Eu tive um aborto retido com 10 semanas e 5 dias em junho, agora em setembro fiz alguns exames e meu
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Eu tive um aborto retido com 10 semanas e 5 dias em junho, agora em setembro fiz alguns exames e meu exame de proteína s livre deu 70% e o valor de referência é 72% pode ser trombofilia? Ou a causa do aborto?
Provavelmente não. Esse valor está discretamente alterado o que não fecha o diagnóstico de trombofilia por este motivo.
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Entendo totalmente a sua preocupação, especialmente depois de um aborto retido. Quando olhamos para o exame de proteína S livre com resultado de 70% para uma referência de 72%, é importante interpretar isso com bastante cautela. Uma pequena redução como essa não confirma trombofilia e, na maioria das vezes, não tem relação direta com o aborto.
A proteína S é muito sensível a vários fatores: uso de anticoncepcionais, fase do ciclo menstrual, inflamações recentes, variações hormonais e até pequenas diferenças entre laboratórios. Uma diferença tão discreta costuma ser considerada variação fisiológica, e não uma deficiência verdadeira. Além disso, a proteína S só deve ser interpretada após algumas condições específicas: fora da gestação, sem uso de hormônios, longe de abortos recentes, e com o organismo em equilíbrio. Após uma perda gestacional, especialmente poucos meses depois, esse valor pode não refletir seu nível real. Sobre a relação com o aborto: a grande maioria dos abortos no primeiro trimestre ocorre por causas genéticas do embrião, e não por trombofilia. A deficiência verdadeira de proteína S costuma causar perdas mais tardias ou complicações específicas, e não um aborto retido isolado.
O ideal agora é repetir a proteína S em um momento mais estável e, se houver dúvida, avaliar o painel de trombofilias de forma completa, mas sempre orientado por um especialista. Na imensa maioria dos casos, um valor como o seu não muda conduta e não é considerado motivo para tratamento anticoagulante.
A proteína S é muito sensível a vários fatores: uso de anticoncepcionais, fase do ciclo menstrual, inflamações recentes, variações hormonais e até pequenas diferenças entre laboratórios. Uma diferença tão discreta costuma ser considerada variação fisiológica, e não uma deficiência verdadeira. Além disso, a proteína S só deve ser interpretada após algumas condições específicas: fora da gestação, sem uso de hormônios, longe de abortos recentes, e com o organismo em equilíbrio. Após uma perda gestacional, especialmente poucos meses depois, esse valor pode não refletir seu nível real. Sobre a relação com o aborto: a grande maioria dos abortos no primeiro trimestre ocorre por causas genéticas do embrião, e não por trombofilia. A deficiência verdadeira de proteína S costuma causar perdas mais tardias ou complicações específicas, e não um aborto retido isolado.
O ideal agora é repetir a proteína S em um momento mais estável e, se houver dúvida, avaliar o painel de trombofilias de forma completa, mas sempre orientado por um especialista. Na imensa maioria dos casos, um valor como o seu não muda conduta e não é considerado motivo para tratamento anticoagulante.
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