Estou tomando sertralina á quase 3 meses com dose inicial de 50mg e ajustada para 100mg. Achei que

3 respostas
Estou tomando sertralina á quase 3 meses com dose inicial de 50mg e ajustada para 100mg.
Achei que melhorou o apetite, o sono mas não senti mudanças significativas no transtorno de ansiedade. Seria adequado trocar a medicação?
Entendo sua preocupação ja que é frustrante não sentir melhora completa da ansiedade.
De forma objetiva: após 3 meses, se a ansiedade ainda persiste, pode ser adequado revisar o tratamento. Isso não significa trocar imediatamente, mas avaliar ajuste de dose, associação com outro medicamento ou mudança de estratégia terapêutica.
O ideal é agendarmos uma consulta psiquiátrica, para analisar sua resposta ao tratamento, ajustar medicação se necessário e buscar melhora efetiva do transtorno de ansiedade.

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Olá! É necessário avaliar seu quadro, no sentido de que há mais de uma estratégia ou possibilidade de alteração no tratamento, seja o ajuste de dose, o acréscimo de um potencializador ou mesmo a troca. Converse com seu médico a respeito. Abraços!
Dr. Pablo Nunes
Endocrinologista
Parnaíba
Sua dúvida é muito pertinente. De forma geral, após cerca de 8 a 12 semanas em dose terapêutica, já é esperado observar algum impacto mais claro nos sintomas centrais da ansiedade. No seu caso, a sertralina trouxe benefícios importantes — melhora do sono e do apetite — o que indica que há resposta parcial ao medicamento, mas o fato de os sintomas ansiosos principais permanecerem sugere que o efeito foi incompleto para o seu quadro específico.

Do ponto de vista clínico, isso não é incomum. A sertralina é um ISRS com boa evidência para transtornos de ansiedade, mas a resposta é individual. Quando há melhora de sintomas vegetativos (sono, apetite) sem redução significativa da ansiedade, o psiquiatra costuma considerar algumas possibilidades: manter a dose por mais tempo, ajustar a dose (quando ainda há margem segura), associar outra medicação adjuvante ou, sim, avaliar a troca para outro antidepressivo com perfil diferente (como outro ISRS ou um IRSN), especialmente se a ansiedade continuar impactando a qualidade de vida.

Trocar a medicação não significa “retrocesso” nem que o tratamento falhou. Pelo contrário, faz parte de um processo cuidadoso de encontrar a opção que melhor se ajusta à sua neurobiologia e ao tipo de ansiedade que você apresenta. É essencial que essa decisão seja tomada junto ao seu psiquiatra, considerando também efeitos colaterais, tempo de uso e seu histórico clínico.

Você está sendo atenta aos sinais do seu corpo e isso é muito importante no tratamento. Recomendo conversar abertamente com seu médico sobre o que melhorou e o que ainda persiste. Fico à disposição para tirar dúvidas pelo chat e te ajudar a entender as opções de forma clara e segura, sempre com foco na sua melhora.

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