Existe forma de comprar vitamina D injetável no Brasil? Sou pós bariátrico, sem vesícula e ainda

Existe forma de comprar vitamina D injetável no Brasil? Sou pós bariátrico, sem vesícula e ainda estou com obesidade. Já fiz reposição com cápsulas durante mais de 12 meses e não passa de 25 nos meus exames. O medico indicou a vitamina D injetável, mas na minha cidade não existe nas farmácias de manipulação. Ela existe no Brasil?

7 respostas


Sim, existe vitamina D injetável no Brasil, porém não é comum em farmácias e geralmente disponível via clínicas ou serviços médicos. Em casos de má absorção (como pós-bariátrico), pode ser indicada, mas sempre com prescrição e acompanhamento. Avaliar alternativas como ajuste de dose oral ou calcifediol com endocrinologista. Dr. Arthur Henrique Caixeta - Médico Endocrinologista Pediátrico/Adulto

Dr. Arthur Caixeta

Dr. Arthur Caixeta

Endocrinologista

São Paulo

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A reposição de vitamina D no pós-bariátrica representa um desafio pela menor absorção relacionada ao procedimento cirúrgico. Importante também chamar a atenção que isso depende do tipo de cirurgia bariátrica que você realizou, sendo as 2 mais comuns hoje realizadas o sleeve gástrico e o bypass. Com relação a reposição de vitamina D, as doses recomendadas de reposição para pacientes pós-bariátrica são maiores que as doses necessárias para população geralmente, geralmente 2.000UI a 3.000UI por dia. Não há recomendação típica para realização de reposição injetável. Sugiro uma consulta com endocrinologista com experiência em acompanhamento de pacientes pós-bariátrica para que você receba as orientações adequadas após avaliação do seu caso em específico.


Sim, a vitamina D injetável existe no Brasil, porém não é amplamente disponível em farmácias comuns e nem na maioria das farmácias de manipulação, pois preparações injetáveis exigem um controle rigoroso e estrutura específica, o que limita bastante sua distribuição. Na prática, ela costuma ser encontrada em clínicas ou serviços de saúde que realizam a aplicação diretamente, ou em algumas farmácias especializadas, sendo comum a dificuldade de acesso em cidades menores. As apresentações geralmente são de colecalciferol (vitamina D3) em doses elevadas por via intramuscular, utilizadas principalmente em casos de deficiência importante ou quando há dificuldade de absorção intestinal. No seu caso, por ser pós-bariátrico e não ter vesícula, existe uma justificativa fisiológica clara para a baixa resposta à reposição oral, já que a absorção de vitaminas lipossolúveis, como a vitamina D, fica prejudicada, o que explica níveis persistentes em torno de 25 ng/mL mesmo após uso prolongado de cápsulas. Isso faz com que a via injetável seja, de fato, uma estratégia válida em muitos pacientes com esse perfil. No entanto, mais importante do que apenas encontrar a forma injetável é estruturar corretamente a reposição, pois muitas vezes é necessário ajustar dose, forma de administração ou até associar estratégias para melhorar a absorção. Diante desse cenário, uma avaliação com endocrinologista é fundamental, pois permite individualizar o tratamento, orientar com segurança sobre o uso da vitamina D injetável, inclusive indicando locais onde ela possa ser realizada, e acompanhar de forma adequada até que seus níveis sejam normalizados de maneira eficaz e segura.

Dr. Pablo Leal

Dr. Pablo Leal

Endocrinologista

Rio de Janeiro

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É uma dúvida comum entre pacientes pós-bariátricos saberem por que a vitamina D não melhora mesmo com suplementação oral. Após a cirurgia bariátrica, especialmente quando há alteração na absorção de gorduras, a reposição pode ser mais difícil, e fatores como ausência de vesícula, obesidade e alterações metabólicas podem influenciar os níveis encontrados nos exames. A vitamina D injetável existe em algumas apresentações no Brasil, mas a disponibilidade pode variar bastante conforme a região e geralmente depende de indicação e acompanhamento médico. Em alguns casos, o médico pode optar por doses orais maiores, formulações específicas ou outras estratégias para melhorar a absorção. É importante acompanhar não apenas a vitamina D, mas também cálcio, PTH e outros marcadores relacionados ao metabolismo ósseo.

