a minha libido está a zero. já vinha assim há algum tempo, um grande sacrificio para... e depois da

a minha libido está a zero. já vinha assim há algum tempo, um grande sacrificio para... e depois da gravidez, parto e agora amamentação ficou muito mais complicado. só muito de vez em quando e pronto. isto está a ter um impacto terrivel no casamento. estou a amamentar ainda (bebe com 13 meses). Qual a melhor orientação?

9 respostas


Olá, obrigada por compartilhar algo tão íntimo. É muito comum que o desejo sexual diminua ou desapareça durante a gestação, o parto e, especialmente, na amamentação. O corpo passa por uma revolução hormonal, mas não é só isso: a rotina exaustiva, a carga mental e o pouco espaço para si vão apagando o contato com o próprio prazer. Isso pode gerar um distanciamento no casal, silêncios que doem, e uma sensação de cobrança velada como se fosse preciso “voltar ao normal”, quando nada está como antes. Mas essa sensação não precisa ser ignorada ou enfrentada sozinha. A psicoterapia pode ajudar a resgatar a mulher que existe além da mãe, reconstruir o vínculo com o próprio corpo e abrir espaço para uma nova forma de intimidade no relacionamento. E fica aqui a pergunta: O que você quer fazer com isso agora? Deseja descansar mais? Ser escutada? Já conseguiu conversar com seu parceiro sobre o que está sentindo? Estou por aqui, caso queira esse espaço de escuta e reconstrução, inclusive para mediação dessa conversa Luciana Gübel Psicóloga · CRP 06/52193 Especialista em Sexualidade Humana

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Olá, tudo bem? Sim, é comum a libido cair drasticamente durante a amamentação por causa da queda hormonal , cansaço físico e emocional. Mas quando isso afeta o casamento e gera sofrimento, não deve ser ignorado. Além de conversar com um médico sobre o equilíbrio hormonal, uma terapia sexual pode ajudar você e seu parceiro a reconstruírem a intimidade, sem pressão, e a encontrarem novas formas de conexão. Caso precise, estou à disposição.

Rhuan  Aguilar

Rhuan Aguilar

Psicólogo

São Bernardo do Campo

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Ola, Esse momento é realmente desafiador... você não está sozinha. Talvez seja importante buscar acompanhamento psicologico para se habilitar a reornizar a vida sexual, se entender melhor enquanto mãe e mulher, expandir o repertorio sexual.

Laís Melquíades

Laís Melquíades

Psicólogo

Juiz de Fora

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Olá, é bem comum nessa fase da vida da mulher, a cabeça está em outras prioridades e os hormonios também se alteram. Porém podemos colocar alguns exercícios em prática para que o desejo sexual volte. Ideal passar em consulta com a sexóoga.


A libido baixa no puerpério e período de amamentação é bastante comum, tanto pelos níveis aumentados de prolactina, que vai reduzir os hormônios responsáveis pelo desejo, tanto pela nova rotina, noites mal dormidas, a dinâmica de encontrar um tempo para o casal e se seencontrar como mulher, além de mãe. Você pode buscar ajuda se tiver uma rede de apoio que possa ficar com o bebê por algumas horas e ter um momento só do casal, agendar a relação (parece estranho mas isso cria uma expectativa que faz vocês pensarem, planejarem, prepararem e fantasiem esse encontro). Estratégias como consumir mais conteúdo sensual podem ajudar se você tiver uns minutinhos sozinha. Buscar ajuda com um especialista em sexualidade pode ajudar nessas mudanças de forma mais estruturada!


