Estou tomando naltrexona para compulsão alimentar. Posso beber socialmente? Teria algum efeito negat
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Estou tomando naltrexona para compulsão alimentar. Posso beber socialmente? Teria algum efeito negativo caso ingerisse álcool?
Qualquer medicamento que tenha ação no Sistema Nervoso Central , não deve ser associado a bebidas alcoólicas, segundo as próprias recomendações de bula.
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A naltrexona é um antagonista dos receptores opioides, utilizada no manejo da compulsão alimentar por reduzir o reforço hedônico associado à ingestão excessiva de alimentos. Esse mesmo mecanismo explica seu uso no tratamento do transtorno por uso de álcool. Do ponto de vista farmacológico, não há contraindicação absoluta ao consumo de álcool durante o uso da naltrexona; entretanto, a associação merece cautela.
Ao ingerir bebida alcoólica sob uso de naltrexona, é comum ocorrer redução do prazer associado ao álcool, o que pode levar a menor consumo espontâneo. Contudo, alguns pacientes relatam náuseas, cefaleia, tontura, mal-estar ou fadiga quando consomem álcool, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. Além disso, tanto o álcool quanto a naltrexona são metabolizados no fígado, e o uso concomitante, sobretudo em quantidades maiores ou frequentes, pode aumentar o estresse hepático, elevando o risco de alterações nas enzimas do fígado.
Do ponto de vista clínico, o consumo social, esporádico e em pequenas quantidades tende a ser melhor tolerado, desde que não haja doença hepática prévia e que o paciente esteja clinicamente estável. Ainda assim, é importante observar a resposta individual e evitar o uso caso surjam sintomas adversos.
Para garantir segurança e eficácia do tratamento da compulsão alimentar, recomenda-se discutir o consumo de álcool com um endocrinologista, que poderá avaliar exames, orientar limites seguros e ajustar a conduta conforme seu perfil metabólico. Seu bem-estar e evolução são prioridade. Este chat permanece disponível para esclarecer dúvidas adicionais sempre que precisar.
Ao ingerir bebida alcoólica sob uso de naltrexona, é comum ocorrer redução do prazer associado ao álcool, o que pode levar a menor consumo espontâneo. Contudo, alguns pacientes relatam náuseas, cefaleia, tontura, mal-estar ou fadiga quando consomem álcool, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. Além disso, tanto o álcool quanto a naltrexona são metabolizados no fígado, e o uso concomitante, sobretudo em quantidades maiores ou frequentes, pode aumentar o estresse hepático, elevando o risco de alterações nas enzimas do fígado.
Do ponto de vista clínico, o consumo social, esporádico e em pequenas quantidades tende a ser melhor tolerado, desde que não haja doença hepática prévia e que o paciente esteja clinicamente estável. Ainda assim, é importante observar a resposta individual e evitar o uso caso surjam sintomas adversos.
Para garantir segurança e eficácia do tratamento da compulsão alimentar, recomenda-se discutir o consumo de álcool com um endocrinologista, que poderá avaliar exames, orientar limites seguros e ajustar a conduta conforme seu perfil metabólico. Seu bem-estar e evolução são prioridade. Este chat permanece disponível para esclarecer dúvidas adicionais sempre que precisar.
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