há indicação, desde que haja acompanhamento. O que vale observar, especialmente no início, são sinais como ansiedade excessiva, agitação, insônia, tremor, palpitação ou aumento da pressão. Se algo disso aparecer ou incomodar, é só conversar com o médico para ajustar dose ou horário. O importante é monitorar como seu corpo responde a essa combinação. Espero ter ajudado.

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Não, não há risco, são medicações que podem ser utilizadas em associação.


A confiança é essencial para um bom tratamento. Não dá para dizer sem conhecer seu caso clínico. Em caso de dúvidas, agende uma consulta. Estou a disposição!


A associação de sertralina e metilfenidato pode ser utilizada em situações específicas, mas requer acompanhamento psiquiátrico, especialmente quando a dose de sertralina é elevada. É importante avaliar pressão arterial, frequência cardíaca, ansiedade, sono, humor e possíveis sintomas de ativação. A combinação não é automaticamente proibida, mas deve ser individualizada e monitorada. O psiquiatra pode confirmar se o diagnóstico de TDAH em adultos está bem estabelecido, revisar a necessidade das doses e acompanhar possíveis interações e efeitos adversos.


Sertralina e metilfenidato (Ritalina) podem ser utilizados conjuntamente em situações específicas, como TDAH associado a ansiedade, depressão ou TOC, mas a associação exige acompanhamento médico. Um ponto particularmente importante é que 300 mg/dia de sertralina está acima da dose máxima usual indicada em bula para diversas condições, embora doses superiores possam ser utilizadas excepcionalmente por especialistas em alguns quadros, como TOC resistente. O metilfenidato pode aumentar frequência cardíaca, pressão, ansiedade e insônia, e a combinação deve considerar também outros medicamentos e antecedentes cardiovasculares. Como foi seu médico quem prescreveu, confirme com ele o plano de monitoramento e não altere as doses por conta própria.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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