Como aceitar meu Pai? Mesmo morando com meu pai nunca tive afeto, exemplo, apenas emoções negativas

Como aceitar meu Pai? Mesmo morando com meu pai nunca tive afeto, exemplo, apenas emoções negativas que ele me passou. Fiz terapia e já aceitei o fato dele não ter condições psicológicas de ter sido um pai de verdade. Porém agora depois de adulto tenho muita dificuldade em conviver com ele pois não consigo aceitá-lo pois ele é bastante infantil, explosivo, cheio de manias e parece não ter inteligência emocional nenhuma. Não sei o que fazer pois não o suporto como pessoa.

35 respostas


Olá. Importante buscar um psicólogo/ psicanalista para que possa ter um espaço de escuta sensível e acolhimento para essa questão, pois me parece pela sua escrita que existe uma frustração devido a forma de funcionamento da relação. Talvez haja aceitação que seu pai é alguém complexo, e por isso, não conseguiu exercer a função paterna. Mas o quanto você consegue compreender os seus sentimentos, motivos e a criança mal acolhida que você foi?

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O que você quer aceitar em seu Pai? Será que se trata de aceitar mesmo ou de encontrar a sua medida, no contato com o seu pai? Para além das manias, explosões e a tal infantilidade, existem outros aspectos em relação a ele para você se deparar e talvez consentir com esse pai? A direção seria pensar nos efeitos que esse relacionamento tem para você, o lugar que você se permite ocupar com ele, o lugar que ele ocupa na sua vida, o que diz respeito a você nesse não suportar.... O afeto está ai, com a superfície das emoções negativas mas acompanhado de um vínculo muito importante, caso contrário não teria esse impacto em você. Boa sorte nessa caminhada e avalie se um acompanhamento profissional poderia ser interessante para você!


Aceitar um pai com essas características pode ser um desafio, mas a psicanálise pode oferecer algumas ferramentas valiosas para lidar com essa situação.

Dr. Rubens Torres

Dr. Rubens Torres

Psicanalista

Hortolândia

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De que se trata exatamente: de aceitar seu pai ou de continuar morando com ele? Você quer morar sozinho? Ele precisa de cuidados especiais?


Olá, de acordo com o seu relato, penso que seja importante a busca por análise pessoal ou psicoterapia, fundamentais para o nosso autoconhecimento e desenvolvimento de rotinas e relações mais saudáveis.

Thaís Panke

Thaís Panke

Psicólogo

Porto Alegre

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Conviver com seu pai, especialmente sem ter recebido afeto e com muitas emoções negativas, é desafiador. Para lidar com isso, é importante estabelecer limites claros sobre quanto tempo e de que forma você interage com ele, para proteger sua saúde mental. Aceite que ele tem limitações emocionais e não espere mudanças significativas. Tente desenvolver empatia entendendo a história de vida dele e suas dificuldades, mesmo que isso não justifique seu comportamento. Pratique a comunicação assertiva, expressando seus sentimentos e necessidades de forma clara e sem agressividade. Continue sua própria terapia para suporte contínuo e estratégias específicas. Além disso, dedique tempo a hobbies e atividades que lhe tragam alegria e relaxamento. Cuidar de si mesmo é essencial para lidar melhor com essa convivência difícil.