Dr. Igor Bernardes

Dr. Igor Bernardes

Endocrinologista

São Paulo

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Olá! Entendo a sua dúvida. Pelo seu relato, existem alguns fatores que podem realmente dificultar a correção da vitamina D: cirurgia bariátrica, ausência de vesícula biliar e obesidade podem influenciar a absorção e o metabolismo dessa vitamina. A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel, ou seja, depende da presença de gordura e de uma boa absorção intestinal para ser aproveitada pelo organismo. Após algumas cirurgias bariátricas, principalmente aquelas que reduzem a absorção de nutrientes, pode ocorrer maior dificuldade para manter níveis adequados, mesmo usando cápsulas. No Brasil, existem apresentações de vitamina D em diferentes formas (principalmente colecalciferol – vitamina D3 em cápsulas ou gotas). A apresentação injetável existe em algumas situações e formulações, porém não é uma opção tão amplamente disponível em todas as farmácias e pode depender de disponibilidade, indicação médica e regulamentação do produto. Em alguns locais pode ser necessário procurar serviços especializados ou farmácias que trabalhem com determinadas apresentações. Quando a vitamina D permanece baixa mesmo após reposição oral adequada, o médico pode considerar algumas estratégias, como: Ajustar a dose da vitamina D oral. Avaliar se a forma utilizada e a adesão ao tratamento estão adequadas. Associar vitamina D com melhor absorção ou outras estratégias conforme o caso. Investigar fatores que podem manter níveis baixos, como deficiência de magnésio, alterações no metabolismo do cálcio, problemas de absorção intestinal ou a própria técnica cirúrgica da bariátrica. O fato de sua vitamina D permanecer em torno de 25 ng/mL após mais de 12 meses de suplementação merece uma reavaliação, mas não significa necessariamente que a única solução seja a injeção. O importante é que o endocrinologista avalie o seu histórico completo, incluindo: Tipo de cirurgia bariátrica realizada. Dose de vitamina D utilizada. Níveis de cálcio, fósforo, PTH (paratormônio) e função renal. Outros nutrientes frequentemente acompanhados no pós-bariátrica. Não recomendo aumentar doses ou buscar aplicações por conta própria, pois excesso de vitamina D também pode causar problemas, como aumento do cálcio no sangue. Você está fazendo o correto ao investigar, pois pacientes pós-bariátricos realmente precisam de um acompanhamento nutricional e metabólico mais cuidadoso. Com a estratégia adequada, na maioria dos casos é possível melhorar os níveis. Espero ter ajudado! Desejo que você consiga ajustar sua reposição e manter sua saúde bem acompanhada. Um abraço!

Dr. Filipe Tomaz

Dr. Filipe Tomaz

Endocrinologista

Belo Horizonte

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Não. Não há vitamina D injetável registrada na Anvisa. Depois da bariátrica, principalmente do bypass, o intestino absorve menos vitamina D, e a dose habitual costuma ser insuficiente. O primeiro passo por via oral é ajustar: dose maior, junto da refeição com mais gordura do dia, sem falhas, porque dose baixa e cápsula esquecida são as causas mais comuns de nível que não sobe. A meta depois da cirurgia é acima de 30 ng/mL. Quando isso não basta, outra opção por via oral é o calcifediol, a vitamina D já transformada pelo fígado. Ele depende menos da absorção de gordura e sobe o nível mais rápido, mas os estudos específicos após bariátrica ainda são poucos. Vale olhar também cálcio, PTH e as vitaminas A, E e K, que dependem da mesma absorção de gordura. Com os últimos exames e a dose em uso, o endocrinologista ou a equipe da cirurgia ajustam o esquema antes de pensar em outra via.

Dr. Marcio Gester

Dr. Marcio Gester

Endocrinologista

Belém do Pará

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Somente manipulada.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.