Boa noite! Minha avó tem 86 anos, tem pressão alta e diabetes tipo 2, ela fez um exame a 3 meses atr
Boa noite! Minha avó tem 86 anos, tem pressão alta e diabetes tipo 2, ela fez um exame a 3 meses atrás e a creatinina dela deu 1.3, e fez esse mês deu 2.0 ele tem apenas um rim, nesse caso será q ela já está com insuficiência renal crônica? Será que nesse caso ela terá q fazer hemodiálise?
2 respostas
Ela tem sim insuficiência renal crônica, o somatório de diabetes + hipertensão + idosa + rim único são as causas. Piorou a creatinina e merece procurar o especialista o quanto antes para evitar a hemodiálise.
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Olá, boa noite! Que bom que você está atento(a) à saúde da sua avó — esse cuidado é muito importante, principalmente considerando a idade e as condições de saúde dela. O que significa? Sua avó tem 86 anos, é hipertensa, diabética e tem apenas um rim funcional. Esses fatores já aumentam naturalmente o risco de alterações na função dos rins. Você relatou que: • Há 3 meses a creatinina dela era 1,3 mg/dL. • Agora subiu para 2,0 mg/dL. Essa elevação em um intervalo tão curto (apenas 3 meses) é significativa e indica que a função renal dela piorou nesse período. Além disso: • A creatinina isolada não mostra tudo. É essencial calcular a Taxa de Filtração Glomerular (TFG), que leva em conta idade, sexo e creatinina. • Em uma pessoa idosa, uma TFG reduzida é comum, mas essa velocidade de piora sugere um risco real de progressão para insuficiência renal crônica avançada. Por que é importante agir? • Sim, sua avó já pode estar em um estágio de insuficiência renal crônica. • O risco é ainda maior porque ela tem fatores de risco (pressão alta, diabetes, e apenas um rim). • A piora rápida da creatinina pode indicar que o rim restante está sofrendo mais do que deveria, seja por controle inadequado da pressão, glicose, infecções, uso de medicamentos agressivos aos rins, ou outras causas. Sobre a sua dúvida: • Não é possível afirmar somente com esses números se ela precisará imediatamente de hemodiálise. • A decisão de iniciar diálise não é baseada apenas no valor da creatinina. Depende também dos sintomas clínicos (como inchaço, falta de ar, perda de apetite, confusão mental), alterações dos eletrólitos (como potássio elevado) e acúmulo de líquidos. Em idosos, a decisão sobre diálise é sempre muito cuidadosa, levando em consideração qualidade de vida, sintomas e estado geral. O que fazer agora? É fundamental que sua avó seja avaliada urgentemente por um nefrologista. • O especialista poderá fazer exames complementares (como TFG, eletrólitos, exame de urina, ultrassom renal) e entender se o quadro pode ser estabilizado ou se já está no momento de preparar algum suporte adicional, como diálise. • Quanto mais precoce for a avaliação, maiores são as chances de proteger o rim que ela ainda tem e melhorar a qualidade de vida. Não adie essa avaliação. Com acompanhamento e cuidados adequados, muitas vezes é possível estabilizar o quadro e melhorar o conforto e a saúde da sua avó. Se precisar, estou à disposição para orientar sobre quais exames ela pode precisar levar ou como preparar-se para a consulta.
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