Solange Sousa

Solange Sousa

Psicanalista

Guarulhos

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É compreensível que seja difícil conviver com alguém que causa emoções negativas e que não atende às expectativas de paternidade. Aceitar seu pai não significa necessariamente ignorar ou justificar o comportamento dele, mas sim encontrar uma maneira de lidar com a situação de uma forma que seja menos prejudicial para você. Aqui estão algumas sugestões que podem ajudar: Estabeleça limites: Defina limites claros sobre como você deseja ser tratado e o que está disposto a tolerar em termos de comportamento do seu pai. Comunique esses limites de forma assertiva e consistente. Foque no que você pode controlar: Concentre-se em cuidar de si mesmo e em suas próprias emoções. Aceitar que você não pode mudar seu pai pode ajudar a reduzir a frustração e o estresse. Pratique a empatia: Tente entender de onde vêm as atitudes e comportamentos do seu pai. Embora isso não justifique o comportamento dele, pode ajudar a criar um pouco de compreensão e tolerância. Encontre apoio: Busque apoio em amigos, familiares ou grupos de apoio que possam entender sua situação e oferecer suporte emocional. Busque terapia: Continuar com a terapia pode ser útil para lidar com suas emoções em relação ao seu pai e desenvolver estratégias de enfrentamento saudáveis. Encontre atividades compartilhadas: Tente encontrar atividades que vocês possam desfrutar juntos, mesmo que sejam pequenas coisas. Isso pode ajudar a fortalecer o relacionamento e criar momentos positivos entre vocês. Aceite que pode ser um processo contínuo: Aceitar seu pai pode ser um processo gradual e pode levar tempo. Esteja aberto a altos e baixos e seja gentil consigo mesmo durante esse processo. Lembre-se de que é importante priorizar sua própria saúde mental e bem-estar. Se conviver com seu pai se tornar insuportável, pode ser necessário considerar opções como reduzir a frequência de interações ou estabelecer limites mais rígidos para proteger sua própria saúde emocional.


Será que é sobre aceitar seu pai ou encontrar seu próprio equilíbrio na relação com ele? Além das manias, explosões e infantilidade, há outros aspectos a considerar. Você está disposto a enfrentar e, talvez, aceitar esses aspectos? Reflita sobre os efeitos desse relacionamento, o espaço que você ocupa, o papel dele em sua vida e o que está por trás do seu desconforto. O afeto existe, apesar das emoções negativas, indicando um vínculo significativo. Para lidar com isso, estabeleça limites claros nas interações para proteger sua saúde mental. Aceite suas limitações emocionais sem esperar mudanças significativas. Desenvolva empatia entendendo sua história de vida, mesmo sem justificar seu comportamento. Pratique comunicação assertiva, expressando seus sentimentos e necessidades claramente e sem agressividade. Continue sua terapia para suporte e estratégias específicas, e dedique tempo a hobbies e atividades que lhe tragam alegria e relaxamento. Cuidar de si mesmo é essencial para lidar melhor com essa convivência difícil. Busque ajuda e siga em direção de seus objetivos. Abraços .


Olá! Não há respostas prontas a situações peculiares. Acredito que se não tens como se afastar morando em espaços diferentes, que se trata de sustentar este convívio com menores danos possíveis. Daí a indicação de análise, pois não é um espaço que objetiva uma resposta necessariamente, mas de reflexão e mudança de posição ao que nos afeta, isso é muito importante no teu caso!

Rute Rodrigues

Rute Rodrigues

Psicólogo

Porto Alegre

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Perdoar o pai, ou a qualquer outra pessoa, não significa conviver com ele. Senão, você estará alimentando aquilo que deve ser eliminado para que possa continuar conseguindo perdoar. Parece paradoxal, mas é isso: afaste-se de quem é tóxico com você. As razões pelas quais seu pai é o que é são dele e você precisa sair disso pra cuidar de si, já que ele não cumpriu devidamente com essa obrigação.

CF

Carmem Farage

Psicólogo

Tangará

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Olá. Indico que você agende par falar desse incômodo e ver o que é possível. O que é essa relação significa para você.


Existem várias alternativas, mas nenhuma formula mágica do tipo "aprenda a aceitar seu pai em 3 passos simples". Deve buscar o que funciona melhor pra você, e se não sabe o que é, a sugestão é investir em autoconhecimento antes dessa busca por aceitação.

Dr. Pedro Burla

Dr. Pedro Burla

Psicólogo

Uberlândia

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O que lhe afeta do seu pai, diz muito de você! Levar essas manias, explosões e a tal infantilidade que você percebe para um setting analítico, contribuirá para construir o seu percurso de autoconhecimento e, assim, dar conta de lidar com esse relacionamento. Sucesso nessa caminhada! Que ela seja interessante para você!


Olá! Eu sugiro que você volte a fazer terapia, talvez outra abordagem. As feridas e traumas entre você e seu pai estão abertas e isso não vai fazer bem a você nem a ele. Esse trauma 'e inconsciente e o seu emocional não esta bem. Com a terapia 'e importante você encontrar-se.


