Dr. Anderson Santos de Jesus

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Número de registro: CRP 06/148816

Experiência

Drº Anderson Santos de Jesus – Psicólogo & Neuropsicólogo

Sou Psicólogo e Especialista em Neuropsicologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein, atuando há mais de 9 anos na área. Também sou Pedagogo e Cientista Social, com mais de uma dezena de pós-graduações em saúde mental,Doutor em Neuropsicologia   - Mestre em Tecnologias Emergentes (Foco em em TDAH) pela MUST University (em parceria com a UNAMA), Doutor Honoris Causa em Neuropsicologia pela Universidade Intervale.

Minha prática clínica é direcionada para a avaliação, diagnóstico e acompanhamento de:

  • TDAH, TEA e Transtornos do Neurodesenvolvimento

  • Transtornos de personalidade e de humor

  • Quadros de declínio cognitivo, dificuldades de aprendizagem e reabilitação neuropsicológica

 Avaliação Neuropsicológica Online

Trabalho com avaliações neuropsicológicas 100% online, seguindo as normas do Conselho Federal de Psicologia (CFP). As etapas incluem:

  1. Anamnese clínica detalhada (histórico de vida, escolar, médico e familiar).

  2. Aplicação de instrumentos validados para o formato digital, garantindo precisão e confiabilidade.

  3. Devolutiva completa, explicando de forma clara os resultados e implicações práticas.

  4. Emissão de laudo oficial, com o mesmo peso jurídico e científico de uma avaliação presencial.

Essas avaliações têm alta fidedignidade e oferecem a mesma robustez científica, sendo reconhecidas tanto em processos clínicos quanto educacionais e jurídicos.

Atendo faixa etária de 18 a 89 anos , adolescentes, adultos e idosos, com foco em promover autoconhecimento, diagnóstico assertivo e intervenções personalizadas.

mais Sobre mim

Experiência em:

  • Avaliação neuropsicológica

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Anderson Santos de Jesus

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Dúvidas respondidas

8 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

Dr. Anderson Santos de Jesus

Pelo seu relato, percebe-se que o medo das interações sociais é intenso, persistente e provoca um sofrimento significativo. Sintomas como taquicardia, tremores, vontade de chorar, dificuldade para manter contato visual, sensação de incapacidade e evitação de situações sociais são frequentemente observados em pessoas com Transtorno de Ansiedade Social (Fobia Social). No entanto, esse diagnóstico só pode ser confirmado após uma avaliação clínica cuidadosa.

Nesse contexto, recomendo que você procure um psicólogo, preferencialmente com experiência em transtornos de ansiedade. Em muitos casos, também é importante uma avaliação com um psiquiatra, principalmente quando os sintomas são intensos e interferem de forma importante na rotina.

Além da avaliação clínica, a avaliação neuropsicológica pode ser uma ferramenta extremamente útil. Ela permite investigar o funcionamento de diferentes habilidades cognitivas, como atenção, memória, funções executivas, velocidade de processamento e cognição social, além de identificar como a ansiedade está impactando seu desempenho no dia a dia. Também auxilia no diagnóstico diferencial, descartando ou identificando outras condições que podem coexistir, como Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos que podem apresentar dificuldades semelhantes nas interações sociais.

A partir desses resultados, é possível elaborar um plano terapêutico muito mais individualizado, direcionando as intervenções às suas necessidades específicas.

E quero deixar uma mensagem importante: há tratamento. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) possui excelente evidência científica para o tratamento da ansiedade social e, quando necessário, pode ser associada ao tratamento medicamentoso prescrito pelo psiquiatra. Muitas pessoas que já se sentiram exatamente como você conseguiram reduzir significativamente o medo, recuperar a confiança e voltar a viver com mais liberdade.

Você não precisa enfrentar isso sozinho(a), e buscar ajuda não fará com que perca sua dignidade. Pelo contrário, é um passo de coragem e de cuidado consigo mesmo.

Dr. Anderson Santos
Psicólogo | Neuropsicólogo | Doutor em Neurociências


Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas

Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas estou ficando receoso.

Eu venho chorando e ficando bem triste por conta de provavelmente nunca poder ter a chance de conhecer um grupo de K-pop que eu construí um Relacionamento Parassocial, e eu não sei se esse sentimento vai se "acalmar", entendo que muito disso é idealização minha da possível interação que aconteceria entre mim e o grupo, mas eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso, eu fico mal de verdade, eu me "identifiquei" e me "conectei" tanto com o grupo que eu acho que não consigo mais ignorar isso.

Vale ressaltar também que a minha vida social no momento está bem parada, isso com certeza acaba intensificando bastante toda essa questão. Será que isso uma hora vai passar?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

Dr. Anderson Santos de Jesus

Olá! Antes de tudo, quero dizer que o seu sofrimento é real e merece ser acolhido, sem julgamentos. O vínculo que você descreve é conhecido na Psicologia como relacionamento parassocial, um tipo de conexão emocional que pode se desenvolver com artistas, influenciadores ou figuras públicas. Esse fenômeno é relativamente comum e não significa, por si só, que exista um transtorno psicológico.

O que chama atenção no seu relato é a intensidade desse sofrimento e o quanto a possibilidade de nunca conhecer esse grupo tem ocupado seus pensamentos e afetado seu bem-estar. Quando um relacionamento parassocial passa a gerar sofrimento significativo, tristeza frequente ou começa a substituir outras experiências importantes da vida, é um sinal de que vale a pena olhar para isso com mais cuidado.

Você mesmo trouxe um aspecto muito importante: sua vida social está bastante reduzida neste momento. Isso pode fazer com que o cérebro concentre ainda mais suas necessidades emocionais em uma única fonte de afeto, pertencimento e esperança. Não significa que seus sentimentos sejam “falsos”, mas que talvez eles estejam preenchendo necessidades emocionais que poderiam ser atendidas também por vínculos reais, amizades, atividades significativas e novos projetos.

Respondendo objetivamente à sua pergunta: sim, esse sentimento pode diminuir com o tempo, especialmente quando você amplia sua vida para além desse foco. Entretanto, se ele continuar causando sofrimento intenso, crises de choro frequentes ou impedir que você viva outras áreas da sua vida, é recomendável procurar um psicólogo. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender por que esse vínculo se tornou tão importante e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com essa frustração, sem que você precise abrir mão do carinho e da admiração que sente pelo grupo.

Você não precisa deixar de gostar deles. O objetivo é que esse sentimento ocupe um espaço saudável na sua vida, e não que determine o seu bem-estar emocional.

Um abraço.
Dr. Anderson Santos
Psicólogo | Neuropsicólogo


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