Estou tomando escitalopram há cerca de 5 dias e minha libido foi embora. Não consigo alcançar o orga

3 respostas
Estou tomando escitalopram há cerca de 5 dias e minha libido foi embora. Não consigo alcançar o orgasmo… Isso passa com o tempo?
Olá, alteração de libido pode acontecer na introdução da medicação, na segunda semana tende a melhorar. Caso após o período de 2-4 semanas a queixa de mantenha, é interessante avaliar troca da medicação.

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Dr. José Henrique Paes
Psiquiatra
Rio de Janeiro
Infelizmente a disfunção sexual, como redução da libido e a dificuldade de atingir o orgasmo citadas, pode ser um efeito adverso de medicação antidepressiva como o escitalopram. Efeitos esses que são muito individuais. Pode ser um efeito inicial, mas também que perdure. Há de se ver também, outros fatores que possam estar relacionados a perda de libido além da medicação. Além disso, sobre a dosagem que foi iniciado (pois também pode influenciar em mais efeitos colaterais iniciais). Caso continue, deve-se avaliar junto ao seu psiquiatra o impacto dessa alteração em relação ao benefício da medicação. Há diferentes formas de seguir o tratamento visando a melhora do quadro clínico e da disfunção sexual, as quais serão construídas junto ao seu psiquiatra. Uma delas pode ser a substituição do escitalopram por outro antidepressivo.
Essa é uma queixa relativamente comum no início do uso do Escitalopram e pode acontecer tanto em homens quanto em mulheres. Alterações na libido, diminuição do desejo sexual, dificuldade para atingir o orgasmo e redução da sensibilidade sexual estão entre os efeitos colaterais mais conhecidos dessa classe de antidepressivos.

Em algumas pessoas isso melhora com o tempo, conforme o organismo se adapta ao medicamento nas primeiras semanas ou meses. Porém, em outras, os sintomas podem persistir enquanto o remédio estiver sendo utilizado. A intensidade também varia muito de pessoa para pessoa e depende da dose, sensibilidade individual, ansiedade, depressão, estresse, insônia e outros fatores emocionais que já podem afetar a vida sexual por si só.

É importante não interromper o tratamento abruptamente por causa disso sem orientação médica, porque muitas vezes existem estratégias que ajudam bastante: ajuste de dose, mudança do horário, tempo de adaptação ou até troca da medicação quando necessário.

Pacientes com transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtorno depressivo, burnout ou transtornos de humor frequentemente têm melhora emocional importante com o tratamento, e isso também pode impactar positivamente a vida sexual ao longo do tempo.

Uma avaliação individualizada ajuda a equilibrar saúde mental, qualidade de vida e bem-estar sexual de forma segura. Estou disponível para acompanhar sua evolução de forma cuidadosa e humanizada.

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