Em caso de meningioma na clinóide e tubérculo selar com extensão intra-orbitária envolvendo a bainha

2 respostas
Em caso de meningioma na clinóide e tubérculo selar com extensão intra-orbitária envolvendo a bainha do nervo óptico e paciente sem perda de visão, a cirurgia é indicada? A dúvida está relacionada pelo tumor estar envolvendo o nervo óptico, o risco de perda de visão nesse caso é grande?
Há alguma técnica (Ex: uso de 5 ALA) que poderia remover todo tumor sem lesionar a irrigação do nervo óptico?
Dra. Doralice Batista
Neurocirurgião
Cachoeiro de Itapemirim
Olá meningiomas da clinóide são lesões desafiadoras. Pra definir qual tratamento adotar, a idade do paciente, tamanho da lesão e grau de envolvimento do nervo optico são dados imprescindíveis. É recomendado que exames aprofundados da visão do paciente sejam realizados, tal como campimetria, fundo de olho, pois mesmo que o paciente não perceba alteração visual , pode haver alterações na função do nervo. Quantificar essa informação é importante para a tomada de decisão.

Infelizmente o risco de perda visual existe em qualquer cenário: não operar implica em risco de crescimento tumoral e compressão do nervo pelo tumor e operar exige manipulação muito próximo do nervo para ressecar o tumor de forma eficiente. Porem existem sim recursos (microscopios de ultima geração, aspirador ultrassônico) que podem aumentar a chance de preservação do nervo. O 5 ALA em específico tem como função primordial de nos ajudar a identificar o tecido tumoral quando ele é infiltrativo no cérebro ou difícil de diferenciar do tecido cerebral. Nos meningiomas geralmente é bem distindo. Portanto o 5 ALA pode até ser usado, mas não consideraria esse o fator de maior relevância para preservação da visão.

Converse com seu médico, hoje a Neurocirurgia visa primordialmente a SEGURANÇA do paciente. E apesar de haver sim riscos, há também a possibilidade de ressecção e preservação da função do nervo.

Espero ter sido útil e ter ajudado para uma decisão com mais informação.

Desejos sinceros de saúde e recuperação breve!

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Bom dia ! A cirurgia para um meningioma na clinoide e tubérculo selar com extensão intra-orbitária envolvendo a bainha do nervo óptico deve ser avaliada com extremo cuidado. Apesar do paciente não apresentar perda de visão no momento, a decisão de operar depende de fatores como o tamanho do tumor, a taxa de crescimento, sintomas associados e a experiência da equipe cirúrgica.

Pontos importantes na indicação cirúrgica:
Envolvimento do nervo óptico:

Quando o tumor envolve a bainha do nervo óptico, o risco de comprometimento visual durante a cirurgia é significativo. Isso ocorre devido à proximidade das estruturas neurovasculares críticas.
Risco de progressão:

Mesmo sem sintomas visuais, tumores nessa localização têm potencial de crescimento que pode comprimir o nervo óptico e causar perda de visão no futuro.
Abordagem conservadora versus cirúrgica:

Em casos assintomáticos e sem sinais de compressão ativa, pode-se optar por observação com acompanhamento por ressonância magnética periódica.
A cirurgia é indicada se houver:
Crescimento tumoral significativo.
Sintomas progressivos.
Risco iminente de perda visual.

Riscos de perda de visão na cirurgia:
O risco de perda de visão depende da experiência do cirurgião, técnica utilizada, extensão do tumor e grau de adesão ao nervo óptico e por fim, da preservação da irrigação arterial do nervo óptico (ramo da artéria oftálmica e suas variações).

Esse risco pode ser alto em tumores intimamente aderidos ao nervo ou estruturas vasculares.

O 5-ALA, é muito útil em tumor do cérebro, enquanto meningiomas podem ser definidos como tumores ao redor do cérebro, por isso sua utilidade é limitada. Mas temos outros artifícios como Indocianina Verde que pode ser usada para avaliar a circulação do nervo óptico. Embora exista técnicas e tecnologias novas, o desfecho depende mais da técnica microcirúrgica.

Concluindo, a cirurgia pode ser indicada, mas o risco de lesão ao nervo óptico é real. O objetivo é preservar a visão enquanto remove a maior parte do tumor. Discuta com um neurocirurgião experiente em base de crânio as opções, incluindo abordagens menos agressivas ou com preservação funcional. Em centros especializados, técnicas modernas e monitoramento avançado aumentam a segurança.






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