Doença de alzheimer - Informações, especialistas e perguntas frequentes

O que é Alzheimer?

Doença de Alzheimer é uma doença degenerativa do sistema nervoso central e é a principal causa de demência em pessoas com mais de 60 anos.

Ela produz uma degeneração do tecido cerebral com perda de neurônios e uma diminuição na resposta aos neurotransmissores (substâncias químicas que agem através da transmissão de sinais elétricos no cérebro). No cérebro afetado aparecem placas e se produz um crescimento de cavidades que existem dentro dela (ventrículos) e um afinamento e perda de consistência do córtex cerebral.

Por que isso acontece?

As causas são desconhecidas, embora fatores genéticos conhecidos podem estar envolvidos (o seu aparecimento é mais comum em determinadas famílias e parentes de pacientes com síndrome de Down, com o defeito ligada ao cromossomo 21, entre outros). Também já se estudou outras fatores como radicais livres, vírus, fatores imunológicos e alguns metais.

Como a doença de Alzheimer progride?

Doença de Alzheimer tende a evoluir, deteriorar-se e levar o paciente à morte dentro de sete a dez anos. No entanto, a evolução da doença varia muito de pessoa para pessoa. Em alguns casos, a doença pode se desenvolver lentamente ao longo de muitos anos, enquanto em outros ela se desenvolve rapidamente.

É difícil falar de um início de sintomas, como eles aparecem gradualmente, graficamente a sua evolução pode assemelhar-se às mudanças que um bebê experimenta ao crescer, mas em sentido inverso.

No primeiro há uma perturbação da memória recente, embora às vezes a doença possa começar com sintomas de alteração de personalidade, depressão, medo e ansiedade. A linguagem deteriora gradualmente (na dificuldade em encontrar a palavra certa, a pessoa usa a palavra errada), existe uma desorientação de tempo e de espaço crescente (o paciente não sabe onde você mora ou  que data é hoje). Com o avanço da doença vemos ser afeta seriamente a capacidade de julgamento e sintomas dispráxicos (incapacidade de realizar as funções motoras, apesar de conservar a função neuromuscular),  há uma falta de controle esfincteriano (necessidade de usar fraldas) e empobrecimento discurso que atinge o silêncio absoluto (afasia). Isso leva o paciente a um estado de dependência cada vez maior até chegar a um estado vegetativo (nenhuma relação com o ambiente) que pode exigir alimentação por sonda nasogástrica. A morte ocorre geralmente devido a complicações que surgem com a evolução da doença (pneumonia por aspiração,  ausência de mecanismos de deglutição, as infecções pelo aparecimento de úlceras de decúbito, quedas, etc.)

Obter um diagnóstico correto

Para diagnosticar a doença de Alzheimer é importante consultar um médico no início dos sintomas para descartar outras causas.  Esses casos ressaltam a pseudodemência depressiva, o déficit de alguns nutrientes essenciais, como vitamina B12, doenças endócrinas (hipotireoidismo), tumores do sistema nervoso central, e hidrocefalia (líquido no cérebro).

O médico usará testes precisos para tentar avaliar as diversas funções mentais afetadas (memória, por exemplo), exames laboratoriais e de imagem que considera caber no caso e estabelecer a fase em que a doença é encontrada.

Não presuma nunca que um homem velho que começa a perder a memória tenha a doença de Alzheimer. Para a maioria das pessoas idosas, o esquecimento é apenas um incômodo a mais, porém nãoé necessariamente, a doença de Alzheimer.

Que tratamento é necessária?

Infelizmente, a doença de Alzheimer permanece incurável, a ciência continuou a pesquisa sobre a doença e nos últimos anos tem desenvolvido alguns medicamentos e tratamentos discutidos abaixo:

Inibidores da acetilcolinesterase:

Estes medicamentos inibem a enzima que destrói a acetilcolina, que é um dos principais neurotransmissores no cérebro, aumentando a disponibilidade do mesmo em transmissão nervosa. Entre elas está Tacrine, este agente foi o primeiro a ser aprovado para uso comercial e embora tenha efeitos terapêuticos,  tem muitos efeitos indesejáveis ??(especialmente fígado) por isso tem sido substituído  por novas drogas de baixa toxicidade, como o donepezil e rivastigmina.