Entendo que a relação com nossos pais pode ser uma das mais difíceis de lidar, especialmente quando as experiências vividas durante a infância foram marcadas por emoções negativas e falta de afeto. É muito positivo que você tenha feito terapia e conseguido aceitar que seu pai não teve condições psicológicas de ser um pai de verdade. Agora, é importante que você reflita sobre a sua relação atual com ele e como essas dificuldades em aceitá-lo estão afetando sua vida. É compreensível que você tenha dificuldade em conviver com alguém que é infantil, explosivo e parece não ter inteligência emocional. Nesse sentido, pode ser útil buscar formas de estabelecer limites saudáveis na relação com seu pai, comunicando claramente suas necessidades e limitações. Você também pode tentar desenvolver estratégias para lidar com as explosões emocionais dele, como se afastar temporariamente da situação ou buscar apoio de amigos e familiares. Além disso, também é importante cuidar de si mesmo e buscar formas de cultivar sentimentos de compaixão e empatia, mesmo diante das dificuldades e limitações de seu pai. Lembre-se de que aceitar alguém não significa concordar com seus comportamentos, mas sim reconhecer e respeitar a sua humanidade e suas próprias limitações. Se essas dificuldades persistirem e estiverem impactando significativamente sua vida e bem-estar, pode ser útil buscar acompanhamento terapêutico para ajudá-lo a lidar com essas questões de forma mais saudável e construtiva. Lembre-se de que o processo de aceitação é gradual e pode demandar tempo e esforço, mas é possível encontrar formas de conviver melhor com seu pai e cuidar de si mesmo no processo.

Claudia Cecilia Daniel

Claudia Cecilia Daniel

Psicólogo

São José dos Campos

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Você quer aceitar seu pai? Ou seria um desejo de conviver com ele? Aceitar dá uma sensação de ter que aceitar tudo. Conviver, compartilhar pode se tratar de criar outro tipo de relação onde você possa fazer mais escolhas, além de aceitar. Acredito que um psicanalista posso te mudar com essas questões.


Poder lidar com os afetos que te atravessam com relação à figura paterna e o papel que seu pai ocupa na sua economia psíquica poderá te ajudar a dar um novo sentido para essas afecções . É importante que tais afetos possam circular em uma sessão de análise/ Psicoterapia, para que possam ser diluídos e transformados, permitindo siga adiante em busca dos novos possíveis.

Dora Costa

Dora Costa

Psicólogo

Brasília

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Olá, O perdão não acontece de forma mágica, não é apenas uma decisão, é preciso antes de tudo compreender como a relação foi construída ao longo da sua vida, quais conflitos se deram ao longo desta caminhada. Algumas vezes os filhos podem estar envolvidos no conflito conjugal dos pais, outras vezes "alianças" inconscientes feita com um dos genitores. O importante é entender que posição hierarquicamente em relação ao seu pai você se encontra? E que posição você gostaria que ele tomasse para que sua vida seja mais feliz? Percebe que muitas vezes não nos damos conta que lugar estamos permitindo ficar? É importante entender tudo isso para que consiga dar de fato um novo olhar a relação de vocês. A terapia familiar sistêmica, traz esse olhar ampliado para além dos indivíduos, trazendo uma nova compreensão e novos posicionamentos. Espero ter ajudado. Caso desejar, estou a disposição. Abçs

