Boa noite. Minha filha de oito anos sente dores de cabeça com frequência na escola. De cada cinco di
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Boa noite.
Minha filha de oito anos sente dores de cabeça com frequência na escola. De cada cinco dias,três é indo para o ambulatório do colégio. Fizemos exames neurológicos e não contatou nada. Também levei a um oftalmologista que examinou e disse que ela tinha a visão perfeita e disse também que essa história de óculos de descanso não existe. Podem me orientar o que devo fazer?
Minha filha de oito anos sente dores de cabeça com frequência na escola. De cada cinco dias,três é indo para o ambulatório do colégio. Fizemos exames neurológicos e não contatou nada. Também levei a um oftalmologista que examinou e disse que ela tinha a visão perfeita e disse também que essa história de óculos de descanso não existe. Podem me orientar o que devo fazer?
Os diagnósticos na área de acupuntura pode ajudar muito a trazer luz para o problema é a definir um tratamento eficiente. Já que passou por essas avaliações iniciais, experimente procurar um acupunturista.
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Boa Noite! Existem muitos pacientes que começam a apresentar cefaléia ainda na infância. A idade mais comum para o início de enxaquecas é entre os 15 e os 24 anos de idade e são mais frequentes nas pessoas entre os 35 e 45 anos de idade. Em uma minoria dos casos, < 2%, as crises afetam crianças com 7 anos de idade e em torno de 4% afetam crianças entre os 7 e 15 anos de idade. As crises de cefaléia são classificadas em primárias e secundárias. Primárias quando são causas pela própria doença. Existem mais de 200 tipos). Secundárias quando a cefaléia é consequência de uma outra doença como sinusites, meningites, tumores, aneurismas entre várias outras). Na realidade para o diagnóstico das cefaléias primárias não é necessário realização de exames complementares como Ressonância Magnética Crânio/Tomografia de Crânio ou AngioTomografia/AngioRessonância de vasos pois existem critérios bem definidos para o diagnóstico desses 200 tipos de cefaléia e quando o médico solicita algum exame de imagem a intenção é descartar causas secundárias e não primárias. Enfim, tendo descartado causas secundárias de cefaléia o próximo passo seria iniciar o tratamento profilático correspondente ao tipo específico de cefaléia diagnosticada. Para cada tipo de cefaléia primária existe uma medicação específica que deve ser utilizada por no mínimo 6 meses. A grande maioria dos pacientes apresentam melhora importante das crises e muitos chegam a ficar anos sem ter crises embora não exista cura após tratamento profilático.
Quando uma criança apresenta dor de cabeça frequente, especialmente no ambiente escolar, é sinal de que algo precisa ser avaliado com mais profundidade. Mesmo que os exames neurológicos e oftalmológicos tenham sido normais, ainda é fundamental entender o contexto completo da rotina da sua filha: como está o sono dela? Está se alimentando e se hidratando bem? Está sob pressão na escola? Usa muito celular ou telas? Tudo isso pode influenciar diretamente na frequência das dores de cabeça.
Também é importante lembrar que crianças podem expressar estresse, ansiedade ou sobrecarga emocional na forma de sintomas físicos, como cefaleia. Muitas vezes, o problema não está nos exames, mas no dia a dia da criança — e isso só se entende com escuta atenta e avaliação cuidadosa. A orientação é procurar novamente o pediatra de confiança ou um neurologista infantil, que possa olhar o quadro como um todo. Cada criança é única, e não dá para fazer diagnóstico ou indicar tratamento com base apenas em relatos pela internet. A consulta presencial é indispensável para compreender e cuidar melhor.
Também é importante lembrar que crianças podem expressar estresse, ansiedade ou sobrecarga emocional na forma de sintomas físicos, como cefaleia. Muitas vezes, o problema não está nos exames, mas no dia a dia da criança — e isso só se entende com escuta atenta e avaliação cuidadosa. A orientação é procurar novamente o pediatra de confiança ou um neurologista infantil, que possa olhar o quadro como um todo. Cada criança é única, e não dá para fazer diagnóstico ou indicar tratamento com base apenas em relatos pela internet. A consulta presencial é indispensável para compreender e cuidar melhor.
Excelente pergunta — e extremamente importante, especialmente porque a cefaleia recorrente em crianças é uma queixa comum e pode ter diversas causas, nem sempre neurológicas ou oftalmológicas. O fato de os exames estarem normais é um bom sinal, mas ainda assim é essencial entender por que a dor persiste e o que pode estar desencadeando esses episódios.
As dores de cabeça em crianças geralmente se dividem em dois grandes grupos: cefaleias primárias (como enxaqueca e cefaleia tensional) e cefaleias secundárias (causadas por outros fatores, como sinusite, má alimentação, sono irregular ou estresse).
Vamos analisar as possibilidades mais comuns no caso da sua filha:
1⃣ Cefaleia tensional ou por estresse:
É a causa mais frequente na faixa escolar. Ocorre quando há tensão muscular no pescoço e no couro cabeludo, geralmente associada a ansiedade, sobrecarga de atividades, postura incorreta, ruídos ou iluminação forte na escola. A criança costuma relatar dor em “aperto” ou “peso” na cabeça, sem enjoo nem sensibilidade à luz.
2⃣ Cefaleia tipo enxaqueca infantil:
Mesmo crianças podem ter crises de enxaqueca, geralmente acompanhadas de mal-estar, palidez, náusea ou sensibilidade à luz e ao som. Fatores como jejum prolongado, pouca hidratação, sono irregular ou excesso de telas podem desencadear as crises. A dor tende a aparecer no fim do turno escolar e melhora com repouso em local tranquilo.
