Boa tarde, meu marido foi diagnosticado com Paralisia Supranuclear Progressiva, há seis meses, mais

Boa tarde, meu marido foi diagnosticado com Paralisia Supranuclear Progressiva, há seis meses, mais está evoluindo muito rápido, ,ele faz uso de antidepressivo, mais ultimamente está com uma tristeza muito grande ,além de se recusar a falar . Tem fisioterapeuta 2 x por semana. Não sabemos como proceder.

2 respostas


A Paralisia Supranuclear Progressiva é uma doença grave e incapacitante, infelizmente sem cura...a família precisa mostrar apoio, oferecer conforto. Talvez o aumento da dose do antidepressivo ou a adição de mais um tipo de antidepressivo possa ajudá-lo a enfrentar esse momento tão difícil.

Dra. Denise Leal

Dra. Denise Leal

Neurologista

Florianópolis

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Olá! Boa tarde. Entendo profundamente sua angústia — lidar com a Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP) é um grande desafio para o paciente e para toda a família. Essa é uma doença neurodegenerativa progressiva, que afeta não apenas a mobilidade e o equilíbrio, mas também áreas cerebrais relacionadas à fala, expressão emocional e comportamento. A tristeza intensa e o isolamento que você descreve podem ter múltiplas causas. Parte disso pode estar relacionada à própria evolução neurológica da doença, que altera circuitos cerebrais responsáveis pela motivação, iniciativa e controle emocional. Além disso, é comum que a PSP venha acompanhada de sintomas depressivos reativos, pela consciência das limitações impostas pela doença. O primeiro passo é comunicar o neurologista que acompanha o caso. É importante avaliar se a medicação antidepressiva em uso ainda é adequada ou se há necessidade de ajuste ou associação de outro tratamento, sempre sob prescrição médica. Em muitos casos, pequenas mudanças na dose ou no tipo de antidepressivo trazem melhora significativa do humor e da interação social. Também é essencial que o tratamento continue sendo multidisciplinar. Além da fisioterapia (fundamental para mobilidade e prevenção de quedas), podem ser incluídos: Fonoaudiologia, para auxiliar na fala e deglutição; Psicoterapia de apoio, voltada tanto para o paciente quanto para os cuidadores; Terapia ocupacional, que ajuda na adaptação do ambiente e manutenção da autonomia; Acompanhamento neurológico regular, com foco em qualidade de vida e manejo dos sintomas. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O quadro que você descreve requer avaliação presencial e cuidadosa, pois cada fase da PSP demanda ajustes específicos no tratamento e suporte emocional. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar com segurança e acolhimento, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, oferecendo cuidado especializado em neurologia clínica, distúrbios do movimento e suporte à família, sempre com abordagem técnica e humanizada. Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor CRM: 5732-MT | RQE nº 5835

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.