Boa tarde, fiz reversão iliostomia em junho de 2020, provocada por uma diverticulite complicada e at
Boa tarde, fiz reversão iliostomia em junho de 2020, provocada por uma diverticulite complicada e até o momento meu intestino não voltou ao normal. Evacuo de 4 à 7 vezes, ao dia. Leio que pode acontecer de não voltar ao normal. É possível?
3 respostas
Olá! Sim, é possível. Muitas pessoas que passam por cirurgia intestinal, especialmente aquelas que tiram pedaços doentes do intestino (como diverticulite), evoluem para o que chamamos de síndrome do intestino curto. Na qual os intestinos não têm mais tamanho suficiente para absorção de todo o líquido, solidificando as fezes, e consequentemente evolui com diarreia crônica. Disponibilizamos nossos serviços para mais informações.
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Boa tarde! E obrigado por compartilhar sua experiência — esse tipo de situação realmente pode ser bem desafiadora no dia a dia. Após uma reversão de ileostomia, especialmente em casos como o seu (com histórico de diverticulite complicada), é relativamente comum que o funcionamento intestinal leve bastante tempo para se readaptar. Em algumas pessoas, o intestino realmente não retorna exatamente ao padrão anterior à cirurgia, o que pode significar evacuações mais frequentes, alterações na consistência das fezes e uma certa urgência evacuatória. Isso acontece porque, durante o tempo em que a ileostomia esteve em funcionamento, a parte final do intestino ficou temporariamente "desativada" — e, ao ser reconectada, pode demorar a recuperar sua capacidade plena de absorção e controle. A evacuação de 4 a 7 vezes por dia, embora incômoda, pode estar dentro do esperado, especialmente se não houver dor intensa, sangramentos ou perda importante de peso. Mas é importante avaliar alguns pontos com o seu médico: Se há sinais de má absorção ou desnutrição; Se há sintomas de síndrome do intestino irritável ou inflamação persistente; Se algum ajuste alimentar ou uso de medicamentos como reguladores de motilidade poderia ajudar a melhorar esse padrão. Em muitos casos, com o tempo, adaptações na alimentação (como incluir fibras de forma equilibrada e evitar irritantes intestinais) e suporte com medicamentos podem ajudar bastante. Caso sinta que isso está afetando muito sua qualidade de vida ou se os sintomas piorarem, vale a pena buscar uma nova avaliação para ver se há algo que possa ser feito de forma mais direcionada. Se quiser conversar com mais calma sobre isso, estou por aqui.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.