Anti-radicais livres:

Há estudos que associam o aumento da produção de radicais livres e outros oxidantes no desenvolvimento da doença. Esta é a razão pela qual ter sido comprovado que tratar o uso de antioxidantes como a vitamina E e a selegilina pode ter resultados conflitantes.

AINEs:

Tem sido mostrado que o uso contínuo de AINEs (pacientes com patologia osteoarticular crônica), impede a progressão da doença. No entanto, o uso dessas drogas (como o ibuprofeno) ainda está em estudo.

Ao conseguir um tratamento eficaz para a doença, o médico pode utilizar medicamentos para combater alguns dos seus sintomas, tais como neurolépticos para a agitação, hipnóticos para a insônia, suplementos nutricionais para desnutrição, e assim por diante. Estes são cuidados muito importantes para a prevenção de complicações, como alterações posturais em pacientes acamados, para prevenir o desenvolvimento de úlceras de pressão, higiene pessoal para evitar a infecção da pele, higiene oral, nutrição relevantes em cada estágio da doença, o uso de ajudas técnicas em casa (tais como corrimãos, chuveiros especiais para deficientes, etc).

Durante todo o processo é importante apoiar o cuidador, fornecendo apoio psicológico e facilitando o acesso aos benefícios oferecidos por todos os serviços sociais do Estado e as diferentes comunidades autónomas.

Especialistas em doença de alzheimer

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Maria Silvia Beletti

Maria Silvia Beletti

Terapeuta ocupacional

Julia Pires

Julia Pires

Terapeuta ocupacional

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Bruno Funchal

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Neurologista

São Paulo

Ilza Melo

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Juiz de Fora

Eduardo Borges

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Eduardo H Lauar

Eduardo H Lauar

Neurocirurgião

Belo Horizonte

Perguntas sobre Doença de alzheimer

Nossos especialistas responderam a 90 perguntas sobre Doença de alzheimer

Boa noite! Na Doença de Alzheimer o uso de neurolépticos (como a quetiapina), em geral, não precisa ser contínuo. Quando necessário o uso contínuo, pode haver sim sintomas motores, que sugerem…
1 respostas

Dr. Milton Roberto Furst Crenitte
Dr. Milton Roberto Furst Crenitte
Médico clínico geral, Geriatra
São Paulo
Boa tarde.

Uma primeira abordagem é avaliar se a diarréia dela não está ocorrendo como efeito colateral de alguma medicação administrada. Isso porque alguns remédios usandos no…
3 respostas

 Ilza Melo
Ilza Melo
Neurologista
Juiz de Fora
Olá! Sim, é possível. Póis, a Doença de Alzheimer é uma doença, onde as células neuronais se degeneram, independente do número de línguas aprendidas pela pessoa. Contudo, é importante ressaltar…
5 respostas

Especialistas falam sobre Doença de Alzheimer

Quando o esquecimento é normal e quando pode ser sinal de alguma doença? Essas são perguntas frequentes no meu consultório. Todo mundo se sente esquecido em algum momento da vida. Dependendo da idade, essa sensação de estar esquecido pode ter várias causas: ansiedade ( sabe aquele "branco" que dá na hora da prova?) , stress, desatenção, hipotireoidismo, falta de vitamina B12 e, geralmente em pessoas acima de 70 anos, pode ser sintoma de demência, incluindo aí, a demência tipo Alzheimer.Não há nenhum exame específico para o diagnóstico. Uma conversa detalhada, exame físico, exames de laboratório, teste neuropsicológicos e Ressonância ajudam o médico a definir o diagnóstico.

