Amissulprida aumenta menos a glicose que a olanzapina em paciente esquizofrênico obeso e diabético?
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Amissulprida aumenta menos a glicose que a olanzapina em paciente esquizofrênico obeso e diabético?
Sim, a amisulprida costuma impactar muito menos a glicose do que a olanzapina, sendo uma opção mais segura para pacientes com obesidade e diabetes. Enquanto a olanzapina tem alto risco de aumentar o ''açúcar'' no sangue, causar ganho de peso e piorar o metabolismo, a amisulprida tem um efeito bem menor nesses aspectos, pois não interfere tanto nos receptores relacionados ao apetite e ao controle metabólico. Por isso, na prática, ela é considerada uma escolha mais adequada para pessoas com esquizofrenia que já têm problemas como diabetes ou sobrepeso, desde que também funcione no controle dos sintomas psicóticos.
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A olanzapina foi muito estudada em relação aos riscos de aumento de peso e síndrome metabólica e se sabe que é um dos antipsicóticos que mais tem estes efeitos. Eles podem ser evitados, no entanto, com dieta adequada e exercícios físicos. Não há estudos que comprovem definitivamente que a amisulprida aumente a glicemia, porém a recomendação é de se tomar cuidado com todos os antipsicóticos, medindo peso, circunferência abdominal, glicemia, colesterol e triglicérides antes e durante o tratamento.
Sim, a amisulprida tende a ter um impacto metabólico menor do que a olanzapina, o que faz dela uma opção potencialmente mais segura para pacientes com esquizofrenia que também sejam obesos e diabéticos. A olanzapina é amplamente conhecida por estar associada a ganho de peso significativo, aumento da resistência insulínica, dislipidemia e elevação dos níveis de glicose — efeitos colaterais que podem descompensar o controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo 2.
A amisulprida, por outro lado, apresenta um perfil metabólico mais favorável. Ela tem baixa afinidade por receptores histamínicos H1, serotoninérgicos 5-HT2C e muscarínicos — receptores comumente associados às alterações metabólicas induzidas por antipsicóticos. Seu principal mecanismo de ação envolve o bloqueio seletivo dos receptores dopaminérgicos D2 e D3, principalmente nas vias límbicas, o que contribui para sua eficácia antipsicótica sem afetar tanto os parâmetros metabólicos.
Assim, em um paciente com esquizofrenia, obesidade e diabetes tipo 2, a escolha pela amisulprida pode representar uma alternativa mais segura do ponto de vista metabólico do que a olanzapina. No entanto, a decisão deve considerar também o perfil clínico do paciente, a resposta prévia a antipsicóticos e a tolerabilidade individual.
A amisulprida, por outro lado, apresenta um perfil metabólico mais favorável. Ela tem baixa afinidade por receptores histamínicos H1, serotoninérgicos 5-HT2C e muscarínicos — receptores comumente associados às alterações metabólicas induzidas por antipsicóticos. Seu principal mecanismo de ação envolve o bloqueio seletivo dos receptores dopaminérgicos D2 e D3, principalmente nas vias límbicas, o que contribui para sua eficácia antipsicótica sem afetar tanto os parâmetros metabólicos.
Assim, em um paciente com esquizofrenia, obesidade e diabetes tipo 2, a escolha pela amisulprida pode representar uma alternativa mais segura do ponto de vista metabólico do que a olanzapina. No entanto, a decisão deve considerar também o perfil clínico do paciente, a resposta prévia a antipsicóticos e a tolerabilidade individual.
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