Caso haja neurossífilis, pode ser ministrado antibióticos como penicilina cristalina diretamente no

3 respostas
Caso haja neurossífilis, pode ser ministrado antibióticos como penicilina cristalina diretamente no Liquido Cefalorraquidiano? É eficiente?
Dr. Marcos Vinícius Tadao Fujino
Neurologista
São Paulo
Não é necessário. O tratamento endovenoso é suficiente.

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Dr. Gustavo Campbell
Neurologista
São Paulo
Não é necessário administração do antibiótico diretamente no LCR, a penicilina cristalina, que é o tratamento de referência da doença, possui ótima penetração no sistema nervoso central, devendo-se atentar apenas para dose e tempo de duração.
Dra. Mariana M. Sant'Ana
Neurologista, Especialista em dor
Cuiabá
Excelente pergunta — e muito pertinente em contextos neurológicos.

A neurossífilis é uma forma de sífilis tardia em que o agente infeccioso (Treponema pallidum) atinge o sistema nervoso central (SNC) — cérebro, meninges e medula espinhal. O tratamento precisa atingir altas concentrações do antibiótico no líquor (líquido cefalorraquidiano) para erradicar completamente a bactéria.

1⃣ A penicilina cristalina é o tratamento de escolha, mas ela não é injetada diretamente no líquor.
O medicamento é administrado por via intravenosa (na veia), em doses altas e contínuas, justamente porque, em concentrações adequadas no sangue, ela consegue atravessar a barreira hematoencefálica e atingir níveis eficazes no líquor.

O esquema recomendado (segundo o Ministério da Saúde e os protocolos internacionais — CDC e OMS) é:
Penicilina G cristalina 18 a 24 milhões de UI/dia, administrada por via intravenosa (EV), dividida em doses a cada 4 horas (3 a 4 milhões de UI por vez), durante 10 a 14 dias.

Após o tratamento, pode ser feito um reforço com penicilina benzatina intramuscular (2,4 milhões de UI/semana por até 3 semanas), para evitar recidivas.

2⃣ Por que não se aplica penicilina diretamente no líquor?
Aplicações diretas no líquor (via intratecal) seriam altamente arriscadas e não são indicadas.
Essa via pode causar irritação meníngea severa, crises convulsivas e complicações neurológicas graves, além de não trazer benefícios adicionais em relação à infusão intravenosa correta.

O que garante a eficácia do tratamento é:

Usar a dose adequada,

Manter intervalos regulares para manter o nível alto da droga no sangue,

E monitorar a resposta com exames de líquor de controle (geralmente 6 e 12 meses após o tratamento).

3⃣ O tratamento é eficiente?
Sim — quando iniciado precocemente e com o esquema correto, a penicilina cristalina é altamente eficaz e pode reverter sintomas e impedir progressão da doença.
No entanto, se a infecção estiver em fase avançada, algumas sequelas neurológicas podem permanecer (como déficits motores, visuais ou cognitivos).

Por isso, é essencial:

Seguir o esquema completo;

Fazer acompanhamento neurológico e sorológico periódico (VDRL e FTA-ABS);

Repetir exame de líquor após o tratamento, para garantir que o número de células e proteínas tenha normalizado.

Em resumo:

A penicilina cristalina é o tratamento mais eficaz para neurossífilis,

Mas deve ser administrada por via intravenosa, nunca diretamente no líquor,

O tratamento correto, supervisionado por neurologista e infectologista, tem altas taxas de cura e controle da infecção.

Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O tratamento de neurossífilis deve ser realizado em ambiente hospitalar, com monitoramento clínico e laboratorial contínuo.

Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, infecções do sistema nervoso e doenças inflamatórias, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835

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