Denise Leal

Neurologista

Florianópolis


A queixa de memória é comum no idoso e pode ser gerada por diversos fatores (inclusive ansiedade), fazer parte do Declínio Cognitivo ou preencher critérios de Demência - uma delas é o Alzheimer. Além da alteração de memória, pode ocorrer confusão mental, dificuldade para realizar atividades usuais e mudanças humor. Após minuciosa avaliação do quadro de memória, com aplicação de Mini-Mental e avaliação de exames complementares, como Ressonância Magnética, estabelecemos diagnóstico e diretrizes para o adequado tratamento, incluindo exercícios cognitivos, atividades lúdicas com melhoria de velocidade de processamento de informações e emprego de medicações, dependendo da situação.

Cláudia Caciquinho Vieira De Souza

Geriatra

Belo Horizonte


Os novos métodos diagnósticos são capazes de afirmar com precisão se o paciente apresenta ou não doença de Alzheimer.

Claudio Oppenheimer

Especialista em dor, Neurologista

Brasília

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Após os 60 anos é comum a própria pessoa ou a família perceberem que a memória começa a apresentar falhas, a velocidade para resolver problemas diminui e pode ser mais difícil encontrar palavras durante uma conversa. Esse tipo de queixa é considerada normal/natural devido ao avanço da idade. Isto é, podem sim fazer parte de declínio cognitivo já esperado. Porém, esses sintomas são também indicadores de doenças neurológicas que começam a se manifestar no envelhecimento. Por isso, é imprescindível que sejam investigadas. A avaliação neuropsicológica é um exame indicado para pacientes que desejam manter a saúde mental em dia, um CheckUp das habilidades para raciocinar, memorizar e se comunicar.

Ana Luiza S. Goes

Especialista em medicina física e reabilitação, Neurologista

Rio de Janeiro

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A doença de Alzheimer (DA) é a forma mais comum de demência e caracteriza-se, principalmente pela perda progressiva de memória recente e desorientação em tempo e espaço. Em todo o mundo, estimam-se 35,6 milhões de pessoas afetadas.No Brasil, o número de doentes já ultrapassou 1,2 milhão e deverá dobrar até 2030. O principal fator de risco para o desenvolvimento da DA é o envelhecimento. Após os 65 anos de idade, o risco dobra a cada 5 anos. Após os 85 anos, esse índice chega a 50% da população. Outros fatores de risco estão associados ao estilo de vida, como hipertensão, diabetes, dislipidemia, obesidade, tabagismo e sedentarismo. O tratamento é medicamentoso e inclui reabilitação cognitiva.

A doença de Alzheimer é uma patologia degenerativa do cérebro, progressiva e ainda sem cura definitiva, embora haja tratamento para uma progressão mais lenta e maior qualidade de vida. Todas as funções intelectuais ou cognitivas vão sendo comprometidas, na medida em que a doença avança, como, por exemplo, a memória. Contudo, nem toda alteração de memória significa que a pessoa esteja com Alzheimer. Além disto, há outros tipos de demência, tais como por multiinfarto, por abuso de álcool e outras. O diagnóstico deve ser feito o mais precoce possível, logo se perceba alterações de memória, piora do desempenho no trabalho ou alterações comportamentais.

A Doença De Alzheimer acomete pessoas idosas sendo a idade o principal fator de risco da doença. A doença apesar de não ter cura,, tem controle dos sintomas com medicamentos e terapias como musicoterapia e terapia ocupacional. A doença é caracterizada pela perda de memória associada a incapacidade de realizar as funções do cotidiano, antes realizadas pelo idoso. É importante ressaltar que quanto mais cedo o diagnóstico melhores serão as chances de resposta positiva ao tratamento. Por isso, ao primeiro sinal de alteração da memória é importante a consulta com um geriatra para um diagnóstico correto. Uma observação relevante é que a doença pode se iniciar com alterações de comportamento.

