devido a uma doença autoimune nos olhos, tomo prednisona há 16 meses (em adição à azatioprina) e meu
devido a uma doença autoimune nos olhos, tomo prednisona há 16 meses (em adição à azatioprina) e meu neuro-oftalmologista quer manter uma dose 7,5mg por algum tempo ainda Posso iniciar um tratamento pra sindrome de cushing (ou algum tipo de tratamento para desinchar) mesmo enquanto ainda tomo a prednisona? Muitro obrigada
6 respostas
Olá, de forma geral não existe um tratamento que vá de encontro aos efeitos colaterais da Prednisona. O melhor a ser feito é tentar manter um estilo de vida saudável, com alimentação regrada e atividade física regular, dentro do possível, para controle de possíveis efeitos colaterais, como ganho de peso, alteração na pressão e na glicose. Em algumas situações também é indicado a reposição de vitamina D pelo maior risco de alteração óssea com a medicação.
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Olá! Quando o uso de corticoide, como a prednisona, é prolongado, podem surgir efeitos semelhantes à síndrome de Cushing medicamentosa, com retenção de líquido e alterações metabólicas. No entanto, não é indicado iniciar tratamento específico para “síndrome de Cushing” enquanto você ainda precisa do corticoide, pois o quadro é secundário ao próprio medicamento. O ideal é ajustar a dose gradualmente, sob orientação médica, e adotar medidas para minimizar os efeitos, como alimentação com menos sódio, acompanhamento endocrinológico e monitoramento de glicemia, colesterol e massa muscular. Dr. Vinícius Torrez Santa Maria Endocrinologia | CRM 226066
Só é possível tratar o Cushing iatrogênico “de fato” após a suspensão gradual da prednisona, quando o eixo cortisol-natural começa a se recuperar. não inicie tratamento para Cushing agora.o foco deve ser controlar os efeitos colaterais metabólicos da prednisona, sem interferir no tratamento da doença autoimune.
O uso prolongado de prednisona pode produzir alterações semelhantes às observadas na síndrome de Cushing, como aumento de peso, retenção de líquidos, aumento da glicemia, pressão arterial elevada, alterações cutâneas e perda de massa muscular. Entretanto, quando a prednisona é necessária para controlar uma doença autoimune, não é seguro simplesmente utilizar outro medicamento para “cortar” seus efeitos, porque isso pode comprometer o tratamento da doença de base. A síndrome de Cushing causada por corticoide exógeno é diferente da produção excessiva de cortisol pelo próprio organismo e geralmente é manejada pela redução gradual do corticoide quando clinicamente possível, sob supervisão médica. Como você ainda necessita de 7,5 mg de prednisona, qualquer redução deve ser feita pelo especialista responsável. O endocrinologista pode avaliar glicemia, pressão arterial, peso, composição corporal, saúde óssea e outros efeitos metabólicos do corticoide, além de orientar medidas para minimizar complicações durante o tratamento.
O uso prolongado de prednisona pode causar características semelhantes às da síndrome de Cushing, chamadas de síndrome de Cushing exógena, devido ao excesso de glicocorticoide administrado pelo tratamento. Porém, não é seguro iniciar medicamentos para “tratar Cushing” ou simplesmente “desinchar” enquanto a prednisona ainda é necessária, sem avaliação endocrinológica. Quando o corticoide é indispensável para controlar uma doença autoimune, a prioridade é manter a menor dose eficaz, sempre em conjunto com o especialista responsável. A retirada ou redução da prednisona também deve ser gradual e supervisionada, pois o organismo pode apresentar supressão da produção natural de cortisol.
O uso prolongado de prednisona pode produzir características semelhantes às da síndrome de Cushing, chamadas de hipercortisolismo exógeno, como ganho de peso, retenção de líquidos, aumento da glicemia e alterações na distribuição da gordura. Entretanto, enquanto a prednisona é necessária para controlar uma doença autoimune, não se deve simplesmente iniciar medicamentos para “bloquear o cortisol” ou interromper o corticoide por conta própria. A redução precisa ser cuidadosamente planejada, pois o organismo pode apresentar supressão das adrenais após uso prolongado. O endocrinologista pode avaliar peso, pressão arterial, glicemia, eletrólitos e risco ósseo, além de trabalhar em conjunto com o especialista responsável pela doença de base.
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