Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?

Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?

9 respostas


Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca e a cardiomiopatia estão estáveis, mas isso não deve ser decidido apenas pela idade ou pelo diagnóstico. Se há falta de ar em repouso, inchaço recente, dor no peito, arritmia ou internação recente, é melhor adiar e avaliar. Converse antes com o cardiologista que acompanha o caso.

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Não há contraindicação em viagens de avião com a presença de cardiomiopatia hipertrófica.


Sua preocupação é pertinente e essa é uma avaliação que precisa ser feita individualmente, não por diagnóstico. Explico o que pesa nessa decisão. A cabine da aeronave é pressurizada em um nível equivalente a cerca de dois mil e quinhentos metros de altitude, o que reduz a oferta de oxigênio no sangue. Uma pessoa com boa reserva cardíaca se adapta sem dificuldade, mas quem tem insuficiência cardíaca pode ter essa reserva reduzida. Somam-se ainda a imobilidade prolongada, que aumenta o risco de trombose venosa, e as mudanças de rotina em viagem, como alteração no horário dos medicamentos, consumo maior de sal e menor ingestão de líquidos, fatores que podem descompensar o quadro. Na prática, pacientes estáveis, com boa tolerância às atividades do dia a dia e sem internação ou piora recente, costumam viajar com segurança e com orientações específicas. Já a presença de falta de ar em esforços leves ou em repouso, inchaço progressivo, ganho rápido de peso, arritmias não controladas ou descompensação nas últimas semanas muda completamente essa análise. É por isso que a liberação depende de exame físico, avaliação da classe funcional e revisão do ecocardiograma e do eletrocardiograma. O ideal é agendarmos uma consulta antes da compra das passagens, para avaliarmos a condição atual, liberar a viagem com segurança e deixar um plano por escrito com orientações sobre medicações, hidratação e o que fazer em caso de sintomas durante o trajeto. Estou à disposição


Em geral, pacientes com cardiomiopatia hipertrófica e insuficiência cardíaca podem viajar de avião quando a doença está estável e bem controlada. Porém, aos 68 anos e com essas condições, é importante uma avaliação do cardiologista antes da viagem, principalmente se houver falta de ar, inchaço, palpitações, desmaios ou piora recente dos sintomas.


Em geral, pacientes com cardiomiopatia hipertrófica apical podem viajar de avião, desde que estejam clinicamente estáveis e assintomaticos. No entanto, quando há também insuficiência cardíaca, é importante avaliar antes da viagem se existem sintomas como falta de ar, dor no peito, palpitações, desmaios ou inchaço, além do grau de controle da doença. Portanto, a idade e o diagnóstico isoladamente não contraindicam o voo, mas é recomendável uma avaliação com o cardiologista antes da viagem para confirmar que o paciente está em condições seguras para voar.

Dra. Juliana Duarte

Dra. Juliana Duarte

Cardiologista

Santo André

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Sim. Em geral, a cardiomiopatia hipertrófica apical, por si só, não contraindica viagens de avião. O principal é saber se a insuficiência cardíaca está estável e bem controlada. Pacientes sem descompensação recente, sem falta de ar importante em repouso, dor no peito, desmaios ou arritmias não controladas geralmente podem viajar. A literatura mostra que pacientes com insuficiência cardíaca crônica estável costumam tolerar adequadamente a redução de oxigênio existente na cabine dos aviões. Por outro lado, se houver insuficiência cardíaca descompensada, sintomas importantes aos pequenos esforços ou em repouso, arritmias recentes ou necessidade de oxigênio, a viagem deve ser reavaliada e eventualmente adiada. Na cardiomiopatia hipertrófica também é importante avaliar individualmente risco de arritmias, desmaios e outros marcadores de maior risco. Portanto: aos 68 anos, pode viajar de avião sim, desde que a doença esteja tudo bem controlado. O ideal é uma avaliação cardiológica antes da viagem, especialmente se o voo for longo ou houver sintomas recentes.


Precisa saber qual a funcionalidade atual, se ele está evoluindo com insuficiência cardíaca, qual a classificação da IC, e se a Hipertrofia causa grau de obstrução do ventrículo. Depois dessas avaliações ele pode ser liberado ou não a depender dessas respostas. Se cuide, boa sorte! ;)


provavelmente sim, depende dos sintomas e do uso regular de medicações. Procure seu cardiologista ou marque consulta online para avaliação e orientação.

Dr. Janio Araruna Carvalho

Dr. Janio Araruna Carvalho

Especialista em Diagnóstico por imagem

Arapiraca

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Desde que esteja com a doença compensada, com medicações em dia, sem ser caracterizado quadro grave, não há contra-indicações.

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