Dizem que alguns médicos estão suspendendo, temporariamente, os ARVs em pessoas que tomam a medicação
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Dizem que alguns médicos estão suspendendo, temporariamente, os ARVs em pessoas que tomam a medicação a muito tempo e o vírus já está indetectável a muito tempo, a fim de que o corpo "descanse um pouco" dos medicamentos. Isso não seria arriscado ?
Não existe nenhuma evidência clínica concreta dessa prática. Muito pelo contrário, considerando tudo o que conhecemos hoje sobre o vírus HIV e seu comportamento no corpo só nos leva a desencorajar esta conduta. Primeiro porque a interrupção da medicação leva à criação de resistência medicamentosa pelo vírus, diminuindo as opções terapêuiticas. Além disso a circulação de qualquer quantidade de virus no sangue, mesmo que pouca, leva a várias complicações a longo prazo que vão muito além da queda da imunidade pelo ataque às celulas CD4, ele causa uma inflamação crônica causando um envelhecimento precoce de todo o organismo (perda de massa muscular, enfraquecimento ósseo, demência entre várias outras coisas).
É certo que os ARVs possuem sua toxicidade como toda medicação e isso pode ser controlado e prevenido, mas o BENEFÍCIO DE SEU USO CONTINUO ABSOLUTAMENTE SUPERA SEUS RISCOS.
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Sim, isso seria considerado arriscado e não faz parte da conduta médica recomendada atualmente. Em infectologia, quando uma pessoa com HIV está com carga viral indetectável por uso regular de antirretrovirais, isso significa que o tratamento está funcionando corretamente e controlando o vírus, mas não que ele foi eliminado do organismo. O HIV permanece em reservatórios no corpo e, ao suspender a medicação, mesmo após longos períodos de indetectabilidade, existe uma alta chance de o vírus voltar a se replicar em poucos dias ou semanas, com aumento da carga viral e possível queda da imunidade. Essa retomada pode levar a piora clínica, aumento do risco de infecções oportunistas dependendo do estado imunológico, além de inflamação sistêmica e possível desenvolvimento de resistência aos medicamentos caso a interrupção não seja bem indicada e monitorada. A ideia de “dar descanso ao organismo” não é suportada pelas diretrizes médicas atuais, porque os benefícios do uso contínuo dos antirretrovirais são bem estabelecidos, incluindo controle da infecção, preservação do sistema imunológico e redução de complicações a longo prazo. Suspensões de tratamento só são consideradas em situações muito específicas, como efeitos adversos graves, contextos de pesquisa clínica ou decisão médica individualizada com acompanhamento rigoroso, nunca como estratégia rotineira. O conceito atual é que manter o HIV indetectável depende diretamente da continuidade do tratamento, e interromper por conta própria pode reverter todo o controle conquistado. O anti-inflamatório pode ajudar no alívio da dor, mas se esse sintoma está se repetindo ou persistindo, o ideal é uma avaliação clínica para investigar a causa e evitar uso frequente da medicação. Em consulta conseguimos analisar melhor e, se necessário, solicitar exames. Clínica médica clínico geral medicina preventiva avaliação clínica consulta médica completa cansaço fadiga falta de energia emagrecimento dificuldade para emagrecer metabolismo síndrome metabólica resistência à insulina ganho de peso alterações metabólicas check-up de saúde exames de rotina avaliação de exames investigação clínica consulta detalhada telemedicina consulta online atendimento remoto acompanhamento à distância medicina digital atencioso explicação clara consulta detalhada investigativo atendimento humanizado
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