A nove anos minha filha faz tratamento psiquiátrico, a médica não quer dar o laudo, como proceder

A nove anos minha filha faz tratamento psiquiátrico, a médica não quer dar o laudo, como proceder?

12 respostas


Boa noite , o laudo pericial é feito por um perito , não pela médica que acompanha o paciente. O que a médica fornece é um relatório do tratamento para o perito ler e fazer o laudo pericial , ou mesmo o prontuário , a perícia pode ser trabalhista , como no INSS ou com o perito constituído pelo juiz , grande abraço

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Prezado, o laudo pericial deve ser solicitado por um especialista em perícia. O laudo médico é diferente do laudo pericial. A médica pode fazer um laudo de sua competência e mesmo assim, o sr deverá anexar ao processo um laudo pericial.


Olá!Concordo com o mėdico .O relatório é um documento mais simples o laudo médico, não!Émuito mais complexo. O profissonal precisa de tempo para fazê-lo. E no seu caso ė um laudo pericial. Procure um profissional que seja especialista.Abraço


Depende do tipo de documento e para qual finalidade você precisa. Dependendo da avaliação, um psicólogo jurídico poderia por exemplo, fazer um laudo que pode vir a ser aceito por um juiz ou não ( isso como meio de prova de ação judicial). Na verdade existem uma série de cuidados que devem ser tomados para a concessão do documento, mas não é nada impossível. Espero ter ajudado. Magali Carmelo - Advogada e Psicóloga.

Dra. Magali Carmelo

Dra. Magali Carmelo

Psicólogo

Santo André, SP

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Ela deve emitir um relatório, mas teria que ser psiquiatra forense para emitir laudo.

Dra. Milene de Mello

Dra. Milene de Mello

Psiquiatra

Belo Horizonte

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O ideal é realizar nova avaliação e explicar para o novo profissional a condição que ocorreu na época dos fatos.

Gabriel Berigo

Gabriel Berigo

Psicólogo

São Paulo

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solicite um encaminhamento para avaliação neuropsicológica com solicitação de laudo.


É direito do paciente receber um retorno do profissional sobre seu caso! Isso irá depender do motivo pelo qual o pcte precisa desses documentos (laudos, atestados). Se é para perícia médica , se para apresentar ao plano de saude, etc! Isso deve ser bem conversado com o médico e, caso nao haja acordo, sugiro q procure outro profissional ou os seus direitos, legalmente! Qq dúvida estamos à disposição!


É importante diferenciar prontuário, relatório médico, atestado e laudo, pois são documentos com finalidades distintas. O paciente pode solicitar documentação relacionada ao próprio atendimento, mas o médico não é obrigado a produzir qualquer conclusão específica solicitada pelo paciente quando ela não puder ser tecnicamente sustentada. Se sua filha necessita de um documento, informe claramente para qual finalidade ele será utilizado — INSS, escola, perícia, continuidade de tratamento ou outra situação — e pergunte qual documento a médica considera tecnicamente apropriado. Depois de nove anos de acompanhamento, informações sobre diagnóstico, tratamento e evolução podem ser relevantes, respeitando os limites éticos e legais de cada modalidade documental. Se houver impasse, vocês podem solicitar acesso aos registros a que a paciente tenha direito e procurar uma segunda avaliação, levando o histórico disponível.

Dra. Joyce Moreno

Dra. Joyce Moreno

Psiquiatra

Rio de Janeiro

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O paciente tem direito de solicitar acesso às informações de seu prontuário e de obter documentos médicos pertinentes à assistência prestada, respeitadas as normas éticas e legais. Entretanto, é importante diferenciar relatório médico, atestado e laudo destinado a uma finalidade específica, pois cada documento possui requisitos próprios. O médico não é obrigado a afirmar diagnósticos, incapacidades ou conclusões que não estejam fundamentados em sua avaliação clínica. Após nove anos de acompanhamento, é razoável solicitar formalmente um relatório contendo histórico clínico, diagnóstico quando estabelecido, tratamentos realizados e evolução documentada. Caso exista recusa, recomenda-se pedir esclarecimento sobre o motivo e, se necessário, buscar orientação junto ao serviço de saúde ou ao Conselho Regional de Medicina. Uma segunda avaliação psiquiátrica também pode ser útil quando há necessidade de documentação clínica atualizada para determinada finalidade.


O fato de sua filha realizar tratamento psiquiátrico há nove anos não significa, por si só, que ela tenha direito automático a qualquer tipo de laudo, pois o documento depende da finalidade, dos dados clínicos disponíveis e da avaliação médica. Você pode solicitar formalmente à psiquiatra que esclareça o motivo da recusa e quais documentos podem ser fornecidos, como relatório de acompanhamento, atestado ou laudo específico. Se houver necessidade para benefício, escola, trabalho ou avaliação de incapacidade, explique claramente a finalidade. Caso permaneça o impasse, procure a direção do serviço de saúde ou o Conselho Regional de Medicina para orientação. A documentação deve refletir a condição clínica real, respeitando o sigilo e os direitos da paciente, inclusive sua idade e capacidade de consentimento.


É importante diferenciar relatório médico assistencial, atestado e laudo médico-pericial, pois esses documentos possuem finalidades e exigências distintas. O médico assistente pode elaborar um relatório descrevendo o acompanhamento, o diagnóstico quando pertinente, o tratamento realizado e as informações clínicas justificadas pela finalidade do documento. Entretanto, a emissão de um laudo pericial ou a conclusão sobre incapacidade legal pode exigir avaliação específica por profissional habilitado para essa finalidade. A existência de acompanhamento psiquiátrico prolongado não significa, por si só, que determinado documento deva conter conclusões solicitadas pela família. Recomendo esclarecer formalmente com a médica qual documento é necessário, para qual finalidade e qual o motivo da recusa. Dependendo da situação, a própria paciente poderá solicitar acesso às informações de seu prontuário, respeitadas as regras de sigilo e representação legal. Uma segunda avaliação psiquiátrica também pode ser considerada quando houver necessidade de documentação clínica atualizada.

Dra. Luana Perpétuo

Dra. Luana Perpétuo

Psiquiatra

Belo Horizonte

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Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.