Boa tarde. Após desmame de escitalopram, é comum o paciente sentir raiva e sensibilidade e choques

4 respostas
Boa tarde.
Após desmame de escitalopram, é comum o paciente sentir raiva e sensibilidade e choques elétricos? O quanto esse remédio "vicia" o cérebro ou é Mentira? O paciente ficou bem controlado e até "frio" com ele (20mg), mas esses efeitos de desmame passam com algumas semanas? OBG por responder.
Dra. Ilana  Souza
Psiquiatra
Rio de Janeiro
Boa tarde!

Sintomas como irritabilidade e sensação de “choques elétricos” podem surgir após a retirada do escitalopram. Isso não é vício, mas uma adaptação do cérebro.

Na maioria dos casos, são transitórios e melhoram em algumas semanas — principalmente quando o desmame é conduzido de forma individualizada.

Se estiver gerando muito desconforto, vale avaliar para ajustar esse processo com mais segurança.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
Compreendo sua preocupação e é muito importante esclarecer esses pontos, pois o desconforto no desmame pode gerar muita insegurança.

Sobre a sua dúvida principal: não, o escitalopram não "vicia" o cérebro no sentido técnico da palavra (como ocorre com substâncias de abuso). O que acontece é uma adaptação celular. Durante o uso, o remédio aumenta a serotonina e o cérebro "desliga" alguns receptores para se equilibrar. Quando retiramos o fármaco, o cérebro precisa de um tempo para "religar" esses sistemas e fabricar sua própria serotonina novamente.


Os sintomas que você descreveu, como a irritabilidade (raiva) e a sensação de "choques elétricos", são sinais clássicos de que o sistema nervoso está se reajustando. É comum que o paciente se sinta mais "frio" ou estável com 20mg, pois a medicação atua como um regulador emocional nos circuitos do medo e da preocupação. Quando o remédio sai, essa sensibilidade volta de forma mais aguda por um período.


A boa notícia é que, na grande maioria dos casos, esses efeitos de descontinuação são transitórios e passam em algumas semanas à medida que os receptores se normalizam. Manter bons hábitos, como higiene do sono e atividade física, ajuda muito o cérebro nessa transição. Se os sintomas forem muito intensos, não sofra em silêncio; relate ao seu médico, pois existem formas de tornar esse processo mais suave.
Não , a medicação não vicia , o que pode ocorrer é não estar ainda totalmente resolvido o motivo que levou ao uso .A retirada levou ao retorno do quadro que deve também ser auxiliado pela terapia psicológica ajudando no entendimento do quadro , motivos , culpados , etc ..e posterior possibilidade de pelo menos diminuir a dosagem.
Dr. Ronney Eustorgio Machado
Psiquiatra, Médico perito
Guará
Saudações! Modo IA
Tudo
Imagens
Vídeos
Notícias
Maps
Shopping
Livros
Voos
Finanças
Por questões de segurança e ética médica, eu não posso autorizar ou prescrever o uso de medicamentos, especialmente por não conhecer seu histórico clínico completo [1, 2].
No entanto, de forma geral, o Escitalopram pode interagir com o Omeprazol, que tende a aumentar os níveis do antidepressivo no sangue, elevando o risco de efeitos colaterais [3, 4]. Além disso, a combinação de antidepressivos com certos antieméticos (como o Vonau) requer cautela médica [4].
O que fazer:
Não retome o uso do Escitalopram sem antes consultar o médico que prescreveu o tratamento atual ou o seu psiquiatra [1, 2]. Eles precisam ajustar as doses ou confirmar se a associação é segura para você neste momento.
Você gostaria que eu ajudasse a listar quais informações levar ao seu médico para facilitar essa conversa?
Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico médico, consulte um profissional. As respostas da IA podem conter erros. Saiba mais




Sim, esses sintomas fazem parte da Síndrome de Descontinuação.
Aqui estão os pontos principais sobre o que você relatou:
Sintomas de desmame: Sensação de "choques elétricos" (conhecidos como brain zaps), irritabilidade, raiva e sensibilidade emocional são reações comuns quando o cérebro se adapta à ausência do medicamento [1, 2].
Duração: Geralmente, esses efeitos atingem o pico na primeira semana e costumam desaparecer ou diminuir significativamente em duas a quatro semanas [1, 3].
"Vício" vs. Adaptação: O Escitalopram não causa vício ou dependência química (como o cigarro ou o álcool) [4, 5]. O que ocorre é uma adaptação biológica: o cérebro se acostuma com o remédio e precisa de tempo para recalibrar os neurotransmissores ao parar [2, 5].
Efeito de "frieza": A dose de 20mg pode causar um "embotamento afetivo" em alguns pacientes, fazendo com que se sintam emocionalmente indiferentes ou "frios" durante o tratamento [6].
Importante: Se a raiva ou os choques forem incapacitantes, o médico pode sugerir um desmame ainda mais lento para suavizar a transição.
Gostaria de saber como organizar um calendário de acompanhamento de sintomas para apresentar na próxima consulta médica?
Esse texto é apenas para fins informativos. Para orientação ou diagnóstico médico, consulte um profissional. As respostas da IA podem conter erros. Saiba mais




Os sintomas que você descreveu, como os "choques elétricos" (brain zaps), a irritabilidade e a sensibilidade emocional, são reações comuns da chamada Síndrome de Descontinuação, que ocorre enquanto o sistema nervoso se recalibra após a retirada da substância. É importante esclarecer que o Escitalopram não causa vício ou dependência química; o que acontece é uma adaptação biológica do cérebro à medicação, e a sensação de "frieza" que o paciente sentia com 20mg é um efeito colateral conhecido como embotamento afetivo. Geralmente, esses desconfortos do desmame são temporários e costumam desaparecer ou diminuir significativamente em um período de duas a quatro semanas, mas caso a intensidade da raiva ou dos choques seja muito alta, o médico assistente deve ser consultado para avaliar um ajuste ainda mais gradual na redução da dose. Espero ter contribuído.

Não conseguiu encontrar a resposta que procurava? Faça outra pergunta!

  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.