Caso haja neurossífilis, pode ser ministrado antibióticos como penicilina cristalina diretamente no
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Caso haja neurossífilis, pode ser ministrado antibióticos como penicilina cristalina diretamente no Liquido Cefalorraquidiano? É eficiente?
Não é necessário. O tratamento endovenoso é suficiente.
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Não é necessário administração do antibiótico diretamente no LCR, a penicilina cristalina, que é o tratamento de referência da doença, possui ótima penetração no sistema nervoso central, devendo-se atentar apenas para dose e tempo de duração.
Excelente pergunta — e muito pertinente em contextos neurológicos.
A neurossífilis é uma forma de sífilis tardia em que o agente infeccioso (Treponema pallidum) atinge o sistema nervoso central (SNC) — cérebro, meninges e medula espinhal. O tratamento precisa atingir altas concentrações do antibiótico no líquor (líquido cefalorraquidiano) para erradicar completamente a bactéria.
1⃣ A penicilina cristalina é o tratamento de escolha, mas ela não é injetada diretamente no líquor.
O medicamento é administrado por via intravenosa (na veia), em doses altas e contínuas, justamente porque, em concentrações adequadas no sangue, ela consegue atravessar a barreira hematoencefálica e atingir níveis eficazes no líquor.
O esquema recomendado (segundo o Ministério da Saúde e os protocolos internacionais — CDC e OMS) é:
Penicilina G cristalina 18 a 24 milhões de UI/dia, administrada por via intravenosa (EV), dividida em doses a cada 4 horas (3 a 4 milhões de UI por vez), durante 10 a 14 dias.
Após o tratamento, pode ser feito um reforço com penicilina benzatina intramuscular (2,4 milhões de UI/semana por até 3 semanas), para evitar recidivas.
2⃣ Por que não se aplica penicilina diretamente no líquor?
Aplicações diretas no líquor (via intratecal) seriam altamente arriscadas e não são indicadas.
Essa via pode causar irritação meníngea severa, crises convulsivas e complicações neurológicas graves, além de não trazer benefícios adicionais em relação à infusão intravenosa correta.
O que garante a eficácia do tratamento é:
Usar a dose adequada,
Manter intervalos regulares para manter o nível alto da droga no sangue,
E monitorar a resposta com exames de líquor de controle (geralmente 6 e 12 meses após o tratamento).
3⃣ O tratamento é eficiente?
Sim — quando iniciado precocemente e com o esquema correto, a penicilina cristalina é altamente eficaz e pode reverter sintomas e impedir progressão da doença.
No entanto, se a infecção estiver em fase avançada, algumas sequelas neurológicas podem permanecer (como déficits motores, visuais ou cognitivos).
Por isso, é essencial:
Seguir o esquema completo;
Fazer acompanhamento neurológico e sorológico periódico (VDRL e FTA-ABS);
Repetir exame de líquor após o tratamento, para garantir que o número de células e proteínas tenha normalizado.
Em resumo:
A penicilina cristalina é o tratamento mais eficaz para neurossífilis,
Mas deve ser administrada por via intravenosa, nunca diretamente no líquor,
O tratamento correto, supervisionado por neurologista e infectologista, tem altas taxas de cura e controle da infecção.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O tratamento de neurossífilis deve ser realizado em ambiente hospitalar, com monitoramento clínico e laboratorial contínuo.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, infecções do sistema nervoso e doenças inflamatórias, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
A neurossífilis é uma forma de sífilis tardia em que o agente infeccioso (Treponema pallidum) atinge o sistema nervoso central (SNC) — cérebro, meninges e medula espinhal. O tratamento precisa atingir altas concentrações do antibiótico no líquor (líquido cefalorraquidiano) para erradicar completamente a bactéria.
1⃣ A penicilina cristalina é o tratamento de escolha, mas ela não é injetada diretamente no líquor.
O medicamento é administrado por via intravenosa (na veia), em doses altas e contínuas, justamente porque, em concentrações adequadas no sangue, ela consegue atravessar a barreira hematoencefálica e atingir níveis eficazes no líquor.
O esquema recomendado (segundo o Ministério da Saúde e os protocolos internacionais — CDC e OMS) é:
Penicilina G cristalina 18 a 24 milhões de UI/dia, administrada por via intravenosa (EV), dividida em doses a cada 4 horas (3 a 4 milhões de UI por vez), durante 10 a 14 dias.
Após o tratamento, pode ser feito um reforço com penicilina benzatina intramuscular (2,4 milhões de UI/semana por até 3 semanas), para evitar recidivas.
2⃣ Por que não se aplica penicilina diretamente no líquor?
Aplicações diretas no líquor (via intratecal) seriam altamente arriscadas e não são indicadas.
Essa via pode causar irritação meníngea severa, crises convulsivas e complicações neurológicas graves, além de não trazer benefícios adicionais em relação à infusão intravenosa correta.
O que garante a eficácia do tratamento é:
Usar a dose adequada,
Manter intervalos regulares para manter o nível alto da droga no sangue,
E monitorar a resposta com exames de líquor de controle (geralmente 6 e 12 meses após o tratamento).
3⃣ O tratamento é eficiente?
Sim — quando iniciado precocemente e com o esquema correto, a penicilina cristalina é altamente eficaz e pode reverter sintomas e impedir progressão da doença.
No entanto, se a infecção estiver em fase avançada, algumas sequelas neurológicas podem permanecer (como déficits motores, visuais ou cognitivos).
Por isso, é essencial:
Seguir o esquema completo;
Fazer acompanhamento neurológico e sorológico periódico (VDRL e FTA-ABS);
Repetir exame de líquor após o tratamento, para garantir que o número de células e proteínas tenha normalizado.
Em resumo:
A penicilina cristalina é o tratamento mais eficaz para neurossífilis,
Mas deve ser administrada por via intravenosa, nunca diretamente no líquor,
O tratamento correto, supervisionado por neurologista e infectologista, tem altas taxas de cura e controle da infecção.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O tratamento de neurossífilis deve ser realizado em ambiente hospitalar, com monitoramento clínico e laboratorial contínuo.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, infecções do sistema nervoso e doenças inflamatórias, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
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