Estou há dois meses em uso de ácido valproico, na dose de 1000 mg. Houve melhora na oscilação brusca

3 respostas
Estou há dois meses em uso de ácido valproico, na dose de 1000 mg. Houve melhora na oscilação brusca de humor ao longo do dia, que era um problema importante. No entanto, tenho me sentido deprimido de forma contínua. Ressalto que, nos últimos 5 a 6 anos, já utilizei cerca de 7 a 8 antidepressivos e aproximadamente 5 antipsicóticos e mais 5 anos de psicoterapia. Ainda existem outras possibilidades de tratamento que podem ser consideradas?
Sim, ainda existem outras possibilidades de tratamento, mesmo após tantos anos de tratamento. O ácido valproico ter reduzido a oscilação do humor já é um sinal importante de resposta. Quando a depressão persiste, é possível ajustar doses, associar outros estabilizadores, usar antidepressivos de forma cuidadosa, considerar abordagens como psicoterapia focada ou revisar o diagnóstico e o padrão do humor ao longo do tempo. Acho que vale manter seu acompanhamento e discutir as possibilidades com o profissional de sua confiança

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Sim, ainda existem possibilidades, e o fato de você ter melhorado da oscilação de humor com o ácido valproico já é uma informação clínica importante. Em algumas pessoas, estabilizadores de humor controlam a instabilidade, mas podem deixar um “rebaixamento” persistente do humor, que não significa falta de tratamento, e sim necessidade de ajuste. Depois de múltiplas tentativas com antidepressivos e antipsicóticos, é fundamental revisar o diagnóstico com cuidado, diferenciar depressão unipolar de espectro bipolar, ciclotimia ou depressão resistente, e avaliar se o valproato está na dose e no papel certos para você. Outras estratégias podem incluir ajustes ou combinações entre estabilizadores, uso criterioso de antidepressivos em contexto estabilizado, abordagens como lítio, lamotrigina, neuromodulação (como EMT), além de psicoterapia focada em regulação emocional e funcionamento diário. Ter tentado muitas medicações não significa que “não há mais o que fazer”, mas sim que o tratamento precisa ser mais fino, personalizado e acompanhado de perto. Espero ter ajudado. Um abraço!
Olá!
Com certeza. Há milhares de combinações diversas de psicofármacos e abordagens psicoterápicas. Por exemplo: uma mesma medicação ("um princípio ativo específico") pode ter sua ação variada por diversos fatores - conforme o laboratório ("marca"), dosagem utilizada, horário e tempo administrado; uso concomitante com outros medicamentos; estilo de vida do paciente; fase da vida no qual o mesmo se encontra... É comum tentarmos novamente um medicamento do qual o paciente já fez uso no passado e não teve efeito desejado, e quando utiliza novamente, tem ótimo resultado e vice-versa... Por isso, nunca desista! Sempre há esperança.
É importante salientar que seu tratamento deve ser acompanhado por um psiquiatra, ou seja, um médico que tenha, além de CRM registrado, tenha RQE ativo na área.

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