3⃣ Hábitos e rotina:
Crianças que não tomam café da manhã, se hidratam pouco, dormem menos de 9 horas por noite ou usam telas em excesso frequentemente desenvolvem cefaleia funcional, mesmo com exames normais.
4⃣ Postura e ergonomia:
Sentar-se por longos períodos, segurar lápis ou tablet de forma incorreta e manter a cabeça inclinada constantemente podem gerar tensão muscular cervical, levando à dor irradiada para a cabeça.
5⃣ Fatores emocionais:
Muitas crianças expressam o estresse, a ansiedade ou o cansaço emocional através de dores físicas, especialmente na cabeça ou na barriga. É importante observar se as crises acontecem em momentos de maior cobrança, conflitos escolares ou mudanças de rotina.
Como conduzir daqui em diante:
Mantenha um diário da dor: registre dias, horários, intensidade e situações em que a dor aparece (antes ou depois das aulas, após refeições, uso de telas, etc.). Isso ajuda o neurologista a identificar padrões.
Garanta hidratação e alimentação regulares: pequenas refeições a cada 3 horas e boa ingestão de água reduzem muito o risco de cefaleias.
Sono adequado: crianças precisam de 9 a 11 horas de sono por noite; dormir pouco é uma das principais causas de dor de cabeça persistente.
Evite telas antes de dormir e reduza o tempo de exposição durante o dia.
Incentive atividades físicas e momentos de relaxamento, que ajudam a equilibrar o sistema nervoso e reduzir tensão muscular.
Acompanhamento psicológico pode ser útil se houver suspeita de ansiedade escolar ou emocional.
Em alguns casos, o neurologista pode solicitar revisão dos exames após alguns meses ou propor um tratamento preventivo leve, mas somente após observar a evolução clínica e confirmar o padrão das crises.
Em resumo: mesmo com exames normais, a dor de cabeça infantil merece atenção e observação do contexto diário, pois frequentemente está ligada a hábitos, postura, sono, alimentação ou fatores emocionais. Com ajustes de rotina e acompanhamento médico contínuo, a maioria dos casos evolui com melhora significativa.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Continue acompanhando com o neurologista pediátrico, levando anotações das crises, para que seja possível definir o tipo de cefaleia e o melhor plano de tratamento.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
As dores de cabeça em crianças geralmente se dividem em dois grandes grupos: cefaleias primárias (como enxaqueca e cefaleia tensional) e cefaleias secundárias (causadas por outros fatores, como sinusite, má alimentação, sono irregular ou estresse).
Vamos analisar as possibilidades mais comuns no caso da sua filha:
1⃣ Cefaleia tensional ou por estresse:
É a causa mais frequente na faixa escolar. Ocorre quando há tensão muscular no pescoço e no couro cabeludo, geralmente associada a ansiedade, sobrecarga de atividades, postura incorreta, ruídos ou iluminação forte na escola. A criança costuma relatar dor em “aperto” ou “peso” na cabeça, sem enjoo nem sensibilidade à luz.
2⃣ Cefaleia tipo enxaqueca infantil:
Mesmo crianças podem ter crises de enxaqueca, geralmente acompanhadas de mal-estar, palidez, náusea ou sensibilidade à luz e ao som. Fatores como jejum prolongado, pouca hidratação, sono irregular ou excesso de telas podem desencadear as crises. A dor tende a aparecer no fim do turno escolar e melhora com repouso em local tranquilo.
3⃣ Hábitos e rotina:
Crianças que não tomam café da manhã, se hidratam pouco, dormem menos de 9 horas por noite ou usam telas em excesso frequentemente desenvolvem cefaleia funcional, mesmo com exames normais.
4⃣ Postura e ergonomia:
Sentar-se por longos períodos, segurar lápis ou tablet de forma incorreta e manter a cabeça inclinada constantemente podem gerar tensão muscular cervical, levando à dor irradiada para a cabeça.
5⃣ Fatores emocionais:
Muitas crianças expressam o estresse, a ansiedade ou o cansaço emocional através de dores físicas, especialmente na cabeça ou na barriga. É importante observar se as crises acontecem em momentos de maior cobrança, conflitos escolares ou mudanças de rotina.
Como conduzir daqui em diante:
Mantenha um diário da dor: registre dias, horários, intensidade e situações em que a dor aparece (antes ou depois das aulas, após refeições, uso de telas, etc.). Isso ajuda o neurologista a identificar padrões.
Garanta hidratação e alimentação regulares: pequenas refeições a cada 3 horas e boa ingestão de água reduzem muito o risco de cefaleias.
Sono adequado: crianças precisam de 9 a 11 horas de sono por noite; dormir pouco é uma das principais causas de dor de cabeça persistente.
Evite telas antes de dormir e reduza o tempo de exposição durante o dia.
Incentive atividades físicas e momentos de relaxamento, que ajudam a equilibrar o sistema nervoso e reduzir tensão muscular.
Acompanhamento psicológico pode ser útil se houver suspeita de ansiedade escolar ou emocional.
Em alguns casos, o neurologista pode solicitar revisão dos exames após alguns meses ou propor um tratamento preventivo leve, mas somente após observar a evolução clínica e confirmar o padrão das crises.
Em resumo: mesmo com exames normais, a dor de cabeça infantil merece atenção e observação do contexto diário, pois frequentemente está ligada a hábitos, postura, sono, alimentação ou fatores emocionais. Com ajustes de rotina e acompanhamento médico contínuo, a maioria dos casos evolui com melhora significativa.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica. Continue acompanhando com o neurologista pediátrico, levando anotações das crises, para que seja possível definir o tipo de cefaleia e o melhor plano de tratamento.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
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