A Doença de Alzheimer causa dores de cabeça? Quis são os sintomas?

A Doença de Alzheimer causa dores de cabeça? Quis são os sintomas?

2 respostas


Bom dia, A dor de cabeça (cefaleia) não costuma ser um sintoma no curso da Doença de Alzheimer. Se houver dor de cabeça o ideal é rever com o médico assistente para verificar se realmente é cefaleia ou outros sintomas na qual o paciente não conseguiu se expressar. Se for realmente dor de cabeça vale avaliar outra possível causa para o problema.

Dr. Paulo Christo

Dr. Paulo Christo

Neurologista

Belo Horizonte

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Sintomas do Alzheimer A doença se manifesta lentamente e vai piorando ao longo do tempo. Chamamos de fases do Alzheimer a piora gradual da doença, que vai do inicial ao terminal. Assim como o caso estudado pelo Dr. Alzheimer, o paciente começa com pequenos lapsos de memória até a perda total da independência: Estágio inicial Geralmente, parentes, amigos e até mesmo os profissionais não percebem o estágio inicial, pois consideram os sinais como uma parte do envelhecimento. Na maioria das vezes, não é possível saber exatamente quando a pessoa começa a ficar doente, entretanto, os sintomas dessa fase são: Problemas para falar; Esquecimento de coisas que acabaram de acontecer; Perda de noção temporal (dia da semana e horas); Se perder em locais que a pessoa conhece; Dificuldade em tomar decisões; Falta de motivação; Mudanças de humor, tais como depressão e ansiedade; A pessoa pode ficar agressivamente em ocasiões incomuns; Perder interesse por hobbies e outras atividades rotineiras; Perguntar e responder a mesma coisa várias vezes, por não lembrar que já foram feitas antes; Esquecer compromissos e eventos; Começar a esquecer os nomes dos membros da família e objetos de uso cotidiano; Dificuldade em encontrar palavras para nomear objetos. Estágio intermediário Com o progresso da doença, o doente apresenta mais limitações, especialmente em tarefas do dia-a-dia: Piora da perda da memória, sobretudo em relação aos eventos recentes e nomes de familiares; Começa a ter problemas para viver sozinho (a), como cozinhar e fazer compras; Gradualmente, o doente começa a depender de um membro da família e/ou de um cuidador de idosos; Fica cada vez mais difícil fazer a higiene pessoal; Apresenta ainda mais dificuldade para falar; A pessoa com Alzheimer começa a se perder tanto dentro de casa como fora dela; Podem aparecer alucinações, em que o doente vê e escuta coisas que não existem. Estágio moderado Quando a pessoa chega no estágio moderado da doença, os sintomas físicos do Alzheimer começam a ficar mais evidentes: Já não é mais possível reconhecer parentes, amigos ou objetos do cotidiano; Dificuldade em entender o que está acontecendo ao redor; Quando se perde, o doente não consegue mais encontrar o caminho de volta para a casa; Seu comportamento é inapropriado, inclusive em público. Estágio grave Ainda mais perto do estágio terminal, o doente começa a apresentar dificuldade para realizar as tarefas mais fáceis: Exerce resistência para executar tarefas rotineiras, como tomar banho; Sofre de incontinência urinária e fecal; Se alimentar fica cada vez mais difícil; O doente dificilmente consegue se comunicar; É preciso ajuda para se locomover. Estágio terminal Nesse estágio, o cérebro do doente já está completamente danificado e o paciente: Não consegue mais se locomover, ficando na cama ou na cadeira de rodas; Não consegue mais falar; Sente dor ao engolir; Costuma ter infecções frequentes. Como é feito o diagnóstico do Alzheimer O primeiro passo para fazer o diagnóstico do Alzheimer, é preciso compreender que há diferença entre um esquecimento normal e passageiro de um caso mais grave e frequente. É difícil para um familiar admitir que o seu ente querido está começando a sofrer de demência. Entretanto, encaminhar o idoso à unidade de saúde mais próxima é essencial para identificar a doença o quanto antes. O diagnóstico é feito através dos seguintes exames: Exames de sangue; Exame de imagem do cérebro; Histórico médico da família; Exame neurológico; Avaliação neuropsicológica; Testes cognitivos para avaliar a memória e a capacidade de pensar; Retirada do líquido da espinha.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.