Dra. Rosana Paula

Dra. Rosana Paula

Psicólogo

Teresópolis

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A situação que você descreve é, sem dúvida, complexa e cheia de emoções profundas. Aceitar um pai com características pessoais difíceis e um histórico de relacionamento tenso é um grande desafio. A aceitação de um pai nessas condições muitas vezes não significa endossar ou concordar com suas atitudes, mas encontrar uma maneira de conviver com essa realidade de modo que minimize seu impacto negativo sobre você. Aqui estão algumas estratégias que podem ajudar: Refletindo sobre Expectativas Redefinindo Relacionamentos: Pode ser útil redefinir o que significa "aceitar" seu pai. Aceitação pode não significar uma reconciliação completa ou uma convivência harmoniosa, mas talvez encontrar um equilíbrio onde sua interação seja o menos dolorosa possível. Isso pode incluir estabelecer limites saudáveis. Expectativas Realistas: Você já reconheceu que seu pai pode não ter capacidade para ser o pai que você desejava. Manter essa perspectiva pode ajudar a moderar suas expectativas sobre suas interações com ele. Estabelecendo Limites Limites Claros: Definir limites emocionais e físicos é essencial. Decida quais comportamentos você pode tolerar, quais tópicos prefere evitar e quanto tempo você realmente precisa ou quer passar com ele. Comunicação Assertiva: Quando necessário, comunique seus limites a ele de forma clara e respeitosa, explicando como certos comportamentos afetam você. Cuidado Pessoal Auto-cuidado: Continue investindo em seu próprio bem-estar emocional e mental. Isso pode incluir hobbies, atividades relaxantes, exercícios físicos e manter um suporte social ativo. Apoio Terapêutico: Parece que você já teve experiências terapêuticas. Manter ou retomar a terapia pode ser muito útil para explorar seus sentimentos, receber suporte emocional e desenvolver estratégias adicionais para lidar com a situação. Técnicas de Distanciamento Emocional Mindfulness e Meditação: Práticas como mindfulness podem ajudar a cultivar uma atitude de observação sem julgamento, o que pode ser útil para gerenciar reações emocionais durante interações com seu pai. Detachment Compassivo: Isso envolve a prática de se distanciar emocionalmente das atitudes de seu pai, reconhecendo que suas ações refletem suas próprias lutas internas, sem que isso afete sua autoestima. Considerações Finais Reconhecer e aceitar que talvez nunca tenha o tipo de relacionamento que gostaria com seu pai é doloroso, mas também pode ser libertador. Isso pode diminuir a pressão interna por mudanças que talvez nunca venham a ocorrer, permitindo que você invista mais na construção de sua própria vida e felicidade. Buscar apoio, seja em terapia, com amigos, ou em grupos de apoio, pode oferecer o suporte necessário para navegar por essa complexidade emocional.

Dr. Marcelo Paschoal Pizzut

Dr. Marcelo Paschoal Pizzut

Psicólogo

São Sebastião Do Caí

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A situação que você descreve é profundamente desafiadora e emocionalmente complexa. Convivência forçada com alguém que foi uma figura negativa durante a infância, especialmente quando se trata de um pai, pode trazer à tona muitos sentimentos conflituosos. A aceitação de um pai que não correspondeu às expectativas ou às necessidades emocionais pode ser um processo longo e doloroso. Entendendo a Aceitação Aceitar uma pessoa, especialmente um pai que causou dor ou decepção, não significa que você precisa gostar dele ou aprovar seus comportamentos. A aceitação, nesse contexto, é mais sobre encontrar uma maneira de coexistir e seguir em frente sem deixar que o comportamento dele afete sua paz interior de maneira tão intensa. Passos para Lidar com a Situação Reafirme Suas Limitações: Entenda que é natural não conseguir mudar ou "corrigir" as atitudes e comportamentos do seu pai. Ele é quem ele é, com suas limitações e características. O trabalho de aceitação começa por reconhecer que, mesmo que não gostemos ou aprovemos, não temos controle sobre como o outro se comporta. Desenvolva Fronteiras Emocionais: Estabeleça limites claros, tanto físicos quanto emocionais. Isso pode significar restringir o tempo que você passa com ele ou limitando os assuntos que discutem. Limites saudáveis permitem que você proteja sua saúde mental e emocional. Trabalhe a Compaixão: Tente desenvolver uma certa compaixão pelo que ele é e pela sua história. Ele pode ter suas próprias feridas emocionais e limitações que o impedem de agir de maneira mais madura ou afetiva. Embora isso não justifique seus comportamentos, pode ajudá-lo a ver seu pai com uma perspectiva mais distanciada e menos emocionalmente carregada. Crie Espaço para Suas Emoções: Permita-se sentir raiva, frustração e até tristeza em relação ao seu pai. Essas emoções são válidas e parte do processo de aceitação. Encontrar formas saudáveis de expressar essas emoções, como através da escrita, terapia, ou até mesmo conversas com amigos de confiança, pode ser um alívio. Redefina Suas Expectativas: Redefinir as expectativas em relação ao seu pai pode ser uma parte crucial do processo. Se você espera que ele mude ou que se torne a figura paterna que você gostaria que ele fosse, isso pode gerar frustração contínua. Trabalhar na aceitação do que ele é, sem expectativas de mudança, pode ajudar a diminuir o impacto negativo da convivência. Foque em Seu Próprio Crescimento: Utilize essa experiência como uma oportunidade para seu crescimento pessoal. Trabalhe em desenvolver sua própria inteligência emocional, resiliência e capacidade de lidar com situações difíceis. Através disso, você pode aprender a não permitir que o comportamento de outra pessoa controle suas emoções ou bem-estar. Considere a Distância Emocional: Se a convivência com ele estiver prejudicando seriamente sua saúde emocional, pode ser necessário considerar a criação de uma distância maior, seja física ou emocional. Isso não significa cortar laços completamente, mas sim encontrar uma maneira de proteger sua paz interior. Conclusão Aceitar um pai que foi uma fonte de dor e desapontamento é um processo complexo e individual. Envolve reconhecer suas próprias emoções, estabelecer limites saudáveis, e trabalhar em uma aceitação que não implica em aprovação ou proximidade. Se necessário, continuar na terapia ou buscar outras formas de apoio emocional pode ser essencial para lidar com essa situação e encontrar um equilíbrio que funcione para você. Valentina Psicanalista, Neurocientista e Terapeuta Sexual e de Relacionamentos Amorosos