Cada vez mais prevalente, devido ao aumento da expectativa de vida, o Alzheimer é a principal causa de síndrome demencial, e compromete a funcionalidade e a cognição das pessoas acometidas, com importante e progressiva perda da independência. O desafio do geriatra é diferenciar se os esquecimentos são próprios do envelhecimento, ou se já podem estar relacionados a algum tipo de doença, entre elas, a Doença de Alzheimer.

Denis Milanello

Geriatra

Cuiabá


A doença de Alzheimer é a principal causa de demência no mundo. A doença é caracterizada predominantemente pela perda da memória recente associado a comprometimento de mais um domínio cognitivo como: linguagem, capacidade de planejamento e execução de tarefas. Os pacientes evoluem progressivamente para dificuldade em exercer atividades do cotidiano.

A doença de Alzheimer é a principal causa de demência, porém existem outras causas possíveis. Na consulta, podemos diferenciar e tratar de forma adequada cada uma delas.

Marcelle Xavier Bastos

Médico clínico geral, Geriatra

Niterói

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A Doença de Alzheimer é uma importante causa de demência em idosos e seu diagnóstico adequado e precoce, tem impacto direto na qualidade de vida do paciente e seus familiares. Apesar de, até o momento, a doença não ter cura, medidas medicamentosas e não medicamentosas reduzem os sintomas e retardam a evolução da doença.

Luciana Barberino

Neurologista

Salvador


O termo “Demência” engloba doenças associadas à perda das funções cognitivas superiores, como a memória, com perda gradual da funcionalidade e independência. Dentre as causas, a Doença de Alzheimer é a mais comum. No início os sintomas são leves, com esquecimento, dificuldades de linguagem, concentração e execução de tarefas. No avançar da doença pode haver mudança de personalidade, irritação ou agressividade e dificuldade para realizar tarefas básicas como alimentar-se, vestir-se, realizar a própria higiene. O tratamento é feito por equipe multidisciplinar, e tem vistas à melhoria da qualidade de vida, a investigação de tratamento de outras doenças comumente associadas e ao suporte familiar.

Doença de Alzheimer é caracterizada pela perda progressiva da memoria. Principalmente da memoria recente e mais algum outro prejuízo cognitivo. Infelizmente é uma doença progressiva, na qual a pessoa e os familiares que convivem com o doente, tem que lidar com grandes dificuldades comportamentais, desafios de ordem prática, como ministrar um banho, fazer higiene pessoal, vestir roupas, alimentar a pessoa, colaboração com medicamentos. A doença tem várias fazes e quanto mais cedo é feito o diagnóstico melhor é a resposta do paciente e maior a chance de realizar estímulos e outras atividades que possam ajudar o paciente no dia-a-dia Ainda não se tem tratamento que cure ou mesmo pare a doença

Não tem cura e é de caráter neurodegenerativo que piora ao longo do tempo, mas, que, entretanto, há tratamento. A grande maioria dos pacientes são pessoas idosas. A mesma se inicia com a demência e/ou perda de funções cognitivas como memória, orientação, atenção e linguagem advindas da morte dos neurônios, que diminui a capacidade de realizar trabalho, ter relações sociais, interferindo no comportamento e na personalidade. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família. No Brasil há cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade e 6% destes sofrem de Alzheimer.

Andréa Garcia Baran Modesto

Psicólogo

Joinville


A doença de Alzheirmer é conceituada como uma doença que causa prejuízo cognitivo, com alterações de memória, desorientação em relação ao tempo e ao espaço, raciocínio, concentração, aprendizado, realização de tarefas complexas, julgamento, linguagem e habilidades visuais-espaciais. Essas alterações podem ser acompanhadas por mudanças no comportamento ou na personalidade. Alguns exemplos: repetição de perguntas/assuntos; esquecimento de eventos/compromissos ou onde guardou objetos. Não há cura mas pode-se obter redução da velocidade do declínio caso o diagnóstico seja feito mais precocemente. Por isso é importante buscar por avaliação quando surgirem os primeiros sinais.

