Estou tomando um antidepressivo Oxalato de Escitolapram há 3 meses, desde então não bebi nenhuma beb
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Estou tomando um antidepressivo Oxalato de Escitolapram há 3 meses, desde então não bebi nenhuma bebida alcoólica, se eu quiser posso tomar mesmo fazendo o tratamento? de modo casual.
De modo geral, o álcool é contraindicado, pois junto com a medicação pode levar a uma sedação excessiva e também diminuir a eficácia do tratamento. Orientações personalizadas para seu caso, entretanto, deve obter com seu psiquiatra, que conhece você pessoalmente e os detalhes de seu tratamento.
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Olá, o uso de bebida alcóolica é contraindicado durante o tratamento com Escitalopram, independente da dose e do quadro clínico. Há um prejuízo de mão dupla, principalmente pelas duas medicações ocuparem os mesmos receptores de células do fígado.
Dessa forma, o álcool compromete a eficácia da fármaco e prejudica a depuração (Metabolismo de eliminação), o que faz com que a medicação fique mais tempo no organismo, podendo causar ou agravar efeitos colaterais. Além disso, estando o fígado em parte ocupados com a metabolização do escitalopram, o álcool pode ficar mais tempo no organismo e resultar em uma embriaguez com doses menores que o habituais. Dessa forma, ficar bêbado torna-se muito perigoso.
Outro ponto importante é que a bebida alcoólica às vezes é usada para aliviar sintomas ansiosos pelo seu efeito de desinibição, como para deixar mais calmo ou alegre. Isto pode atrapalhar o tratamento, pois passado o efeito do álcool há tendência é que piore os sintomas de ansiedade, além de condicionar uma dependência química.
Dessa forma, o álcool compromete a eficácia da fármaco e prejudica a depuração (Metabolismo de eliminação), o que faz com que a medicação fique mais tempo no organismo, podendo causar ou agravar efeitos colaterais. Além disso, estando o fígado em parte ocupados com a metabolização do escitalopram, o álcool pode ficar mais tempo no organismo e resultar em uma embriaguez com doses menores que o habituais. Dessa forma, ficar bêbado torna-se muito perigoso.
Outro ponto importante é que a bebida alcoólica às vezes é usada para aliviar sintomas ansiosos pelo seu efeito de desinibição, como para deixar mais calmo ou alegre. Isto pode atrapalhar o tratamento, pois passado o efeito do álcool há tendência é que piore os sintomas de ansiedade, além de condicionar uma dependência química.
Você fez muito bem em se abster nesses 3 meses iniciais — esse é o período em que o cérebro está se adaptando à medicação, e álcool nessa fase pode mesmo comprometer a resposta ao tratamento. Agora que o tratamento está estabelecido, dá para pensar com mais nuance.
A resposta honesta é que escitalopram e álcool não são uma combinação proibida em termos absolutos, mas exige bom senso. Diferente dos benzodiazepínicos, os antidepressivos da classe do escitalopram (ISRS) não têm uma interação farmacológica grave com o álcool em pequenas quantidades. Mas há considerações importantes.
Primeiro, o efeito do álcool tende a ser mais intenso em quem toma antidepressivo — uma dose que antes parecia leve pode te afetar mais. Segundo, o álcool é depressor do sistema nervoso central, e em quem está tratando ansiedade ou depressão ele pode piorar o quadro no dia seguinte (rebote ansioso, queda de humor), justamente contrariando o efeito do tratamento. Terceiro, em algumas pessoas, o álcool reduz a eficácia do antidepressivo ao longo do tempo, especialmente se o uso for frequente.
"De modo casual", o que costumo orientar na prática é: uma ou duas doses ocasionais (uma taça de vinho, um drink em um evento social), com baixa frequência (não semanal), em um momento estável do seu tratamento, costuma ser tolerado sem grandes problemas para a maioria dos pacientes. O que é problemático é uso frequente, em quantidade maior, ou em momentos de vulnerabilidade emocional (quando o álcool deixa de ser social e passa a ser regulação afetiva).
A pergunta mais importante, na verdade, não é "posso beber" — é "como está sendo a sua resposta ao tratamento?". Se está bem, estável, com bom controle dos sintomas, beber casualmente provavelmente não vai desestabilizar. Se ainda está em ajuste ou com sintomas residuais, vale adiar. Se quiser conversar sobre o andamento do seu tratamento, ajustes ou planejamento de longo prazo, estou à disposição no consultório. Decisões assim ficam mais claras com acompanhamento individualizado.
A resposta honesta é que escitalopram e álcool não são uma combinação proibida em termos absolutos, mas exige bom senso. Diferente dos benzodiazepínicos, os antidepressivos da classe do escitalopram (ISRS) não têm uma interação farmacológica grave com o álcool em pequenas quantidades. Mas há considerações importantes.
Primeiro, o efeito do álcool tende a ser mais intenso em quem toma antidepressivo — uma dose que antes parecia leve pode te afetar mais. Segundo, o álcool é depressor do sistema nervoso central, e em quem está tratando ansiedade ou depressão ele pode piorar o quadro no dia seguinte (rebote ansioso, queda de humor), justamente contrariando o efeito do tratamento. Terceiro, em algumas pessoas, o álcool reduz a eficácia do antidepressivo ao longo do tempo, especialmente se o uso for frequente.
"De modo casual", o que costumo orientar na prática é: uma ou duas doses ocasionais (uma taça de vinho, um drink em um evento social), com baixa frequência (não semanal), em um momento estável do seu tratamento, costuma ser tolerado sem grandes problemas para a maioria dos pacientes. O que é problemático é uso frequente, em quantidade maior, ou em momentos de vulnerabilidade emocional (quando o álcool deixa de ser social e passa a ser regulação afetiva).
A pergunta mais importante, na verdade, não é "posso beber" — é "como está sendo a sua resposta ao tratamento?". Se está bem, estável, com bom controle dos sintomas, beber casualmente provavelmente não vai desestabilizar. Se ainda está em ajuste ou com sintomas residuais, vale adiar. Se quiser conversar sobre o andamento do seu tratamento, ajustes ou planejamento de longo prazo, estou à disposição no consultório. Decisões assim ficam mais claras com acompanhamento individualizado.
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