Na terapia você terá oportunidade de investigar os fatos, sentimentos e crenças que formam o seu comportamento. Tendo acesso a estas origens, exercitará o reconhecimento desses atributos de novas formas. Para isso acontecer é necessário muita confiança e conexão entre você e o terapeuta. Esse é o caminho para aceitar e reconhecer a pessoa que é o seu pai. Fico à disposição. Abraço.


ola isso é bem delicado, porem eu indico terapia, para você aprender a lidar com isso fico a disposição


Boa noite! Seria interessante você procurar um profissional para lidar com questões que ainda existem em relação a essa situação.


Sim compreendo pelo que ovcê está passando, realmente o papel paternoé repleto de desajustes que nos provocam esse tipo de reação, por vezes precisamos encontrar nosso lugar entre meio ao que esta acontecendo, coisas que podemos mudar e coisas que precisamos aceitar e respeitar, procure um psicanalista para compreender melhor.


Ola boa tarde, são necessárias sessões de psicanalise, para acessar bloqueios que estão guardados no inconsciente, até sonhos são respostas ou a falta deles... tudo é analisado... te convido para uma sessão. att Psicanalista Patricia Rodrigues

Patricia Rodrigues

Patricia Rodrigues

Psicanalista

Caraguatatuba

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Boa pergunta pra você se fazer em sua psicanálise, com um psicanalista.


Olá! O que você compartilha é muito legítimo e mostra que já houve um caminho importante de elaboração. Mesmo compreendendo as limitações do seu pai, conviver com alguém que ainda provoca incômodo pode ser profundamente desafiador — especialmente quando há marcas antigas de falta de afeto. Na psicanálise, não se trata de forçar uma aceitação ideal, mas de reconhecer o que isso mobiliza em você hoje: os afetos, os impasses e até o que ainda dói ou irrita. A partir disso, é possível encontrar outras formas de se posicionar diante da relação, que respeitem seus limites e não neguem a sua própria história. Fico à disposição para te escutar nesse processo com cuidado e sem julgamentos.

Thiago Sobral

Thiago Sobral

Psicanalista

Rio de Janeiro

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O que você sente é legítimo e humano: aceitar racionalmente que seu pai não soube ser pai não significa que o coração aceita conviver sem dor ou irritação. Uma coisa é entender, outra é conviver. Aceitar seu pai talvez não signifique gostar dele ou conviver de forma próxima, mas sim libertar-se da expectativa de que ele um dia será diferente do que é. Você já entendeu que ele não pôde dar o que você merecia. Agora, talvez o desafio seja permitir-se não carregar a culpa por não querer estar perto. Às vezes, amar ou respeitar um pai não significa proximidade — significa estabelecer limites claros para proteger sua saúde emocional. E isso não é rejeição. É autocuidado. Se conviver te machuca, se distancia sem culpa. Se precisa conviver, mantenha conversas neutras e distantes emocionalmente. Pense nele como alguém doente — alguém que não evoluiu emocionalmente, não porque escolheu ser assim, mas porque não soube fazer diferente. Mas isso não obriga você a ser o “curador” dessa história. Aceitar não é permitir. Aceitar é dizer: “ele é o que é, mas eu não preciso me perder nisso.” Seu pai é apenas um homem limitado. E você tem o direito de proteger o adulto que está tentando ser. Seja gentil consigo. Você já carrega muito. Não precisa carregar ele também.

