existe tratamento para neuropatia periférica causada por tratamento com a cisplatina?

3 respostas
existe tratamento para neuropatia periférica causada por tratamento com a cisplatina?
Dra. Juliana Alencar
Médico acupunturista
Salvador
A acupuntura apresenta uma boas resposta pra esse tipo de queixas

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Prof. Márcio Luna
Fisioterapeuta
Rio de Janeiro
O tratamento medicamentoso para neuropatia existe mas resultado é modesto e incompleto. De fato quem decide a recuperação dessa condição é o tratamento por Acupuntura. Porém é importante ressaltar que nunca consegui a cura desse quadro com menos de 12 meses de sessões semanais de Acupuntura.
Dra. Mariana M. Sant'Ana
Neurologista, Especialista em dor
Cuiabá
Sim. Embora a neuropatia periférica induzida por quimioterápicos, como a cisplatina, seja uma complicação relativamente comum, existem tratamentos e medidas de reabilitação que podem ajudar significativamente na melhora dos sintomas e na recuperação funcional.

A cisplatina é um agente quimioterápico eficaz, mas pode causar lesão tóxica nos nervos periféricos, resultando em sintomas como formigamento, dormência, dor em queimação, sensibilidade aumentada e perda de equilíbrio — geralmente de forma simétrica, começando pelos pés e mãos.

O tratamento é direcionado a três frentes principais:

1⃣ Neuroproteção e regeneração nervosa

Uso de vitaminas do complexo B (especialmente B1, B6 e B12), que participam da regeneração das fibras nervosas.

Ácido alfa-lipóico e acetil-L-carnitina, que têm propriedades antioxidantes e podem auxiliar na recuperação do tecido nervoso.

Em alguns casos, gabapentina, pregabalina ou duloxetina são indicadas para o controle da dor neuropática.

2⃣ Fisioterapia e reabilitação neuromotora

A fisioterapia neurológica e ocupacional é fundamental para manter a força muscular, o equilíbrio e prevenir quedas.

Terapias de estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) e fotobiomodulação (laser de baixa intensidade) podem auxiliar na regeneração e alívio dos sintomas.

3⃣ Acompanhamento contínuo

O neurologista monitora a evolução clínica e ajusta o tratamento conforme a resposta.

Em casos persistentes, pode haver melhora gradual ao longo dos meses, pois a regeneração nervosa é lenta, mas possível.

É importante destacar que, embora nem sempre seja possível reverter completamente a neuropatia, muitos pacientes apresentam melhora significativa com acompanhamento adequado e medidas combinadas de suporte neurológico e reabilitação.

Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O tratamento deve ser personalizado conforme a intensidade dos sintomas e a resposta clínica.

Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com segurança e acolhimento, em consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo ou atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, neuropatias periféricas e tratamento de dor neuropática, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835

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