Existe a possibilidade de após de uso anos o clonazepam estar fazendo efeito reverso e atrapalhando
Existe a possibilidade de após de uso anos o clonazepam estar fazendo efeito reverso e atrapalhando o sono ?
3 respostas
Olá, o uso crônico de benzodiazepínicos, como o clonazepan, leva a tolerância, ou seja necessidade de doses cada vezes maiores para obter o mesmo efeito, além de dependência, que se manifesta com sintomas de abstinência quando o uso é descontinuado. Os sintomas de abstinência do uso do clonazepan são ansiedade, insônia, irritabilidade, explosões de choro, distúrbios de humor e sonhos vívidos. Sendo assim, é possível que o uso do clonazepan ao longo dos anos, possa produzir alterações no sono e trazer outras consequências a sua saúde mental. O ideal é você consultar um psiquiatra.
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Em alguns casos (raros, porém), há o que é chamado de "efeito paradoxal" dos benzodiazepínicos (classe de medicamentos ao qual o clonazepam faz parte); este efeito paradoxal, como o próprio nome informa, pode trazer inquietação, insônia, sensação subjetiva de ansiedade.
Sim, existe essa possibilidade — e é relativamente comum em uso prolongado de clonazepam. O que pode acontecer após anos de uso é uma combinação de fatores: Tolerância O organismo se adapta ao benzodiazepínico, e o efeito sedativo inicial diminui. Com isso, a pessoa pode não dormir tão bem como antes, mesmo tomando o remédio. Dependência funcional O cérebro passa a “esperar” o medicamento para manter o padrão de sono, e isso pode gerar sono mais leve, fragmentado ou menos restaurador ao longo do tempo. Efeito paradoxal (mais raro) Em alguns casos, benzodiazepínicos podem causar o oposto do esperado: agitação, ansiedade, irritabilidade ou piora da insônia, principalmente em uso crônico, doses elevadas ou em pessoas mais sensíveis. Rebote noturno ou entre doses Quando o efeito vai passando, pode ocorrer aumento de ansiedade ou despertares durante a noite. Então, sim: após uso prolongado, o clonazepam pode deixar de ajudar e, em alguns casos, passar a atrapalhar a arquitetura do sono, mesmo que ainda “dê sensação de relaxamento” na hora de tomar. O ponto mais importante é que não deve ser interrompido de forma abrupta, porque isso pode causar piora importante da insônia, ansiedade e até sintomas físicos. O ideal é uma reavaliação médica para considerar estratégias como: redução gradual (desmame lento) troca por alternativas para sono/ansiedade ou associação de tratamento não farmacológico (ex: terapia cognitivo-comportamental para insônia)
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