Samuel Viana

Samuel Viana

Psicanalista

São Paulo

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Conviver com um pai que não correspondeu às expectativas de cuidado e afeto pode ser muito difícil, ainda mais quando na vida adulta continuam surgindo sentimentos de raiva, incômodo ou rejeição. Na psicanálise, entendemos que aceitar não significa concordar ou gostar, mas poder elaborar o lugar que essa figura ocupou (e ocupa) na sua história. Muitas vezes, o que mais pesa não é o que o pai é hoje, mas as marcas deixadas pelo que ele não pôde ser no passado. Falar sobre isso em análise ajuda a diferenciar o que pertence a essa história e o que hoje já pode ser vivido de outro modo, sem tanta carga.


Você é obrigado a aceitá-lo? Não há problema nenhum em renunciar a alguém que não queremos próximo, mesmo que seja da família. Todos na nossa vida são passageiros, só você terá que lidar consigo mesmo até o fim da sua vida, então por que gastar energia com quem não acrescenta? Porém, se você realmente deseja aceitá-lo, conversar com um terapeuta pode ajudá-lo a encontrar a origem dessa rejeição e ver como superá-la.


Aceitar um pai não significa gostar dele, concordar com seus comportamentos ou se submeter a eles. Aceitação, no campo emocional, é antes de tudo reconhecer a realidade como ela é — e você já deu um passo importante ao compreender que ele não teve recursos psíquicos para exercer a função paterna de forma afetiva. O que costuma gerar sofrimento nessa fase adulta é a expectativa, muitas vezes inconsciente, de que esse pai ainda possa mudar, amadurecer ou reparar aquilo que faltou. Quando essa expectativa entra em conflito com a convivência real — marcada por infantilidade, explosões emocionais e ausência de escuta — surge a intolerância, a raiva e o afastamento afetivo. É importante entender que a dificuldade em “suportá-lo” não é falta de evolução emocional sua, mas um limite psíquico legítimo. Conviver com alguém emocionalmente imaturo pode reativar feridas antigas, especialmente quando não houve afeto, proteção ou validação na infância. Nesse contexto, o trabalho terapêutico não é forçar aceitação, mas ajudá-lo a: diferenciar o pai real do pai idealizado que nunca existiu; elaborar o luto pelo vínculo que não pôde ser vivido; construir limites emocionais claros para que a convivência não seja adoecedora; reduzir a culpa por não sentir amor, paciência ou tolerância. Em muitos casos, a relação só se torna possível quando há uma certa distância emocional, mesmo que exista proximidade física. Aceitar, aqui, pode significar reconhecer quem ele é, sem tentar mudá-lo, e ao mesmo tempo preservar a própria saúde emocional. Se esse convívio ainda provoca sofrimento intenso, raiva ou exaustão, retomar ou aprofundar o processo terapêutico pode ajudar a reorganizar esses afetos e a encontrar uma forma mais saudável de se posicionar nessa relação.

Madza Kato

Madza Kato

Psicanalista

Presidente Prudente

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Aceitar um pai não significa gostar, concordar ou conviver sem limites. Você já fez uma parte importante ao compreender que ele não teve recursos emocionais para exercer a função paterna. O que hoje gera sofrimento é a expectativa, ainda que inconsciente, de que ele mude ou seja diferente. Quando isso não acontece, surge irritação, rejeição e exaustão. Em muitos casos, a saída não é forçar aceitação, mas construir limites internos e externos mais claros, reduzindo o contato emocional onde ele adoece você. Aceitar pode significar reconhecer quem ele é, sem tentar corrigi-lo, e se autorizar a preservar sua saúde psíquica. Um trabalho terapêutico contínuo ajuda a elaborar essa raiva, diferenciar responsabilidade do outro da sua, e encontrar uma forma possível de convivência ou distanciamento sem culpa.

