É verdade que transtorno de ansiedade diminui a expectativa de vida? Mesmo fazendo a tratamento dire

3 respostas
É verdade que transtorno de ansiedade diminui a expectativa de vida? Mesmo fazendo a tratamento direito diminui a expectativa de vida também ?
Dra. Larissa Belon Albuquerque
Psiquiatra, Médico perito
São Paulo
Olá, quem tem transtorno de ansiedade pode ter uma piora na qualidade de vida , onde com o tratamento melhora muito. Não diminui a expectativa de vida.

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Dr. Jonathan Marcolini
Psiquiatra
São Paulo
Embora o TAG por si só não seja uma causa direta de redução da expectativa de vida, suas consequências e comorbidades podem contribuir para esse efeito, como: Evolução para depressão (podendo aumentar o risco de suicídio); Pior estilo de vida (a ansiedade crônica pode levar a comportamentos de enfrentamento prejudiciais, como abuso de substâncias, alimentação pouco saudável e falta de atividade física, que podem contribuir para uma saúde física ruim); Pior acesso e adesão ao tratamento (pessoas com TAG podem ter dificuldade em acessar ou aderir a tratamentos médicos diversos devido à ansiedade, inclusive as vezes, de ir ao médico, o que pode levar a um tratamento inadequado de outras condições de saúde); Estresse crônico (a ansiedade crônica pode levar a níveis elevados de cortisol e outros hormônios do estresse, que têm efeitos prejudiciais no corpo a longo prazo, como a supressão do sistema imunológico e aumento do risco de doenças crônicas). Em resumo, enquanto o TAG em si não reduz diretamente a expectativa de vida, seus efeitos indiretos e comorbidades podem contribuir para uma redução na longevidade. Ou seja, fazendo o tratamento corretamente e melhorando as questões comportamentais de estilo de vida, você não terá sua expectativa de vida diminuída. Vale lembrar que esses estudos de expectativa de vida são feitos em larga escala e, individualmente, pode não corresponder à sua realidade. Abraço!
Olá! Essa é uma pergunta muito importante. Os transtornos ansiosos (como o Transtorno de Ansiedade Generalizada; Transtorno de Ansiedade Social - também conhecido como Fobia Social; Transtorno do Pânico; dentre outros) quando não tratados, podem estar relacionados à diminuição da expectativa de vida, sim.

Os transtornos ansiosos não tratados estão fortemente associados a um aumento na prevalência de inúmeras comorbidades, tanto orgânicas (físicas) quanto psíquicas (outros transtornos psiquiátricos). Isso significa que se você tem um transtorno ansioso e não trata, o risco de vir a desenvolver outras doenças é muito maior, assim como o risco de outras condições médicas virem a piorar ou até mesmo agudizar.

Essa associação contribui para uma maior morbimortalidade, de forma que pode se associar à redução da expectativa de vida.

O não reconhecimento e o não tratamento dos transtornos de ansiedade podem elevar substancialmente a prevalência de doenças clínicas e psiquiátricas, o que pode impactar diretamente na expectativa de vida, porém, não precisa se preocupar.

Um plano terapêutico completo e individualizado, levando em conta intervenções farmacológicas, intervenções psicoterapêuticas, análise e implementação de modificações no estilo de vida; gerando controle adequado do quadro ansioso e promovendo o seu bem estar, é capaz de reverter esse risco.

Vale observar que é essencial manter um acompanhamento médico especializado durante todo o processo de tratamento, para assim garantir a segurança e eficácia do mesmo.

Fico à disposição para uma avaliação individualizada e ajudar, caso venha a precisar. Se a ansiedade tem tornado seu dia a dia mais difícil ou afetado o seu bem-estar, lembra-se: você não está sozinho. A melhora é possível, e o primeiro passo é buscar uma ajuda profissional.

Acredito em uma abordagem em Saúde Mental de forma integrada, levando, sim, em consideração as intervenções farmacológicas, mas nunca deixando de lado as outras áreas de nossas vidas, visando sempre o equilíbrio.

Um forte abraço,
Dr. Augusto Kiyomura

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