Depois da gestação e, principalmente, durante a amamentação, há uma queda natural da libido por conta das mudanças hormonais. Além disso, o cansaço, a rotina com o bebê e as mudanças emocionais também influenciam bastante. Como você já tinha pouco desejo antes, é comum que isso fique ainda mais evidente agora — imagino o quanto esteja sendo difícil para você, principalmente se seu parceiro for muito ativo. Por isso, o mais importante neste momento, é não “forçar” o desejo, mas respeitar seu ritmo, investir em conexão sem cobrança e entender que, muitas vezes, o desejo surge durante o envolvimento — e não antes. Combinado? Com o processo psicoterapêutico adequado, você aprende a descobrir o que faz sentido para você, como usar isso a seu favor e como comunicar à sua parceria — é uma verdadeira mudança de perspectiva! Abraço!!


É muito comum que a libido mude durante a gestação, pós-parto e principalmente durante a amamentação. Alterações hormonais, cansaço físico, privação de sono, sobrecarga mental, mudanças na relação com o próprio corpo e na dinâmica do casal. Esses fatores podem impactar diretamente o desejo sexual. Muitas mulheres acabam entrando em um modo mais voltado ao cuidado da criança sem muito ajuda, ficando sem espaço psíquico e corporal para acessar o desejo. Além disso, quando o sexo passa a ser vivido com cobrança, culpa ou medo de impactar o relacionamento, isso também pode aumentar ainda mais o bloqueio da libido. Talvez seja importante tentar olhar para alguns pontos: como está sua rotina de descanso, sua sobrecarga emocional, sua relação com seu corpo após a maternidade, o espaço de troca afetiva no casamento e se existem momentos de intimidade sem pressão para relação sexual. Muitas vezes, reconstruir a conexão emocional e afetiva vem antes do desejo sexual espontâneo.

Maria Luísa

Maria Luísa

Psicólogo

Rio de Janeiro

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O que você descreve é uma situação relativamente frequente no pós-parto e durante a amamentação, e merece ser compreendida de forma ampla, sem reduzir tudo aos hormônios. Nesse período, o organismo passa por alterações hormonais importantes, especialmente pela ação da prolactina, que pode reduzir a produção de estrogênio e influenciar o desejo sexual e a lubrificação vaginal. Além disso, noites mal dormidas, sobrecarga física e mental, mudanças na identidade da mulher, adaptação ao papel materno e a própria dinâmica do relacionamento costumam exercer grande influência sobre a sexualidade. Também é importante lembrar que muitas mulheres podem não experimentar um desejo espontâneo como antes da gravidez. O desejo pode tornar-se mais responsivo, surgindo a partir de momentos de acolhimento, intimidade, carinho e conexão emocional. Como essa situação já está causando sofrimento e impactando o relacionamento, vale a pena conversar tanto com seu ginecologista quanto com um profissional que trabalhe com saúde sexual. Uma avaliação individualizada ajuda a identificar quais fatores biológicos, emocionais e relacionais estão mais presentes no seu caso. Na maioria das situações, é possível recuperar uma vivência sexual satisfatória, mas isso costuma acontecer quando o cuidado é direcionado às causas, e não apenas ao sintoma.

Vivian Portela

Vivian Portela

Psicanalista

Rio de Janeiro

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Olá! A maternidade traz mudanças em diversos aspectos, como no relacionamento conjugal — muitas vezes, a prioridade passa a ser o pequeno —, além de mudanças financeiras, psicológicas e físicas. Quando falamos das mudanças físicas, isso também está relacionado ao corpo. Ele passa por transformações e, nesse período, muitas mulheres podem não se reconhecer, sentir vergonha do próprio corpo, além de vivenciarem oscilações hormonais. Ou seja, a forma como você se vê e como está emocionalmente influencia diretamente na construção e na vivência da sua libido. É importante que você se acolha e não se critique, pois faz pouco tempo que você teve o bebê e seu corpo e sua mente ainda estão passando por muitas adaptações. Converse com seu esposo de forma assertiva, compartilhando o que você está sentindo e quais são suas necessidades. E, principalmente, considero importante a terapia de casal, para que vocês possam compreender juntos essas mudanças e fortalecer a relação nesse novo momento.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.