devido a uma doença autoimune nos olhos, tomo prednisona há 16 meses (em adição à azatioprina) e meu

devido a uma doença autoimune nos olhos, tomo prednisona há 16 meses (em adição à azatioprina) e meu neuro-oftalmologista quer manter uma dose 7,5mg por algum tempo ainda Posso iniciar um tratamento pra sindrome de cushing (ou algum tipo de tratamento para desinchar) mesmo enquanto ainda tomo a prednisona? Muitro obrigada

6 respostas


Olá, de forma geral não existe um tratamento que vá de encontro aos efeitos colaterais da Prednisona. O melhor a ser feito é tentar manter um estilo de vida saudável, com alimentação regrada e atividade física regular, dentro do possível, para controle de possíveis efeitos colaterais, como ganho de peso, alteração na pressão e na glicose. Em algumas situações também é indicado a reposição de vitamina D pelo maior risco de alteração óssea com a medicação.

Dr. Felipe Mágero

Dr. Felipe Mágero

Endocrinologista

Carpina

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Olá! Quando o uso de corticoide, como a prednisona, é prolongado, podem surgir efeitos semelhantes à síndrome de Cushing medicamentosa, com retenção de líquido e alterações metabólicas. No entanto, não é indicado iniciar tratamento específico para “síndrome de Cushing” enquanto você ainda precisa do corticoide, pois o quadro é secundário ao próprio medicamento. O ideal é ajustar a dose gradualmente, sob orientação médica, e adotar medidas para minimizar os efeitos, como alimentação com menos sódio, acompanhamento endocrinológico e monitoramento de glicemia, colesterol e massa muscular. Dr. Vinícius Torrez Santa Maria Endocrinologia | CRM 226066


Só é possível tratar o Cushing iatrogênico “de fato” após a suspensão gradual da prednisona, quando o eixo cortisol-natural começa a se recuperar. não inicie tratamento para Cushing agora.o foco deve ser controlar os efeitos colaterais metabólicos da prednisona, sem interferir no tratamento da doença autoimune.

Dra. Raquel Martins

Dra. Raquel Martins

Endocrinologista

São Paulo

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O uso prolongado de prednisona pode produzir alterações semelhantes às observadas na síndrome de Cushing, como aumento de peso, retenção de líquidos, aumento da glicemia, pressão arterial elevada, alterações cutâneas e perda de massa muscular. Entretanto, quando a prednisona é necessária para controlar uma doença autoimune, não é seguro simplesmente utilizar outro medicamento para “cortar” seus efeitos, porque isso pode comprometer o tratamento da doença de base. A síndrome de Cushing causada por corticoide exógeno é diferente da produção excessiva de cortisol pelo próprio organismo e geralmente é manejada pela redução gradual do corticoide quando clinicamente possível, sob supervisão médica. Como você ainda necessita de 7,5 mg de prednisona, qualquer redução deve ser feita pelo especialista responsável. O endocrinologista pode avaliar glicemia, pressão arterial, peso, composição corporal, saúde óssea e outros efeitos metabólicos do corticoide, além de orientar medidas para minimizar complicações durante o tratamento.

Dr. Igor Bernardes

Dr. Igor Bernardes

Endocrinologista

São Paulo

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O uso prolongado de prednisona pode causar características semelhantes às da síndrome de Cushing, chamadas de síndrome de Cushing exógena, devido ao excesso de glicocorticoide administrado pelo tratamento. Porém, não é seguro iniciar medicamentos para “tratar Cushing” ou simplesmente “desinchar” enquanto a prednisona ainda é necessária, sem avaliação endocrinológica. Quando o corticoide é indispensável para controlar uma doença autoimune, a prioridade é manter a menor dose eficaz, sempre em conjunto com o especialista responsável. A retirada ou redução da prednisona também deve ser gradual e supervisionada, pois o organismo pode apresentar supressão da produção natural de cortisol.

Dr. Pablo Leal

Dr. Pablo Leal

Endocrinologista

Rio de Janeiro

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O uso prolongado de prednisona pode produzir características semelhantes às da síndrome de Cushing, chamadas de hipercortisolismo exógeno, como ganho de peso, retenção de líquidos, aumento da glicemia e alterações na distribuição da gordura. Entretanto, enquanto a prednisona é necessária para controlar uma doença autoimune, não se deve simplesmente iniciar medicamentos para “bloquear o cortisol” ou interromper o corticoide por conta própria. A redução precisa ser cuidadosamente planejada, pois o organismo pode apresentar supressão das adrenais após uso prolongado. O endocrinologista pode avaliar peso, pressão arterial, glicemia, eletrólitos e risco ósseo, além de trabalhar em conjunto com o especialista responsável pela doença de base.

Dr. Filipe Tomaz

Dr. Filipe Tomaz

Endocrinologista

Belo Horizonte

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