Aline Ferreira Bandeira De Melo

Médico clínico geral, Geriatra

Goiânia

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O tratamento do Alzheimer é acompanhado por tratamento farmacológico, mas no tocante à psicologia, o paciente é incentivada a manutenção da funcionalidade, com atividades sociais (incluindo a família), cognitivas e diminuição do quadro de depressão e ansiedade. Para tal, são utilizadas intervenções que promovam interação, pertencimento e adequação às limitações causadas pela doença com o menor prejuízo funcional e psicológico possíveis. A participação da família é de grande importância para melhores resultados. O sigilo psicoterapeuta/paciente é respeitado em todos os atendimentos.

Marcia Kelen Moscatelli

Psicólogo, Psicopedagogo

Sorocaba


Avaliação neuropsicológica para diagnóstico de Transtorno Cognitivos e Alzheimer. Intervenção clínica em reabilitação de funções de memória, atenção e atividades de vida diária. Apoio e aconselhamento familiar.

Leidiane Rosa Da Silva

Psicólogo, Psicopedagogo

Goiânia

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As demências são classificadas pelo Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV-TR) como o desenvolvimento de múltiplos déficits cognitivos, incluindo comprometimento de memória associada com pelo menos uma das seguintes perturbações: afasia (perda da capacidade e das habilidades de linguagem e escrita), agnosia (incapacidade de reconhecimento de objetos familiares através dos órgãos dos sentidos), perturbação do funcionamento cognitivo, estas devem comprometer o funcionamento de atividades diárias ou sociais da pessoa, colocando em risco sua capacidade de independência e autonomia.

Meire Maciel Rocha

Terapeuta ocupacional


A Doença de Alzheimer acomete 7% das pessoas com mais de 65 anos. 1 a cada 3 americanos idosos morrem com a doença. Idade e historia familiar são os principais fatores de risco. É a principal causa de Demencia, responsável por mais de 50% dos casos. Acomete inicialmente a "memória recente" o que leva a questionamentos repetitivos, esquecimentos de datas e objetos. É comum o prejuízo das habilidades visuoespaciais, levando o paciente, por vezes, a não saber onde está. O diagnóstico baseia-se na história clínica e pode ser corroborado por exames. O tratamento tem como objetivo aumentar a independência e a funcionalidade do paciente, assim como sua qualidade de vida e dos seus cuidadores.

Rodrigo Vasconcellos Vilela

Neurologista

Belo Horizonte


A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. A doença se apresenta como perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família. Por isso, quanto antes diagnosticada, melhor.

Boa parte da população acredita que um certo grau de declinio cognitivo ocorre com a idade, de fato isso pode ocorrer, o envelhecimento traz com ele elementos que propiciam um certo grau de diminuição de reserva cognitiva e habilidades. porém a evolução para um quadro demencial, como a Demencia de Alzheimer não pode ser considerada uma evolução normal do envelhecimento humano.

Marcelo Zalli

Neurologista

Balneário Camboriú


As demências são um conjunto de doenças, que tem em comum a perda da memória e a dificuldade para pensar corretamente. São sintomas: esquecimentos constantes, confusão mental, problemas com a linguagem (dificuldade em achar a palavra correta), problemas com as tarefas do dia-a-dia (como pagar contas ou cozinhar) e se perder em lugares conhecidos. Algumas causas de demência são: Alzheimer, Doença Vascular, Doença com corpos de Lewy, Degeneração lobar frontotemporal (DFT) e Doença de Parkinson. O psiquiatra ou neurologista devem ser consultados quando há perda de habilidades que não sejam explicáveis por outras doenças. Perdas de habilidades mentais não fazem parte do envelhecimento normal.

Helton Cavalcanti

Psiquiatra

Recife


A Doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, que acomete pacientes principalmente a partir dos 60 anos, tem como principal sintoma a perda de memória de curto prazo, podendo vir também associada a distúrbio comportamental. Existem alguns fatores que contribuem para o risco aumentado de desenvolver essa doença e algumas mudanças protetoras no estilo de vida dos idosos. Qualquer mudança no comportamento do idoso não deve ser encarado como próprio da idade, deve ser investigado pelo especialista.

