Prof. GLEY Maycon Barboza

Psicanalista · Mais sobre as especializações

Número de registro: CRP Sociólogo 0002399/SP

Experiência

Sou Psicanalista, Sociólogo e especialista nas áreas de Neuropsicologia, Neurociências e Comportamento e Psicanálise Clínica, com interesse voltado à compreensão dos fenômenos humanos sob perspectivas biológicas, psicológicas e sociais. Minha formação interdisciplinar me permite analisar o comportamento humano, os processos de aprendizagem, o desenvolvimento cognitivo, as relações sociais e a construção da subjetividade de forma integrada.

Tenho especial interesse pelos estudos da educação, das neurociências, da psicologia, da filosofia e das ciências sociais, buscando continuamente aprofundar meus conhecimentos sobre aprendizagem, desenvolvimento humano, saúde mental, comportamento e cultura. Acredito que o conhecimento científico aliado à reflexão crítica é um instrumento fundamental para a transformação pessoal e social.

mais Sobre mim

Experiência em:

  • Psicanálise com adolescentes
  • Terapia de casal
  • Psicanálise cristã
  • Saúde mental e atenção psicossocial

Pacientes que trato

Adultos
Crianças a partir dos 15 anos de idade

Serviços e preços

  • Teleconsulta

    R$ 100

Consultório

GLEY Maycon Barboza

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Dúvidas respondidas

1 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre f

Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre fobia e outros transtornos de ansiedade agora não consigo sair de casa sozinho,o excesso de pesquisa pode atrapalhar uma ansiedade já presente na nossa mente?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

Prof. GLEY Maycon Barboza

A pessoa relata que já possuía fobia social, mas conseguia realizar suas atividades normalmente. Após passar um período mais tempo em casa, começou a pesquisar intensamente sobre fobia social e outros transtornos de ansiedade. Depois disso, passou a sentir mais dificuldade para sair de casa sozinha, percebendo um aumento dos sintomas. Como profissional, ofereço um parecer sintético e para te auxiliar na busca pela abordagem mais ampla, sob três perspectivas.

Análise Psicanalítica

Sob a perspectiva psicanalítica, a pesquisa excessiva pode ser entendida como uma tentativa de controlar ou compreender a própria angústia.

Inicialmente, buscar informações pode trazer sensação de segurança. No entanto, quando essa busca se torna constante, a pessoa passa a focar cada vez mais nos próprios medos e sintomas. Assim, a ansiedade deixa de ser apenas uma preocupação ocasional e passa a ocupar um espaço maior na mente.

Dessa forma, a pesquisa excessiva pode contribuir para manter a atenção voltada para o problema, aumentando a sensação de medo e insegurança.

Análise Sociológica

Do ponto de vista sociológico, vivemos em uma sociedade marcada pelo acesso rápido a informações e pela forte influência das redes sociais.

Ao pesquisar frequentemente sobre ansiedade, a pessoa passa a receber mais conteúdos relacionados ao tema. Isso pode criar a impressão de que os transtornos são mais graves ou mais frequentes do que realmente são.

Além disso, o contato constante com relatos de pessoas que enfrentam dificuldades intensas pode aumentar a preocupação e levar à identificação exagerada com situações que nem sempre correspondem à própria realidade.

Análise Neuropsicológica

A neuropsicologia explica que o cérebro aprende através da repetição e da atenção.

Quando uma pessoa pesquisa constantemente sobre ansiedade:

Ela passa a observar mais seus sintomas.
O cérebro fica mais atento a possíveis sinais de perigo.
Situações sociais podem começar a parecer mais ameaçadoras.
O comportamento de evitar sair de casa pode aumentar.

Com o tempo, o cérebro aprende a associar o ato de sair sozinho com desconforto e risco, mesmo que não exista um perigo real. Quanto mais a situação é evitada, mais difícil ela pode parecer.

Conclusão

A partir das três perspectivas analisadas, é possível concluir que o excesso de pesquisa sobre ansiedade pode intensificar sintomas que já existiam anteriormente.

A pesquisa não cria necessariamente a fobia social, mas pode aumentar a preocupação com os sintomas, fortalecer o medo e incentivar comportamentos de evitação. No caso apresentado, o período de isolamento somado à busca excessiva de informações pode ter contribuído para o aumento das dificuldades em sair de casa sozinho.

Portanto, embora buscar informações seja algo útil em muitos momentos, quando realizado de forma excessiva pode acabar reforçando a ansiedade em vez de reduzi-la. A retomada gradual das atividades cotidianas e o acompanhamento psicológico podem auxiliar na recuperação da confiança e da autonomia.
Importante: Esta é uma resposta breve, que oferece uma breve orientação e esta longe de ser algo definitivo para seu caso. Aconselho o acompanhamento profissional para aprofundamento.


Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.

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