Como deve ser alimentação de quem tem parkinson?

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Como deve ser alimentação de quem tem parkinson?
Dr. Mauro Reis
Neurologista pediátrico, Pediatra, Neurologista
Nova Iguaçu
A alimentação no Parkinson deve ser pensada para ajudar no controle dos sintomas, manter energia e evitar complicações. Uma dieta equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e proteínas magras, é essencial para manter força e saúde geral. A ingestão de fibras e líquidos deve ser reforçada, porque a constipação é muito comum na doença. Alimentos antioxidantes, como frutas vermelhas, azeite e peixes ricos em ômega-3, podem ajudar a proteger as células nervosas. Um ponto importante é o uso da levodopa: refeições muito ricas em proteína (como carne, leite, ovos) podem atrapalhar a absorção do medicamento, por isso muitas vezes o médico orienta tomar a medicação longe das principais refeições ou ajustar a distribuição das proteínas ao longo do dia. O acompanhamento com nutricionista é fundamental para adaptar a dieta a cada fase da doença.

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Alimentação é uma questão muito importante para quem tem Parkinson. Existem orientações gerais, que servem para todos os pacientes e orientações individuais, que servem para a situação de cada paciente. Estas orientações têm por objetivo não apenas o alívio dos sintomas, mas também aproveitar melhor o efeito dos medicamentos.

1. Preconizar uma dieta equilibrada com frutas, legumes, verduras, grãos integrais, proteínas magras (peixe, frango, ovos, leguminosas) e gorduras boas (azeite, oleaginosas), fracionada em refeições menores e mais frequentes, mantendo hidratação com boa ingestão de líquidos nos intervalos das refeições.
2. Ao mesmo tempo, evitar alimentos ultra processados (embutidos, refrigerantes, frituras), açúcar simples em grandes quantidades e álcool.
3. Maior ingestão de fibras (aveia, chia, linhaça, frutas com casca, vegetais crus) pode previnir a constipação intestinal, muito comum nos pacientes com Parkinson.
4. A fonoaudióloga pode orientar alimentos mais macios, pastosos ou picados, dependendo do estágio da doença, para pacientes que apresentem dificuldade de deglutição.
5. Pacientes com perda de peso progressiva, sarcopeniq e desnutrição podem necessitar refeições mais calóricas e nutritivas, além de suplementos nutricionais orientados por profissionais especialistas em nutrição.

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