Dra. Michele Aparecida Cerqueira Rodrigues

Psicopedagoga · Mais sobre as especializações

São Paulo 1 endereço

Número de registro: Certificado Apresentado - CRP SP 238065

Experiência

Desenvolve trabalhos na área de superdotação, altas habilidades e inteligências múltiplas. Coordenadora e professora de Pós-graduação e graduação em Psicologia. Pós-doutoranda em Psicologia da Educação e do Desenvolvimento. Doutora em Psicologia.

Especialista em Tecnologia e EAD, Atendimento Educacional Especializado, Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia e Psicanálise Clínica e, Educomunicação.

Graduada em Licenciatura em Matemática e Licenciatura em Pedagogia e Psicologia.

mais Sobre mim

Experiência em:

  • Neuropsicologia
  • Neuropsicopedagogia
  • Psicanálise com crianças
  • Educação de superdotados
  • Altas habilidades
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Consultório

Michele Aparecida Cerqueira Rodrigues
Educação em Terapia

Rua Vilela, 65 8º andar, Tatuapé, São Paulo 03360-000

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4 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

É verdade que o aluno consegue se sair bem numa pedagogia ruim, bastando-o somente se esforçar? Uma

É verdade que o aluno consegue se sair bem numa pedagogia ruim, bastando-o somente se esforçar? Uma psicanalista me disse isso, mas eu, sendo tdah, nunca aprendi matemática além do básico, e percebo que a pedagogia usada no meu ensino de matemática é diferente da época dos meus pais e posso afirmar que eles, mesmo não tendo os mesmos conhecimentos que o meu, são muito bons em matemática, até mesmo a minha mãe que tem tdah! Estudei em escolas consideradas "boas", mas é aquela coisa: a escola só dáa base, o pai e o aluno têm que se virarem para aprender o resto do conteúdo e minha mãe foi orientada a me matricular no kumon, mas fazendo o teste deles "descobri" que meu problema era a interpretação de texto, e não o cálculo em si. Apesar de anos depois ter feito o kumon de português, nunca percebi uma melhora nas minhas habilidades matemáticas, e nem consegui aprender o resto.
Todos insistem que eu tenho alguma coisa que não seja "não sabe o conteúdo", até mesmo minha psicóloga. eu deveria procurar um psicopedagogo especializado em alguma área? essa pessoa vai insistir para eu correr atrás do prejuízo, agora que já estou terminando a faculdade e sem mais tempo para aprender matemática?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

Dra. Michele Aparecida Cerqueira Rodrigues

Olá

A resposta é não. O esforço individual não compensa necessariamente falhas pedagógicas. A aprendizagem depende também da qualidade do ensino, dos conhecimentos prévios e das características cognitivas do estudante (Mu, Bayrak & Ufer, 2022).

O TDAH pode estar associado a dificuldades de atenção e memória de trabalho que interferem na aprendizagem matemática, mas não explica necessariamente todas as dificuldades (Agostini, Zoccolotti & Casagrande, 2022).

Recomendo procurar um psicopedagogo especializado em dificuldades de aprendizagem matemática em adultos e TDAH. A avaliação deve identificar se há lacunas de conteúdo, dificuldades específicas de aprendizagem ou uma combinação desses fatores.

Você não precisa recuperar todo o conteúdo escolar. O primeiro passo é compreender suas dificuldades; depois, decidir o que faz sentido aprender considerando seus objetivos atuais. Dificuldade persistente não é sinônimo de falta de esforço.

̂
- Agostini, F., Zoccolotti, P., & Casagrande, M. (2022). - ℎ ℎ ℎ : A Systematic Review of the Literature. Brain Sciences, 12(2), 239.
- Mu, J., Bayrak, A., & Ufer, S. (2022). ℎ : A systematic literature review. Frontiers in Education, 7, 994739.


Meu filho autista vem regredindo na escola, a escola diz que ele está agressivo. Em casa ele está no

Meu filho autista vem regredindo na escola, a escola diz que ele está agressivo. Em casa ele está normal. A escola se recusa a apresentar as cameras que ele esteja agressivo, inclusive ele voltou machucado e eles alegam que foi ele em crise. Estão exigindo que eu contrate um profissional para acompanha-lo em sala de aula. Não tenho condições devido o custo que já tenho na escola, porém qual melhor profissional nesse caso?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

Dra. Michele Aparecida Cerqueira Rodrigues

A escola particular pode solicitar acompanhamento individual, mas é necessário esclarecer qual é a necessidade identificada e a função que o profissional deverá exercer. A Lei nº 13.146/2015, art. 28, § 1º, proíbe a cobrança adicional pelas medidas de inclusão previstas na legislação. A Lei nº 12.764/2012, art. 3º, parágrafo único, assegura acompanhante especializado à pessoa autista em caso de comprovada necessidade.

Diante da regressão escolar e dos machucados, solicite formalmente os registros dos episódios, a preservação das imagens das câmeras e uma reunião com a coordenação.

A escola também deve apresentar o Plano Educacional Individualizado (PEI), ou documento equivalente adotado pela instituição, com as necessidades identificadas, as estratégias de apoio e os objetivos educacionais. A partir dessas informações, será possível avaliar se a exigência de um AT é pertinente e quais responsabilidades cabem à escola e à família.

Há canais gratuitos de apoio à família, defesa dos direitos da criança autista e orientação diante de possíveis violações no ambiente escolar.
- Defensoria Pública: orientação jurídica gratuita para questionar a exigência de contratação de AT e buscar garantia dos direitos educacionais.
- Conselho Tutelar: indicado quando há suspeita de ameaça ou violação dos direitos da criança, inclusive quanto à segurança.

Se você estiver em São Paulo, a Defensoria Pública estadual pode ser acessada pelo portal oficial.


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