Estou em uma luta contra a pornografia, achei muita motivação no meu relacionamento. Ultimamente est
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Estou em uma luta contra a pornografia, achei muita motivação no meu relacionamento. Ultimamente estou quase um mês sem consumo e estou me sentindo sem emoções e estou preocupado em prejudicar meu relacionamento. Quando recebo beijo, toque, carinho, eu sinto tipo uma névoa ou choque no cérebro.
Olá!
Primeiramente é importante reconhecer sua coragem para falar sobre essa questão, a qual considero que ainda gera muito desconforto quando é exposta. Segundo, quando o uso da pornografia gera sofrimento ,culpa. prejuízos no relacionamento, deixa de ser apenas um hábito e passa a ser um comportamento que precisa de atenção. Mais do que parar com a prática, é importante que você entenda o que está por trás deste comportamento, muitas vezes o "vicio" não é o problema primário, talvez a tentativa de aliviar algo interno desconhecido.
Sugiro que você procure um profissional para que juntos consigam falar sobre essa questão, e quem sabe você consiga compreender, ser compreendido, acolhido, e juntos acharem um caminho que lhe ajude a enfrentar isso.
Primeiramente é importante reconhecer sua coragem para falar sobre essa questão, a qual considero que ainda gera muito desconforto quando é exposta. Segundo, quando o uso da pornografia gera sofrimento ,culpa. prejuízos no relacionamento, deixa de ser apenas um hábito e passa a ser um comportamento que precisa de atenção. Mais do que parar com a prática, é importante que você entenda o que está por trás deste comportamento, muitas vezes o "vicio" não é o problema primário, talvez a tentativa de aliviar algo interno desconhecido.
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Olá, como vai?
Nesse caso, sugiro você procurar um profissional da psicologia para que possa te ajudar a sustentar a sua renúncia frente à pornografia. Além disso, investigar se a modulação das suas emoções é fruto da sua luta contra a pornografia ou ela vem de outra fonte. Não tente lidar com isso sozinho, o processo terapêutico pode ser pontual e objetivo. Procure ajuda, pode te ajudar a se entender e se transformar.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Nesse caso, sugiro você procurar um profissional da psicologia para que possa te ajudar a sustentar a sua renúncia frente à pornografia. Além disso, investigar se a modulação das suas emoções é fruto da sua luta contra a pornografia ou ela vem de outra fonte. Não tente lidar com isso sozinho, o processo terapêutico pode ser pontual e objetivo. Procure ajuda, pode te ajudar a se entender e se transformar.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Sentir que as emoções não são tão intensas ou perceber um certo distanciamento pode ser uma forma de proteção psíquica. Quando há experiências difíceis ou frustrações repetidas, a mente pode diminuir a intensidade emocional como estratégia de defesa. Se isso estiver causando desconforto ou prejuízo, um espaço terapêutico pode ajudar a compreender melhor esse funcionamento.
Olá! Como vai? Dentro da minha área de atuação (a Análise do Comportamento), o consumo repetido de pornografia costuma funcionar como um comportamento fortemente reforçado, porque gera excitação intensa, imediata e previsível. Com o tempo, o organismo aprende a responder a estímulos muito específicos e de alta intensidade (novidade constante, imagens explícitas, controle total da situação). Quando esse padrão é interrompido, especialmente após uso frequente, é comum ocorrer um período chamado de redução temporária da responsividade emocional. Ou seja, o corpo e o cérebro ainda estão se ajustando a uma nova forma de obtenção de prazer e conexão.
Do ponto de vista científico da Sexualidade, estudos mostram que estímulos sexuais muito intensos e repetitivos podem gerar um tipo de Dessensibilização: experiências mais sutis e reais (toque, beijo, carinho) inicialmente podem parecer “apagadas”, estranhas ou até gerar sensações confusas, como essa “névoa” ou “choque” que você descreve. Isso não significa falta de desejo pela parceira, mas um sistema sexual e emocional que ainda está reaprendendo a responder a estímulos naturais, que são mais graduais e envolvem vínculo, presença e vulnerabilidade.
Além disso, a pornografia muitas vezes cumpre funções além do prazer sexual, como: Regulação emocional, fuga de ansiedade, alívio de tensão, sensação de controle. Quando você retira esse comportamento, é comum surgir uma sensação de vazio emocional, embotamento ou estranheza corporal, porque a função que ele exercia ainda não foi totalmente substituída por outras formas de regulação.
