Dr. Paulo Roberto dos Santos Rodrigues

Nutricionista · Mais sobre as especializações

São Pedro Da Aldeia 1 endereço

Número de registro: CRTH -BR 13029 CRBio 91926/02 D CRN RJ 25106354

Experiência

Nutricionista. E Pós graduado em: Nutrição Clínica e Esportiva / Especialista Nutrição Comportamental / Especialista Nutrição Funcional / Especialista Nutri Genômica e Nutri Genética na Prática Clínica.  

Experiência em:

  • Essências florais de bach
  • Homeopatia
  • Naturopatia

Pacientes que trato

Adultos
Crianças

Serviços e preços

  • Primeira consulta Terapias Complementares e Alternativas


  • Teleconsulta

    A partir de R$ 180

Consultório

Paulo Roberto dos Santos Rodrigues
Jô Lima- clínica

Rua Francisco Santos 85, São Pedro Da Aldeia 28941212

Disponibilidade

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Dúvidas respondidas

11 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Quais problemas de saúde podem estar associados ao consumo frequente de macarrão tradicional (feito

Quais problemas de saúde podem estar associados ao consumo frequente de macarrão tradicional (feito com farinha de trigo refinada), considerando uma pessoa que o consome quase todos os dias?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

Dr. Paulo Roberto dos Santos Rodrigues

Consumir macarrão tradicional feito com farinha de trigo refinada quase todos os dias não é necessariamente um problema por si só. O maior risco depende da quantidade consumida, do restante da alimentação, do nível de atividade física e do estado de saúde da pessoa. Porém, quando ele é a base da dieta e substitui alimentos mais nutritivos, alguns problemas podem surgir ao longo do tempo.
Os principais riscos incluem:
Ganho de peso e obesidade: o macarrão refinado tem alta carga glicêmica, especialmente quando consumido em grandes porções e acompanhado de molhos calóricos ou carnes processadas.
Resistência à insulina e diabetes tipo 2: o consumo frequente de carboidratos refinados pode favorecer picos repetidos de glicose e insulina, principalmente em pessoas predispostas.
Maior risco cardiovascular: uma dieta rica em alimentos refinados e pobre em fibras costuma estar associada a aumento dos triglicerídeos, pior controle do colesterol e maior risco de doenças do coração.
Constipação (prisão de ventre): o macarrão tradicional contém pouca fibra. Se a alimentação também for pobre em frutas, verduras e legumes, o intestino pode funcionar pior.
Deficiências nutricionais: quem baseia a alimentação em massas refinadas pode ingerir menos vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes presentes em alimentos integrais e vegetais.
Esteatose hepática (gordura no fígado): em algumas pessoas, o excesso de carboidratos refinados e calorias pode contribuir para o acúmulo de gordura no fígado.
Maior fome ao longo do dia: por ter menos fibras e proteínas, o macarrão refinado costuma promover menor saciedade do que refeições mais equilibradas.
Além disso, algumas pessoas apresentam condições específicas:
Doença celíaca: o glúten presente no trigo deve ser totalmente evitado.
Sensibilidade ao glúten não celíaca: algumas pessoas relatam melhora dos sintomas ao reduzir o consumo de trigo, embora o mecanismo seja diferente da doença celíaca.
Como consumir de forma mais saudável
Se a pessoa gosta de macarrão, não precisa eliminá-lo. Algumas estratégias tornam a refeição muito mais equilibrada:
Preferir macarrão integral quando possível.
Controlar a porção (cerca de 80–100 g de massa seca por refeição, ajustando às necessidades individuais).
Acrescentar bastante legumes e verduras.
Incluir uma boa fonte de proteína (frango, peixe, ovos, carne magra ou leguminosas).
Evitar molhos muito ricos em gordura, creme e embutidos.


Tenho visto muito sobre suplementar iodo na gestação. Toda grávida precisa suplementar ?

Tenho visto muito sobre suplementar iodo na gestação. Toda grávida precisa suplementar ?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

Dr. Paulo Roberto dos Santos Rodrigues

Essa é uma excelente pergunta. A resposta é: não necessariamente toda gestante precisa suplementar iodo, mas as necessidades de iodo aumentam durante a gestação, e muitas diretrizes recomendam garantir uma ingestão adequada, seja pela alimentação ou por suplementos.
De forma geral:
A necessidade diária de iodo na gestação é de 220 microgramas por dia.
Durante a amamentação, sobe para 290 microgramas por dia.
O iodo é essencial para a produção dos hormônios da tireoide, que são fundamentais para o desenvolvimento cerebral e neurológico do bebê, principalmente no primeiro trimestre.
A suplementação costuma ser considerada quando:
A gestante não atinge a recomendação apenas com a alimentação.
Ela não utiliza sal iodado ou consome pouco.
Tem restrições alimentares importantes (como algumas dietas veganas sem alimentos fortificados).
Vive em uma região com deficiência de iodo.
Por outro lado, nem sempre suplementar é a melhor opção. O excesso de iodo também pode causar problemas, como alterações na função da tireoide da mãe e do feto. Por isso, mulheres com doenças da tireoide, como hipotireoidismo, hipertireoidismo ou tireoidite de Hashimoto, devem ter uma avaliação individual antes de usar suplementos com iodo.
No Brasil, como o sal de cozinha é iodado por lei, muitas mulheres conseguem boa parte da necessidade pela alimentação. Ainda assim, algumas sociedades médicas recomendam que o pré-natal avalie a ingestão de iodo e, quando necessário, utilize um pré-natal vitamínico contendo cerca de 150 microgramas de iodo, sempre com orientação do obstetra ou nutricionista.
Como nutricionista, o ideal é avaliar:
consumo de sal iodado;
consumo de leite, derivados, peixes e ovos;
uso de vitaminas pré-natais;
histórico de doenças da tireoide.
Assim, a suplementação é indicada apenas quando há necessidade, evitando tanto a deficiência quanto o excesso.


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