Desejo saber se em psiquiatria é (ou ao menos deveria ser) reconhecido o direito do paciente exercer
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Desejo saber se em psiquiatria é (ou ao menos deveria ser) reconhecido o direito do paciente exercer sua liberdade de escolha a fim de rejeitar tratamento farmacológico e preferir tratamentos considerados alternativos, como fitoterápicos e de cunho religioso e, em caso positivo, por que a maioria dos médicos reage com desdém quando um paciente manifesta suas convicções, chegando a concluir que se uma pessoa não quer utilizar psicofármacos ela não padece de transtornos sérios ou até mesmo está fingindo.
Boa tarde. Não apenas em psiquiatria, mas qualquer tratamento sugerido deve sempre ser orientado no sentido de ser bem aceito pelo cliente; a liberdade de escolha é um direito do cliente, muitas vezes denominado como paciente, que tem o direito de concordar ou não com um tratamento proposto. Particularmente respeito alguns tratamentos ditos "alternativos", muitos já consagrados por seus efeitos benéficos para situações bem definidas. Diante de um quadro onde é imperativo o uso de psicofármacos, cabe ao médico orientar seu paciente sobre a necessidade do tratamento seguir com a utilização de medicamentos convencionais. Um exemplo prático e adequado é a própria psicoterapia, cujos resultados são inquestionáveis quando bem indicada e executada por profissional competente. É importantíssimo que se estabeleça o que denominamos "aliança terapêutica", relação empática entre o médico e seu cliente e vice-versa. Particularmente respeito, dentro do razoável, que o cliente busque tratamentos que realmente resolvam o fenômeno que o preocupa. Certamente existem patologias que não temos comprovação científica que o tratamento alternativo resolva. Cabe ao cliente tomar informações sobre seu diagnóstico e explorar o conhecimento de seu médico em benefício próprio.
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Olá! Na psiquiatria, o respeito à autonomia do paciente é um princípio fundamental — isso inclui o direito de aceitar ou recusar tratamentos, inclusive os farmacológicos. O paciente tem o direito de preferir abordagens alternativas, como o uso de fitoterápicos ou práticas religiosas, desde que esteja devidamente informado sobre os benefícios e os riscos das diferentes opções.
No entanto, infelizmente, ainda há profissionais que reagem com impaciência ou desconfiança diante dessas escolhas, o que pode gerar sensação de desrespeito ou invalidação. Isso não deveria acontecer. Idealmente, o diálogo entre paciente e profissional deve ser baseado na escuta, na empatia e na construção conjunta do plano de cuidados. É possível, sim, tratar transtornos mentais com uma abordagem integrada, respeitando valores individuais e crenças, desde que haja acompanhamento sério e seguro.
Caso você se sinta julgado ou desrespeitado em uma consulta, é legítimo procurar um profissional com quem se sinta mais à vontade, pois o vínculo e a confiança são parte essencial do processo terapêutico.
No entanto, infelizmente, ainda há profissionais que reagem com impaciência ou desconfiança diante dessas escolhas, o que pode gerar sensação de desrespeito ou invalidação. Isso não deveria acontecer. Idealmente, o diálogo entre paciente e profissional deve ser baseado na escuta, na empatia e na construção conjunta do plano de cuidados. É possível, sim, tratar transtornos mentais com uma abordagem integrada, respeitando valores individuais e crenças, desde que haja acompanhamento sério e seguro.
Caso você se sinta julgado ou desrespeitado em uma consulta, é legítimo procurar um profissional com quem se sinta mais à vontade, pois o vínculo e a confiança são parte essencial do processo terapêutico.
Sim, na psiquiatria — assim como em toda a medicina ética e centrada na pessoa — o direito do paciente à autonomia e à recusa de tratamento deve ser plenamente reconhecido e respeitado, desde que o paciente esteja em plena capacidade de decisão (isto é, com juízo preservado e sem comprometimento grave da consciência, cognição ou realidade).
A escolha por tratamentos alternativos, como fitoterápicos, práticas integrativas ou abordagens espirituais e religiosas, é legítima, desde que feita com consciência dos riscos e limitações, e com acesso à informação clara e completa sobre os benefícios e potenciais consequências de não utilizar os tratamentos convencionais. O papel do psiquiatra, nesse contexto, não é impor condutas, mas informar, acolher, orientar e dialogar, buscando o melhor cuidado possível dentro dos limites do que o paciente aceita.
Infelizmente, nem todos os profissionais da área estão preparados para lidar com essas escolhas de forma empática e sem julgamento. Muitos médicos ainda operam com um modelo biomédico mais rígido, em que a recusa ao psicofármaco é interpretada como “negação da doença” ou “falta de gravidade”, o que não apenas fere a relação terapêutica, como também pode reforçar estigmas e afastar o paciente do cuidado.
A psiquiatria moderna, baseada em evidências e na ética do cuidado, reconhece que saúde mental envolve múltiplos fatores — biológicos, psicológicos, sociais, culturais e espirituais — e que a adesão ao tratamento depende não só da eficácia da intervenção, mas da aliança entre médico e paciente. Quando um paciente recusa o uso de psicofármacos, isso não deveria ser motivo de desqualificação do sofrimento, mas sim um convite a aprofundar o diálogo, entender as razões da recusa e buscar caminhos terapêuticos possíveis dentro da realidade e da crença daquele indivíduo.
Você tem direito à sua escolha e merece ser acolhido com respeito e escuta ativa. Se isso não estiver acontecendo, vale considerar procurar um profissional que compartilhe dessa visão de cuidado ético, plural e centrado no paciente.
A escolha por tratamentos alternativos, como fitoterápicos, práticas integrativas ou abordagens espirituais e religiosas, é legítima, desde que feita com consciência dos riscos e limitações, e com acesso à informação clara e completa sobre os benefícios e potenciais consequências de não utilizar os tratamentos convencionais. O papel do psiquiatra, nesse contexto, não é impor condutas, mas informar, acolher, orientar e dialogar, buscando o melhor cuidado possível dentro dos limites do que o paciente aceita.
Infelizmente, nem todos os profissionais da área estão preparados para lidar com essas escolhas de forma empática e sem julgamento. Muitos médicos ainda operam com um modelo biomédico mais rígido, em que a recusa ao psicofármaco é interpretada como “negação da doença” ou “falta de gravidade”, o que não apenas fere a relação terapêutica, como também pode reforçar estigmas e afastar o paciente do cuidado.
A psiquiatria moderna, baseada em evidências e na ética do cuidado, reconhece que saúde mental envolve múltiplos fatores — biológicos, psicológicos, sociais, culturais e espirituais — e que a adesão ao tratamento depende não só da eficácia da intervenção, mas da aliança entre médico e paciente. Quando um paciente recusa o uso de psicofármacos, isso não deveria ser motivo de desqualificação do sofrimento, mas sim um convite a aprofundar o diálogo, entender as razões da recusa e buscar caminhos terapêuticos possíveis dentro da realidade e da crença daquele indivíduo.
Você tem direito à sua escolha e merece ser acolhido com respeito e escuta ativa. Se isso não estiver acontecendo, vale considerar procurar um profissional que compartilhe dessa visão de cuidado ético, plural e centrado no paciente.
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