Giselle De Almeida Batista

Geriatra

Fortaleza


No tratamento da Doença de Alzheimer, a assistência psicológica deve-se estender aos familiares e a todos os principais envolvidos com os cuidados ao paciente. O sofrimento familiar pode interferir na terapêutica de quem sofre de Alzheimer. Preparar-se emocionalmente para as fases de evolução da patologia é fundamental para manter a saúde psíquica de toda a família.

Adriana Franklin

Psicólogo

Recife


A queixa de memória é comum na terceira idade e pode fazer parte do Declínio Cognitivo ou preencher critérios de Demência, sendo que uma delas é o Alzheimer. Além das alterações de memória podem ocorrer confusão mental, dificuldades de execução de atividades e mudanças humor. Após minuciosa avaliação do quadro de memória, com aplicação de Mini-Mental e avaliação de exames complementares, como Ressonância Magnética ou Spect Cerebral, estabelecemos diagnóstico e diretrizes para o adequado tratamento, incluindo exercícios cognitivos, atividades lúdicas com melhoria de velocidade de processamento de informações e emprego de medicações, dependendo da situação.

José Milton Cardoso Jr

Geriatra

Belo Horizonte


A procura por profissionais da área da neurologia por paciente com queixas de esquecimentos é cada vez maior. Na verdade, boa parte destes pacientes não apresentam sintomas característicos da doença de Alzheimer. É necessário avaliação dos sintomas e testes cognitivos para diferenciar àqueles com queixas comuns daqueles com algum tipo de doença que afeta a memória.

Rafael De Souza Andrade

Neurologista

João Pessoa


A doença de Alzheimer é o tipo mais frequente de demência. Trata-se de alterações celulares nos neurônios que provocam a morte destes. Como os neurônios são as células responsáveis pelo pensamento e funcionamento do cérebro, a doença se manifesta com um mau funcionamento do órgão. A primeira queixa em geral é de perda de memória. A avaliação médica neste momento é fundamental para descartar outras causas e iniciar o tratamento. No momento, não há cura para a doença, porém o tratamento pode aliviar os sintomas por algum tempo e permitir uma melhor qualidade de vida com melhor convívio familiar.

Guilherme Liausu Cherpak

Médico clínico geral, Geriatra

São Paulo

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A Neuropsicologia é a área da psicologia e das neurociências que estuda as relações entre o sistema nervoso central, o funcionamento cognitivo e comportamento. A Avaliação Neuropsicológica possibilita o raciocínio de hipóteses diagnosticas, identifica o tipo e a extensão da alteração cognitiva, discrimina funções cognitivas preservadas e comprometidas, a presença de alteração comportamental e do humor, e como o impacto que as mesmas têm em atividades da vida diária, ocupacional, social e pessoal. Diversos transtornos podem ser avaliados juntos da Neuropsicologia: TDAH, AVC, epilepsias, cefaleia, dislexia, Alzheimer e demências, autismo, danos a partir do de substancias...

O Alzheimer é uma doença degenerativa do cérebro, que trás grandes prejuízos de memória, atenção entre outros, mas é importante se fazer um diagnóstico e um tratamento adequado, assim, se pode retardar o desenvolvimento dá doença. O que realmente o paciente quer esquecer? Quais sentimentos e emoções estão envolvidos?

Kênia Marjori Cunha Dickow

Psicólogo, Terapeuta complementar

Curitiba

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A Doença de Alzheimer é progressiva e irreversível (até o momento atual), por isso exige diagnóstico preciso. O tratamento visa a redução da velocidade de progressão e o controle de sintomas comportamentais associados (agitação, insônia, agressividade e alucinações). Para isso uso os remédios indicados pela literatura e estratégias sem medicamentos - medidas não farmacológicas de tratamento-.

