Bom dia, eu tomei venlafaxina por 4 anos e quando parei desenvolvi uma apreensão constante(100% do t
Bom dia, eu tomei venlafaxina por 4 anos e quando parei desenvolvi uma apreensão constante(100% do tempo estou tenso), minha barriga fica apertada, ombros tensos o tempo todo.. só melhora um pouco a noite, (já tentei recontinuar o remédio e parece que não funciona mais, já tentei outros antidepressivos também e não funcionam, só me deixam mais ansioso ainda). Como proceder?
3 respostas
Bom dia! Antes de consideramos que um medicamento não fez efeito, precisamos que o uso seja contínuo e por pelo menos 1 mês. O psiquiatra vai saber estimar, de acordo com o seu perfil, por quanto tempo deve insistir no medicamento. Também vai avaliar se vale aumentar a dose, associar outro medicamento complementar, ou se é a hora certa de seguir para outro medicamento. O psiquiatra investiga causas físicas para quadros ansiosos; e repensa o diagnóstico para adequar a medicação quando o quadro muda de apresentação. Contraindico fazer esse processo de busca do medicamento por conta própria. Nesse momento é muito importante ter acompanhamento psiquiátrico de perto até a remissão os sintomas de ansiedade.
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O que você descreve é compatível com um estado de hiperativação ansiosa persistente, que pode surgir após descontinuação de venlafaxina, especialmente após uso prolongado. Em alguns casos, ocorre fenômeno de sensibilidade aumentada do sistema nervoso, com tensão muscular contínua, desconforto abdominal e vigilância constante. Quando a reintrodução não funciona ou piora a ansiedade, é importante reconsiderar o diagnóstico e a estratégia terapêutica, em vez de apenas trocar antidepressivos. Pode ser necessário avaliar possibilidade de ansiedade generalizada primária, sensibilização ao desmame, espectro bipolar, ou mesmo resposta paradoxal a ISRS/SNRI. Abordagens não baseadas apenas em antidepressivos podem ser consideradas, como estabilizadores, betabloqueadores para sintomas físicos, psicoterapia focada em regulação autonômica, técnicas de dessensibilização do sistema nervoso e, em alguns casos, intervenções neuromodulatórias. O mais importante é uma reavaliação psiquiátrica cuidadosa e longitudinal. Não significa que você “não tem solução”, mas que talvez o caminho não seja repetir a mesma classe medicamentosa. Caso deseje agendar uma consulta, estarei disponível para te ajudar. Atenciosamente, Dra. Daniele Lacerda
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.



