Uma pessoa em tratamento com estabilizadores de humor pode ter reduções de crises e desenvolver cicl

Uma pessoa em tratamento com estabilizadores de humor pode ter reduções de crises e desenvolver ciclotimia?

4 respostas


O uso de estabilizadores de humor pode reduzir significativamente a frequência e a intensidade das oscilações do humor, mas não costuma fazer com que a pessoa “desenvolva ciclotimia”. A ciclotimia é um transtorno do humor caracterizado por períodos recorrentes de sintomas hipomaníacos e depressivos que não preenchem critérios completos para episódios de hipomania ou depressão maior. Durante o tratamento do transtorno bipolar, as crises podem se tornar mais leves e menos evidentes, o que às vezes pode dar a impressão de um padrão ciclotímico. Entretanto, isso não significa necessariamente mudança do diagnóstico. A diferenciação depende da história longitudinal, duração e intensidade dos episódios e períodos de estabilidade. O acompanhamento com psiquiatra é importante para avaliar a evolução e ajustar o tratamento.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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Sim. O tratamento com estabilizadores pode reduzir a frequência e intensidade dos episódios, modificando a expressão clínica do transtorno. Entretanto, não se considera que o tratamento “transforme” transtorno bipolar em ciclotimia. São diagnósticos distintos, com critérios próprios. Oscilações residuais subsindrômicas podem persistir mesmo com tratamento adequado.

Dra. Cecília Barbosa Oliveira

Dra. Cecília Barbosa Oliveira

Psiquiatra

São José dos Campos

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O tratamento com estabilizadores de humor pode reduzir a frequência e a intensidade das oscilações, mas isso não significa que a pessoa tenha “desenvolvido ciclotimia”. A ciclotimia é um transtorno do espectro bipolar caracterizado por períodos prolongados de sintomas hipomaníacos e depressivos que não atingem intensidade ou duração suficientes para preencher critérios de episódios completos. Em alguém já diagnosticado com transtorno bipolar, crises mais leves durante o tratamento podem dar a impressão de um padrão ciclotímico, porém isso pode representar simplesmente resposta parcial ao tratamento. O diagnóstico depende da evolução longitudinal do humor, duração e intensidade dos episódios e períodos de estabilidade. Por isso, mudanças no padrão das crises devem ser discutidas com o psiquiatra antes de concluir que houve mudança do diagnóstico.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.