Desejaria saber se as pessoas que não estão dentro do Transtorno do Espectro Autista têm hipersensib
3
respostas
Desejaria saber se as pessoas que não estão dentro do Transtorno do Espectro Autista têm hipersensibilidade - muita sensibilidade e/ou hipossensibilidade - pouca sensibilidade.
Não estou dentro do referido Transtorno, pois sou resistente á dores.
Isso é normal?
Não estou dentro do referido Transtorno, pois sou resistente á dores.
Isso é normal?
Os sinais e sintomas presentes em autistas podem ocorrer de forma isolada ou mesmo combinada em muitos casos de pessoas que não preenchem os critérios para transtorno do espectro autista (TEA). Isto leva até alguns autores a contestar a própria existência do transtorno (já que seus sintomas são tão ubíquos de modo independente). Resistência a dores pode ter causas neurológicas ou emocionais/afetivas e mesmo podem decorrer de um processo de aprendizado (por exemplo, alguns soldados de elite, espiões e contra-espiões são treinados a terem maior resistência a estímulos dolorosos). Psiquiatras antigos também encontraram maior insensibilidade a dores em pessoas com personalidade antissocial. A necessidade ou não de tratamento vai depender da causa.
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
Ola, bom dia.
A hipersensibilidade e a hipossensibilidade sensorial não são exclusivas de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Essas características podem ser observadas em indivíduos sem o diagnóstico de TEA também. A sensibilidade varia bastante de pessoa para pessoa, influenciada por fatores genéticos, neurológicos e ambientais.
No seu caso, a resistência à dor, que você descreve como hipossensibilidade, pode ser uma característica individual sua. Algumas pessoas naturalmente têm um limiar de dor mais alto, o que significa que elas sentem menos dor em situações que poderiam ser dolorosas para outras. Isso pode ser considerado normal, desde que não interfira significativamente em sua saúde ou bem-estar.
Se você perceber que essa característica está afetando sua capacidade de detectar situações que normalmente exigiriam atenção médica, como lesões ou condições de saúde que não estão sendo percebidas devido à falta de dor, seria interessante discutir isso em um ambiente médico.
A hipersensibilidade e a hipossensibilidade sensorial não são exclusivas de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Essas características podem ser observadas em indivíduos sem o diagnóstico de TEA também. A sensibilidade varia bastante de pessoa para pessoa, influenciada por fatores genéticos, neurológicos e ambientais.
No seu caso, a resistência à dor, que você descreve como hipossensibilidade, pode ser uma característica individual sua. Algumas pessoas naturalmente têm um limiar de dor mais alto, o que significa que elas sentem menos dor em situações que poderiam ser dolorosas para outras. Isso pode ser considerado normal, desde que não interfira significativamente em sua saúde ou bem-estar.
Se você perceber que essa característica está afetando sua capacidade de detectar situações que normalmente exigiriam atenção médica, como lesões ou condições de saúde que não estão sendo percebidas devido à falta de dor, seria interessante discutir isso em um ambiente médico.
Sim, é absolutamente possível e normal que pessoas fora do Transtorno do Espectro Autista (TEA) tenham variações de sensibilidade, tanto para mais (hipersensibilidade) quanto para menos (hipossensibilidade). Essas características não são exclusivas do autismo.
A diferença é que, no TEA, essas alterações sensoriais costumam ser mais intensas, frequentes e causar prejuízos reais no cotidiano, afetando interação social, comportamento e regulação emocional. Fora do espectro, variações sensoriais podem ocorrer por diversos motivos, sem configurar um transtorno.
No seu caso, ser resistente à dor pode refletir uma hipossensibilidade nociceptiva (baixa sensibilidade à dor), o que pode ter origem genética, neurobiológica, comportamental ou até ser aprendido ao longo da vida (por exemplo, pessoas que passaram por experiências adversas podem desenvolver maior tolerância à dor física).
Resumindo:
Não estar no espectro autista não impede alguém de ter padrões sensoriais diferentes da média. Isso faz parte da diversidade neurobiológica humana. Só é considerado um problema se trouxer prejuízo significativo ou sofrimento. Se não for o seu caso, está tudo certo.
A diferença é que, no TEA, essas alterações sensoriais costumam ser mais intensas, frequentes e causar prejuízos reais no cotidiano, afetando interação social, comportamento e regulação emocional. Fora do espectro, variações sensoriais podem ocorrer por diversos motivos, sem configurar um transtorno.
No seu caso, ser resistente à dor pode refletir uma hipossensibilidade nociceptiva (baixa sensibilidade à dor), o que pode ter origem genética, neurobiológica, comportamental ou até ser aprendido ao longo da vida (por exemplo, pessoas que passaram por experiências adversas podem desenvolver maior tolerância à dor física).
Resumindo:
Não estar no espectro autista não impede alguém de ter padrões sensoriais diferentes da média. Isso faz parte da diversidade neurobiológica humana. Só é considerado um problema se trouxer prejuízo significativo ou sofrimento. Se não for o seu caso, está tudo certo.
Não conseguiu encontrar a resposta que procurava? Faça outra pergunta!
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.