A apraxia da marcha pode ser desencadeada por um processo de depressão?

A apraxia da marcha pode ser desencadeada por um processo de depressão?

3 respostas


A depressão pode ser um sintoma inicial de doença degenerativa cerebral que pode determinar apraxia.Consulte um neurologista.

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Concordo com o colega acima, e acrescento que você deve procurar a avaliação de um fisioterapeuta neurofuncional. E ja iniciar um processo de reabilitação.

Dra. Thais Pedras de Souza Almeida

Dra. Thais Pedras de Souza Almeida

Fisioterapeuta

São José dos Campos

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Excelente pergunta — e muito pertinente, pois a apraxia da marcha é um sintoma neurológico específico que frequentemente causa confusão diagnóstica, especialmente quando há sintomas motores e cognitivos associados a quadros emocionais, como a depressão. A apraxia da marcha não é causada diretamente pela depressão, mas os dois quadros podem coexistir e até se influenciar mutuamente. Vamos entender melhor: O que é apraxia da marcha: É uma condição em que a pessoa perde a capacidade de coordenar os movimentos automáticos da caminhada, mesmo tendo força e sensibilidade preservadas. Ou seja, o paciente quer andar, mas o cérebro não consegue organizar corretamente os comandos motores. Isso ocorre por lesões nas áreas frontais ou nos circuitos que conectam o córtex frontal aos núcleos da base e ao tronco cerebral — regiões responsáveis pelo planejamento motor. As principais causas neurológicas incluem: Hidrocefalia de pressão normal (HPN); Doenças cerebrovasculares (microinfartos múltiplos); Doenças degenerativas, como demências frontais e parkinsonismos atípicos; Lesões estruturais ou sequelas pós-traumáticas. E onde entra a depressão? A depressão não causa apraxia motora, mas pode imitar ou agravar sintomas motores, em um quadro conhecido como “síndrome pseudodemencial depressiva”. Nesses casos, o paciente apresenta lentidão, falta de iniciativa, desequilíbrio e redução do ritmo da marcha, não por falha neurológica estrutural, mas por lentificação psicomotora e desmotivação global, características de depressão grave. Além disso, a depressão pode coexistir com doenças neurológicas que causam apraxia (como hidrocefalia ou AVC), tornando o quadro mais complexo e dificultando o diagnóstico diferencial. Como diferenciar: Na apraxia verdadeira, há alteração objetiva do padrão de marcha — passos curtos, dificuldade de iniciar o movimento, sensação de “pés colados no chão” — mesmo com força normal. Na lentificação depressiva, o paciente anda devagar, mas com coordenação preservada, e melhora com estímulo ou melhora do humor. O que fazer: O ideal é procurar um neurologista, que poderá solicitar exames para esclarecer a causa, como: Ressonância magnética de crânio (para avaliar córtex frontal e ventrículos); Exames laboratoriais metabólicos e hormonais; E, se necessário, avaliação neuropsicológica para diferenciar depressão de doença neurológica orgânica. O tratamento dependerá da causa: na apraxia verdadeira, trata-se a doença de base; já na depressão, o tratamento antidepressivo e o suporte psicoterápico costumam restaurar a velocidade e fluidez dos movimentos. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. Uma avaliação neurológica detalhada é essencial para definir se o quadro é de apraxia motora, lentificação psicomotora ou uma combinação de ambos. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, distúrbios de marcha, demências e saúde mental neurológica, sempre com uma abordagem técnica e humanizada. Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor CRM: 5732-MT | RQE nº 5835

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