Venho parando de tomar sertralina a um tempo, creio que em torno de quase dois meses.... Vim alteran
Venho parando de tomar sertralina a um tempo, creio que em torno de quase dois meses.... Vim alterando os dias e diminuindo a dose, de 50 mg para 25 mg. Não tomo mais a alguns dias. Não senti efeitos colaterais, já tomo desde a uns 3 anos. Percebi com a abstinência um pouco de irritação e tontura, associado ao cansaço físico e mental cotidiano. Estou observando as reações e tentando adequar as situações diversas. Buscando novas alternativas para o tratamento. Passei por uma fase complicada, tive TAG e depressão leve. Estou aprendendo a lidar com a ansiedade q não é fácil. Largar o celular ajuda e muito, exercícios físicos e alimentação. Cada dia de uma vez. Fui deixando o remédio de lado sem perceber. Fui ao médico e eles disse pra manter assim. Gostaria de ouvir outra posição.
3 respostas
Suponho que "alterando" os dias seja " alternando os dias". Não se diminui sertralina desta forma: primeiramente, a dose de 50 mg, quando é o caso de parar (e frequentemente não é) pode ser suspensa de uma única vez. Mas, quando se opta pela diminuição gradual, a dose menor deve ser tomada todos os dias e não em dias alternados. Tomar em dias alternados leva a picos e quedas maiores de concentração, justamente o que se quer evitar através da diminuição gradual ("desmame"). Em segundo lugar, parar a sertralina, sobretudo nessas doses pequenas, não gera abstinência. Portanto, o que sente pode ser coincidência ou início de uma recaída no transtorno que estava em tratamento, cujos sintomas são estes. Quais seriam as novas alternativas de tratamento? Parar de usar a sertralina, em grande parte dos casos leva a recaída e o uso prolongado não costuma trazer nenhum prejuizo, de modo que na maioria dos casos, compensa usá-la em caráter permanente. O que seria "largar o celular"? O que seria deixar o remédio de lado sem perceber (pelo que entendi, você optou por diminuir e retirar)? Certamente, há casos em que é possível parar a medicação e, em alguns casos, há possibilidade de tratamentos alternativos, sobretudo com terapias comportamentais. Mas, grande parte das pessoas opta por parar a medicação e a maioria delas acaba se arrependendo.
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É importante que você continue acompanhando sua saúde mental de perto, especialmente durante a transição de medicamentos como a sertralina. Aqui estão algumas considerações que podem ser úteis: Acompanhamento Médico: Mesmo que você esteja se sentindo bem, é fundamental manter o acompanhamento com um profissional de saúde mental. Ele pode ajudar a monitorar sintomas e ajustar o tratamento conforme necessário. Sintomas de Abstinência: Os sintomas que você descreveu, como irritação e tontura, são comuns durante a descontinuação de antidepressivos. Eles geralmente diminuem com o tempo, mas é importante comunicar esses sintomas ao seu médico. Estratégias de Enfrentamento: Continuar com práticas que promovem o bem-estar, como exercícios físicos, alimentação balanceada e técnicas de relaxamento, pode ajudar a gerenciar a ansiedade e melhorar o humor. Terapias Alternativas: Considere explorar terapias complementares, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), mindfulness ou meditação, que podem oferecer suporte adicional na gestão da ansiedade e depressão. Rede de Apoio: Conversar com amigos, familiares ou grupos de apoio pode ser benéfico para compartilhar experiências e obter suporte emocional. Monitoramento dos Sintomas: Mantenha um diário para registrar seus sintomas e sentimentos diários. Isso pode ajudar você e seu médico a identificar padrões ou gatilhos específicos. Se em algum momento você sentir que os sintomas estão piorando ou se tiver dificuldades para lidar com eles, é importante procurar ajuda profissional imediatamente. Lembre-se de que cada pessoa é única, e o que funciona para uma pode não funcionar para outra. Portanto, personalizar o tratamento com a ajuda de um profissional é essencial. Outras possibilidades terapêuticas medicamentosas e não medicamentosas podem ser indicadas em uma consulta médica com um bom profissional, fazendo os ajustes acompanhado pode ser uma forma de conseguir melhorar sua funcionalidade, sem ter incertezas frequentes quanto as suas tomadas de decisão que estarão sendo auxiliadas.
Interessante ouvir seu relato, faz nos lembrar que na psiquiatria atual o tratamento tem começo, meio e fim. Os efeitos que você relatou são comuns na retirada de medicamentos, a sim, a mudança de estilo de vida ajuda muito no processo de retirada do medicamento. O único adendo que eu faço é que fazer a retirada da medicação acompanhada de um profissional ajuda muito a minimizar os riscos da retirada e construir um tratamento individualizado para cada pessoa.
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