Lucas Motta Fernandes

Médico clínico geral, Geriatra

São José do Rio Preto

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A Doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo que afeta diversas funções cognitivas do paciente, como a memória, a linguagem e as funções executivas. Em decorrência das dificuldades nessas funções, o paciente pode ter dificuldades em diversos aspectos de sua vida cotidiana, como relacionamento familiar, manejo de contas e dinheiro, independência na locomoção, entre outras. A avaliação neuropsicológica é útil no diagnóstico diferencial da doença, sendo requisitada por muitos neurologistas e geriatras. A reabilitação neuropsicológica ajuda na estimulação das funções cognitivas, podendo retardar as perdas em alguns casos, e na adaptação do idoso e da família à nova realidade.

Alisson Ferreira Lepienski

Psicólogo

São José Dos Pinhais


A Doença de Alzheimer é uma das principais demências. Mas ao contrário do senso comum, existem várias outras doenças que simulam Alzheimer. Elas são conhecidas como pseudodemências, são exemplos o hipotireoidismo, os transtornos de humor, a hipovitaminose B12, a neurossífilis, dentre outros. É muito importante procurar um Neurologista pro diagnóstico correto. A consulta nesses casos é criteriosa e compreende entrevista com o paciente e familiares, aplicação de testes neurocognitivos, exame físico geral, exame neurológico e exames complementares.

Trata-se de uma das principais causas de demência nos idosos. É causada pelo acúmulo de uma proteína que leva à morte de neurônios e com isso uma de suas características mais marcantes é o prejuízo de memória. No início há o comprometimento da memória para fatos recentes, estando a lembrança de longo prazo preservada. Além disso, infelizmente essa é uma enfermidade progressiva, e dessa forma, os cuidadores e familiares precisam receber muitas informações sobre cada fase dela e sobre qual a melhor forma de lidar com esses pacientes. Educação é tudo no cuidado do idoso com demência! Um cuidador bem preparado pode diminuir a necessidade de alguns medicamentos.

Milton Roberto Furst Crenitte

Médico clínico geral, Geriatra

São Paulo

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A doença de Alzheimer é a forma de demência mais comum na terceira idade. O acometimento da memória recente é o sintoma mais comum apresentado pela família. Porém, há uma grande dificuldade de identificar as falhas de memória esperadas pelo próprio envelhecimento e prejuízos acentuados de memória e outras funções cognitivas que fazem parte de um quadro de Doença de Alzheimer. O principal diferencial é o prejuízo na funcionalidade do idoso em suas Atividades de Vida Diária. É importante que se faça uma Avaliação Neuropsicológica para conseguir mensurar essas alterações das funções cognitivas. A avaliação, somada a outros exames possibilitarão que o médico indique o melhor tratamento.

A Doença de Alzheimer (DA) é um distúrbio progressivo que leva a distúrbio de memória recente, com dificuldade para reter novas informações e gera frequentemente uma inabilidade (o paciente desaprende) a realizar tarefas específicas, que previamente realizava sem qualquer esforço mental.  Os sintomas cognitivos da DA também podem se dar através da alteração na linguagem (o paciente troca palavras, ou frequentemente "falta" ou esquece algum termo específico), ou ainda dificuldade para entender o contexto de uma imagem ou figura.  Ao longo da evolução da doença, também é comum o paciente apresentar mudanças comportamentais e alterações no sono.

Gustavo Franklin

Neurologista

Curitiba


Tratamento da demência com foco no paciente e na família, para controle de sintomas do comportamento, como agitação, insônia, irritabilidade; e também controle da progressão da doença com uso de medicações.

Sendo a mais comum das demências , vem aumentando a sua prevalência de acordo com aumento da população idosa que varia de 5% nos pacientes com mais de 60 anos para quase 50% naqueles com mais de 85 anos . Deve ser acompanhada por um especialista capaz de entender suas peculiaridades que vão desde agitações psicomotoras a comportamentos de ausência .

Geraldo Garcia Rosa De Moura

Médico clínico geral, Geriatra

Recife

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Quais profissionais tratam Doença de alzheimer?


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