É possível uma pessoa com confusao mental devido há muitas horas anestesiada, e falta de remédios co
É possível uma pessoa com confusao mental devido há muitas horas anestesiada, e falta de remédios controlados usados hábitualmente, ter alucinações e lembrar de detalhes ?
8 respostas
A sua pergunta não está muito bem formulada, mas vou tentar responder com base no que suponho que você quisesse perguntar. Confusão mental prolongada após anestesia não é habitual, mas pode ocorrer, devido a uma série de fatores como, por exemplo, idade avançada, presença de outras doenças que deixem o organismo mais propenso a desequilíbrios e combinação de muitas medicações simultaneamente (em princípio, o anestesista deve saber quais medicações que o paciente toma e como isto interage com a anestesia mas, dependendo do número e se a anestesia for em caráter emergencial, isto pode ficar dificultado). A suspensão abrupta de medicações que a pessoa toma também pode facilitar um estado confusional. Quanto às alucinações (definidas como vivências sensoriais sem a presença de estímulos externos correspondentes), que podem ser de sons, vozes, visões ou mesmo alucinação de sensações físicas pode ocorrer, sim, que as pessoas se lembrem bem delas, após se recuperarem.
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Olá! É possível sim, o ideal seria entender com maiores detalhes sobre o ocorrido. Fica a vontade para falarmos, grande abraço
Sim. isso é possível, como já explanou Dr. Ivan mas para acompanhar esses efeitos colaterais da medicação seria interessante um acompanhamento psicológico também
Confusão mental prolongada após anestesia não é habitual, mas pode ocorrer, devido a uma série de fatores como, por exemplo, idade avançada, presença de outras doenças que deixem o organismo mais propenso a desequilíbrios e combinação de muitas medicações simultaneamente (em princípio, o anestesista deve saber quais medicações que o paciente toma e como isto interage com a anestesia mas, dependendo do número e se a anestesia for em caráter emergencial, isto pode ficar dificultado). A suspensão abrupta de medicações que a pessoa toma também pode facilitar um estado confusional. Quanto às alucinações (definidas como vivências sensoriais sem a presença de estímulos externos correspondentes), que podem ser de sons, vozes, visões ou mesmo alucinação de sensações físicas pode ocorrer, sim, que as pessoas se lembrem bem delas, após se recuperarem.
Creio que não seja habitual mas, possível sim. Cada organismo responde de forma diferente aos medicamentos. Além disso, precisamos considerar com certeza absoluta que, quando da hospitalização do sujeito, há uma ressignificação de seu estado geral global. A hospitalização em sí já causa na maioria das pessoas, acontecimentos bem singulares que precisam ser levados em conta. As vezes não é o medicamento apenas mas sim, um sentimento de falta de governo sobre si mesmo. Verificado tranquilamente com um psicólogo.
É possível sim. Cada pessoa tem uma história pessoal, experiências de temor e fobias diante de enfermidades. A incidência depende também do momento atual do paciente. Em muitos casos a pessoa necessita se adaptar à sua nova realidade e isso proporciona um suporte emocional significativo.
Sim, é perfeitamente possível que uma pessoa desenvolva confusão mental, alucinações e lembranças vívidas após um período prolongado sob anestesia, especialmente quando há suspensão abrupta de medicamentos de uso contínuo. Esse quadro é conhecido na medicina como delirium pós-operatório ou síndrome confusional aguda, e pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, mas é mais frequente em quem já faz uso de psicotrópicos, antidepressivos, ansiolíticos ou anticonvulsivantes. Durante a anestesia, o cérebro passa por um estado de supressão profunda da consciência, e a recuperação nem sempre é linear — pode haver desregulação transitória dos neurotransmissores (como acetilcolina, dopamina e GABA), o que provoca alucinações visuais, desorientação, memórias fragmentadas e sonhos vívidos que se misturam à realidade. Além disso, a falta repentina dos medicamentos habituais pode intensificar o desequilíbrio neuroquímico, resultando em síndrome de abstinência farmacológica, especialmente se a pessoa faz uso crônico de benzodiazepínicos (como clonazepam, diazepam), antidepressivos ISRS, antipsicóticos ou anticonvulsivantes. Esses fatores, somados ao estresse cirúrgico, jejum, dor, privação de sono e desidratação, criam o ambiente ideal para o surgimento de confusão mental e sintomas psicóticos transitórios. É interessante notar que muitos pacientes realmente lembram de fragmentos de vivências, vozes ou imagens durante o episódio — essas recordações podem parecer muito reais, pois o cérebro tenta reorganizar a memória recente durante o período de desorientação. Embora a maioria dos casos se resolva espontaneamente em horas ou dias, é fundamental garantir que a pessoa retome o uso dos medicamentos habituais (sob orientação médica) e receba suporte adequado, pois o delirium pode deixar confusão residual temporária. Se os sintomas persistirem por mais de 48 horas ou houver delírios estruturados, agitação ou insônia severa, o neurologista deve ser consultado para reavaliação e, se necessário, uso de medicamentos estabilizadores do sistema nervoso. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, delirium, efeitos da anestesia e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira - Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.






