Eu tomo Florinefe para tratamento de enxaqueca. Vou viajar por dois dias e não quero levar o medicam

3 respostas
Eu tomo Florinefe para tratamento de enxaqueca. Vou viajar por dois dias e não quero levar o medicamento acondicionado no gelo por esse tempo. Posso ficar esses dois dias sem tomá-lo?
Dra. Nadia Ferreira Rivera
Médico clínico geral, Internista, Generalista
Rio de Janeiro
Olá paciente, desculpe mas me parece que confundiu flunarizina com florinefe, ou toma florinefe por causas adrenais e não para enxaqueca.
Dentre as numerosas drogas que aliviam a crise, como naproxeno e triptanos, bem conhecidos, até aparelhos de estimulação magnética transcraniana, já aprovados fora do país, todos tratam e ou fazem prevenção da enxaqueca. As drogas mais modernas como os CGRP ( calcitonin gene related peptide inhibitors ) : Erenumab, fremanezumab, galcanezumab, até mesmo repor magnésio, ou aplicar toxina botulínica ou tomar inibidores de canal de cálcio tipo verapamil, ou antidepressivos tricíclicos, como amitriptilina, ou betabloqueadores como atenolol, propranolol, metoprolol. Outras classes também ajudam como a gabapentina e o ácido valpróico. Poderia continuar mais muitas formas de tratar, prevenir, abordar na emergência, na menstruação,etc, mas florinefe desconheço, e mesmo não faz sentido. Pergunte ao seu médico, pois dependendo da razão do uso do florinefe, talvez ele recomende levar sim.

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Dra. Jaqueline Barbosa
Endocrinologista
Florianópolis
O Florinefe não é indicado para enxaqueca. Realmente ele precisa ficar refrigerado. Se você tem algum problema de saúde mais sério como insuficiencia adrenal, voce nao pode ficar sem esse medicamento.
Espero ter ajudado.
A disposicão!
Dra. Patricia Gomes Damasceno
Neurologista, Médico do sono, Neurofisiologista
São Paulo
Excelente pergunta — e muito importante, pois o Florinefe (fludrocortisona) é um medicamento que atua regulando o equilíbrio de sal e água no organismo, sendo utilizado em alguns casos específicos de enxaqueca associada à hipotensão, disautonomia ou insuficiência autonômica. Em relação à sua dúvida: sim, em geral é possível suspender o Florinefe por dois dias sem riscos graves, desde que o medicamento esteja sendo usado em dose baixa e em tratamento estável, mas é importante compreender alguns pontos. O Florinefe tem meia-vida longa, o que significa que seus efeitos permanecem no corpo por 24 a 48 horas após a última dose, portanto uma interrupção de curto prazo (como 2 dias) não costuma causar piora súbita. O que pode ocorrer é uma leve queda de pressão ou sensação de cansaço, especialmente em pessoas que o usam para controlar sintomas de hipotensão ortostática. Nesses casos, recomenda-se aumentar a hidratação, evitar exposição prolongada ao calor, levantar-se devagar e ingerir um pouco mais de sal durante o período sem o medicamento. Quanto à conservação, o Florinefe não precisa ser mantido em gelo — ele pode ser armazenado em temperatura ambiente abaixo de 25 °C, desde que longe do calor direto, luz solar e umidade. Ou seja, é possível levá-lo na mala sem refrigeração por dois dias sem comprometer a estabilidade do fármaco. Se o tratamento for contínuo e a interrupção causar retorno dos sintomas (tontura, fraqueza ou dor de cabeça), o ideal é levar as doses acondicionadas em recipiente térmico leve, mas não há necessidade de gelo constante. Em resumo: ficar dois dias sem o Florinefe geralmente é seguro, especialmente se o uso for em dose baixa e sob orientação médica, mas mantenha boa hidratação, evite esforço excessivo e retome o uso regular assim que possível. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com o neurologista é essencial para garantir segurança no ajuste do tratamento e controle das crises. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, enxaqueca, distúrbios autonômicos e medicina do sono, sempre com uma abordagem técnica e humanizada. Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono | CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082

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