É importante falar também sobre os impactos e prejuízos associados ao uso frequente de pornografia, especialmente quando ela passa a ser a principal forma de regulação emocional ou sexual. Do ponto de vista científico da sexualidade humana, estudos associam o uso frequente de pornografia a alguns prejuízos possíveis, como: Dessensibilização sexual, em que estímulos reais parecem menos excitantes no início; Dificuldade de excitação ou manutenção do desejo em contextos reais; Aumento da busca por conteúdos cada vez mais intensos, para obter o mesmo efeito; Confusão entre fantasia e realidade, impactando expectativas sobre o corpo, o desempenho e a dinâmica sexual; Redução da sensibilidade ao vínculo emocional, quando a sexualidade passa a ser vivida de forma isolada; Uso da pornografia como estratégia de fuga emocional, dificultando o desenvolvimento de outras formas de lidar com ansiedade, estresse ou frustração.
No relacionamento, esses impactos podem aparecer como: Distanciamento emocional, dificuldade de presença durante o contato íntimo, comparação constante (mesmo que automática), medo de não sentir “o suficiente” ou de prejudicar a parceira.
É importante reforçar que esses efeitos não são permanentes, mas dependem da frequência, da função que a pornografia exercia na vida da pessoa e do contexto emocional. Quando o consumo é interrompido, como no seu caso, o que muitas vezes surge primeiro não é prazer imediato, mas um período de ajuste, com sensação de vazio, embotamento ou estranheza corporal — exatamente o que você descreveu. Em síntese, o uso frequente de pornografia pode, sim, gerar prejuízos emocionais, sexuais e relacionais, mas o que você está vivendo agora é compatível com um processo de reorganização, não com um dano definitivo. Com tempo, exposição gradual à intimidade real e, se possível, acompanhamento psicológico, a tendência é de recuperação da sensibilidade, do desejo e da conexão afetiva. Boa ressignificação!
Do ponto de vista científico da Sexualidade, estudos mostram que estímulos sexuais muito intensos e repetitivos podem gerar um tipo de Dessensibilização: experiências mais sutis e reais (toque, beijo, carinho) inicialmente podem parecer “apagadas”, estranhas ou até gerar sensações confusas, como essa “névoa” ou “choque” que você descreve. Isso não significa falta de desejo pela parceira, mas um sistema sexual e emocional que ainda está reaprendendo a responder a estímulos naturais, que são mais graduais e envolvem vínculo, presença e vulnerabilidade.
Além disso, a pornografia muitas vezes cumpre funções além do prazer sexual, como: Regulação emocional, fuga de ansiedade, alívio de tensão, sensação de controle. Quando você retira esse comportamento, é comum surgir uma sensação de vazio emocional, embotamento ou estranheza corporal, porque a função que ele exercia ainda não foi totalmente substituída por outras formas de regulação.
É importante falar também sobre os impactos e prejuízos associados ao uso frequente de pornografia, especialmente quando ela passa a ser a principal forma de regulação emocional ou sexual. Do ponto de vista científico da sexualidade humana, estudos associam o uso frequente de pornografia a alguns prejuízos possíveis, como: Dessensibilização sexual, em que estímulos reais parecem menos excitantes no início; Dificuldade de excitação ou manutenção do desejo em contextos reais; Aumento da busca por conteúdos cada vez mais intensos, para obter o mesmo efeito; Confusão entre fantasia e realidade, impactando expectativas sobre o corpo, o desempenho e a dinâmica sexual; Redução da sensibilidade ao vínculo emocional, quando a sexualidade passa a ser vivida de forma isolada; Uso da pornografia como estratégia de fuga emocional, dificultando o desenvolvimento de outras formas de lidar com ansiedade, estresse ou frustração.
No relacionamento, esses impactos podem aparecer como: Distanciamento emocional, dificuldade de presença durante o contato íntimo, comparação constante (mesmo que automática), medo de não sentir “o suficiente” ou de prejudicar a parceira.
É importante reforçar que esses efeitos não são permanentes, mas dependem da frequência, da função que a pornografia exercia na vida da pessoa e do contexto emocional. Quando o consumo é interrompido, como no seu caso, o que muitas vezes surge primeiro não é prazer imediato, mas um período de ajuste, com sensação de vazio, embotamento ou estranheza corporal — exatamente o que você descreveu. Em síntese, o uso frequente de pornografia pode, sim, gerar prejuízos emocionais, sexuais e relacionais, mas o que você está vivendo agora é compatível com um processo de reorganização, não com um dano definitivo. Com tempo, exposição gradual à intimidade real e, se possível, acompanhamento psicológico, a tendência é de recuperação da sensibilidade, do desejo e da conexão afetiva. Boa ressignificação!
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