Boa tarde! Em 2011 fui diagnosticado com TAB. Mas o que me gera dúvidas até hoje, é que fui diagno

5 respostas
Boa tarde!
Em 2011 fui diagnosticado com TAB. Mas o que me gera dúvidas até hoje, é que fui diagnosticado na primeira consulta. (Após um surto causado por uso de bebidas alcoólicas em excesso.)
E o fato de usar por todos esses anos medicamentos para tratar esse transtorno, pode ter meio que me induzido a agir com uma pessoa com TAB?
Boa tarde!

Essa dúvida é muito pertinente. Um diagnóstico de transtorno bipolar não deve ser fechado com base em um único episódio, principalmente se houve uso de álcool, que pode causar sintomas semelhantes.

Além disso, as medicações não criam o transtorno — mas, ao longo dos anos, o diagnóstico pode (e deve) ser reavaliado com cuidado.

O mais seguro no seu caso é fazer uma avaliação completa da sua história para confirmar ou revisar esse diagnóstico e ajustar o tratamento, se necessário.

Se quiser, posso te ajudar com isso — na consulta conseguimos analisar tudo com calma e te dar um direcionamento claro e seguro.

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Boa tarde. Essa é uma dúvida legítima. Em geral, o uso de medicações não ‘cria’ transtorno bipolar nem faz alguém passar a agir como se tivesse TAB se esse quadro não existir. O que pode acontecer é outra coisa: às vezes o diagnóstico inicial é feito em um momento muito agudo, com informações ainda incompletas, e depois ele precisa ser reavaliado ao longo do tempo. Isso é especialmente importante quando o episódio aconteceu em contexto de uso excessivo de álcool, porque substâncias podem provocar sintomas de euforia, agitação, impulsividade, insônia e até quadros que se parecem com mania.

Então, a questão principal não é pensar que os remédios ‘induziram você a ser bipolar’, e sim se o diagnóstico original foi realmente o mais adequado ou se deveria ter sido revisto com o passar dos anos, observando como foram seus episódios ao longo da vida, se houve fases espontâneas de mania ou hipomania fora do uso de álcool ou outras substâncias, como foi sua resposta às medicações e se existem outras explicações possíveis para o que aconteceu em 2011.

Vale lembrar também que alguns efeitos colaterais de medicações podem alterar humor, energia, sono ou cognição, mas isso é diferente de ‘produzir TAB’. Se essa dúvida persiste até hoje, o melhor caminho é fazer uma reavaliação diagnóstica cuidadosa, olhando toda a sua história clínica de forma longitudinal. Em psiquiatria, muitas vezes o diagnóstico mais confiável não vem de uma consulta isolada, e sim da evolução ao longo do tempo
O uso de álcool ou outras substâncias podem mimetizar diversos outros transtornos psiquiátricos. Por outro lado, é conhecido a relação de doenças psiquiátricas e o uso de determinadas substâncias, ou seja, muitas vezes ocorrem concomitantemente. Saber se os sintomas são secundários ao uso de substância, de uma patologia independente (como TAB e Esquizofrenia) ou a sobreposição de ambas não é uma tarefa fácil. Por isso é fundamental o acompanhamento longitudinal, a avaliação da presença dos sintomas na ausência de uso de álcool ou outras drogas, o histórico da família e a resposta a medicações. Na minha prática costumo exigir mais consultas para definição de determinado diagnóstico, embora muitas vezes opte por compartilhar minhas impressões iniciais e a orientação de que uma avaliação mais fidedignas exige tempo. Espero ter ajudado.
Dr. Pablo Xavier
Psiquiatra
Belo Horizonte
Boa tarde! Entendo sua dúvida. Um episódio isolado, ainda mais associado ao uso de álcool, pode confundir o diagnóstico inicial, e por isso o ideal é sempre acompanhar ao longo do tempo antes de fechar algo como Transtorno Bipolar.

Sobre os medicamentos, eles não “criam” o transtorno nem fazem a pessoa passar a ter o quadro por causa deles. O que pode acontecer é a gente interpretar alguns sintomas à luz de um diagnóstico que talvez precise ser revisto.

Se essa dúvida ainda te acompanha, faz muito sentido reavaliar tudo com calma para ter mais segurança sobre o diagnóstico atual. Uma consulta focada nisso costuma trazer bastante clareza.
Dr. Ronney Eustorgio Machado
Psiquiatra, Médico perito
Guará
Saudações! Resposta curta e direta: Não! Os medicamentos para TAB não induzem as pessoas a se comportarem, ao longo do tempo, como se tivesse TAB. Mesmo que uma pessoa sem transtorno algum os tomasse, isso não acarretaria em desenvolvimento de transtorno mental. Espero ter contribuído.

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