Caroline Gonçalves

Caroline Gonçalves

Psicanalista

Belo Horizonte

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É muito doloroso perceber que, mesmo após o esforço de entender as limitações psicológicas do seu pai através da terapia, a convivência diária continua sendo um fardo tão pesado e exaustivo. Existe uma diferença profunda entre a aceitação intelectual, que é quando entendemos que ele não teve recursos para ser o pai que você precisava, e a aceitação emocional na prática, que é conseguir estar ao lado dele sem ser atingido pelas explosões e pela imaturidade que ele apresenta. O que você sente agora é um luto pelo pai que nunca existiu misturado à irritação com o homem real que está diante de você, e é perfeitamente compreensível que você não o suporte como pessoa, pois as atitudes dele ferem não apenas a sua memória de infância, mas também a sua paz no presente. Na psicanálise, entendemos que conviver com alguém que possui uma estrutura infantil e explosiva exige de nós um esforço constante de diferenciação, o que significa aprender a olhar para ele quase como se fosse uma criança grande que não consegue se autorregular. Quando ele explode ou age de forma maníaca, isso diz muito sobre a incapacidade dele de lidar com o próprio mundo interno e não sobre o seu valor ou sobre a sua capacidade de ser filho. No entanto, morar sob o mesmo teto torna essa diferenciação muito mais difícil, pois o ambiente fica saturado por essas emoções negativas, e você acaba sendo drenado na tentativa de manter o equilíbrio que ele mesmo não possui. Para lidar com essa situação sem adoecer, talvez o caminho seja construir o que chamamos de distância interna, mesmo que a distância física ainda não seja possível. Isso envolve parar de esperar que ele aja com inteligência emocional ou que mude o jeito de ser, aceitando que ele é uma pessoa limitada e que você não é o responsável por educá-lo ou salvá-lo de si mesmo. Ao baixar a expectativa de que ele se comporte como um adulto funcional, você pode começar a reagir menos às provocações e às manias dele, protegendo o seu próprio sistema emocional. Tratar a convivência de forma mais neutra e protocolar, como se estivesse lidando com alguém que tem um transtorno que o impede de ser diferente, pode ajudar a diminuir a raiva e a transformar o insuportável em algo que, embora ainda incômodo, não tenha mais o poder de te desestruturar. Se mesmo com essa tentativa de distanciamento a convivência continuar sendo um sofrimento diário, talvez seja necessário planejar passos graduais para uma mudança de ambiente, pois ninguém consegue se curar totalmente de feridas emocionais enquanto ainda está vivendo no lugar onde elas foram causadas. Enquanto isso não acontece, foque em fortalecer a sua rede de apoio externa, nos seus amigos e nos seus próprios interesses, para que a sua vida não gire em torno da dinâmica disfuncional dele. Você já fez o trabalho difícil de compreender as limitações dele; agora, o trabalho é aprender a se priorizar e a criar um espaço de paz dentro de si mesmo, independentemente do caos que ele possa manifestar ao redor. Espero ter ajudado! Fique bem!


O fato de voce ter citado tantos adjetivos me deixou pensativo, talvez voce criou uma barreira interna do tipo "não quero ser igual a ele" e quanto mais vc observa semelhanças mais lhe afasta dele, bom isso so poderia avaliar mesmo a luz de terapia para entender por exemplo como iniciou tudo isso dentro de voce.


Você não é obrigado a conviver com ninguém, mesmo que esse seja seu pai, você é uma pessoa adulta, não precisa carregar mágoas e rancores e pelo visto disse que o perdoou. O fato de perdoar uma pessoa, não significa que você tenha que conviver com ela. O perdão é sua evolução, é sua aceitação para que essa dor ou mágoa não domine sua vida presente e futura. Mas, você total direito de não querer estar por perto. Se precisar, acessa minha agenda na plataforma e agenda uma consulta pois a psicanálise trata dos traumas e como superar situações familiares causadas na infância e adolescência.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.